dimanche 16 mars 2014

Autoportrait sans moi

I. me convidou para ir ao cinema. Depois de comermos no Bombay Mahal Express e pegarmos uma sobremesa no Juliette & Chocolat, fomos ao Excentris assistir a Autoportrait Sans Moi.

O filme é bem interessante, mas um pouco longo, mas fiquei contente de ter ido vê-lo (e de I. ter me convidado; do contrário, eu nem saberia da existência do filme), ainda naquela onda de descobrir o cinema québécois.

Eu raramente tiro lições de vida assim, gratuitamente, das coisas, mas dado que a internet anda cheia de paulocoelhismos e auto-ajudismos pregando esse pseudo-nietzscheanismo de que "o que não mata fortalece", achei o filme um bom reality check.

Porque tem essas épocas da vida em que a gente passa por uma série de momentos horríveis. E todo mundo dizendo esses clichês de que você vai sair mais forte dessa, dar a volta por cima, aprender. Aí, quando você menos espera, a coisa piora, e as pessoas ainda tentando te convencer de que a vida não melhora, mas a gente fica mais preparada. E, quando você passa por tudo isso e não se sente mais preparada, não se sente mais forte, o sentimento de que você falhou se torna ainda maior. As pessoas querem ajudar, mas elas acabam não entendendo como essa positividade poliânica pode ser ainda mais nociva.

A verdade é que, às vezes, a gente leva uns golpes dos quais a gente não se recupera. Ou não facilmente, ao menos. E tudo bem. A gente perde alguma coisa, mas continua vivendo com o que tem. Mas a gente tem de aprender a parar de se enganar e aceitar isso. Aceitar que nem sempre vai ficar tudo bem. A gente vive mais em paz consigo mesma assim. Tem horas em que a gente tem de parar e dar um tempo. Porque a gente está, sim, cansada, esgotada, e tem de tomar um bom fôlego antes de tocar pra frente como pode. E quem diz que essas lutas que a gente trava com monstros gigantescos e invencíveis nos fazem bem não sabe o que fala. A real é que gente só faz perder um pouco do que a gente foi.

"On sort pas plus fort de ça; c'est pas vrai. On sort fatiguée, épuisée; on remonte tranquillement la pente..."

mardi 11 mars 2014

Colombie

Carnet de voyage: Colômbia

Transporte: mais aviões que eu gostaria de ter tomado em toda a minha vida, mas, essencialmente, a viagem foi um misto de vôos e atrasos com a AirCanada, Avianca e Copa + transfers + táxis + chivas + barcos

I. Bogotá

Acomodação: Crowne Plaza Tequendama (*****)

Rangos:
Andrés Carne de Res D.C. (nham-nham-nham-nham)
Club Colombia (nham-nham)
Casa Vieja (nham-nham)
Harry Sasson (nham-nham-nham-nham)

Passeio: Catedral de Sal













II. Cartagena

Acomodação: Capilla del Mar (****)

Rangos:
La Olla Cartagenera (nham-nham-nham)
El Santissimo (nham-nham-nham)

Passeio: Ilhas Rosário/Cocoliso












III. San Andrés

Acomodação: Sol Caribe Campo (****)

Rangos: todos no hotel, que era all inclusive (e a comida era horrível)













Apesar de todas as paisagens lindas, o veredito é que, dessa terra aí, eu não quero nem o pó.