dimanche 26 janvier 2014

En mode

Hoje, minha prima postou, no FB (enfim, dessas coisas sobre as quais a gente não tem controle etc.), uma foto nossa de mil novecentos e guaraná Taí. Devia ser a festinha de aniversário de 3 ou 4 anos dela, o que significa que eu devia ter uns 7 ou 8 à época. Isso foi no Rio de Janeiro, no mês de março. Ou seja: calor. Mesmo assim, as crianças todas razoavelmente arrumadinhas, porque era uma festinha.

Na foto, dois meninos, que aparentam ter minha idade, estão de camisa, bermuda e tênis. Minha prima e as outras três meninas (todas com idade relativamente próxima à minha), como "deve ser", de vestido (ou saia e blusa), combinando com sandália ou o combo meia-calça+sapato.

No meio da foto, estou eu: de camiseta listrada de marinheiro (azul marinho e branca), provavelmente bermuda (na foto não dá pra ver, mas eu detestava saia), e tênis.

TODAS as meninas na foto estão de sandalinha ou sapatinho branco. ~Princesinhas~. Eu, de converse azul marinho. E meias brancas até o tornozelo.

Isso foi há mais de 20 anos. Não sei se minha 8-year-old self teria orgulho da minha 30-year-old self, mas minha 30-year-old self definitivamente aprova as escolhas estilísticas da minha 8-year-old self, a ponto de continuar se baseando nelas até hoje.

c. 1990 vs. 2013

Quem sabe Heráclito tivesse alguma coisa a dizer sobre isso... Não sei bem o quê.


filed under: tomboy_4_ever


[E, não: eu não era iconoclasta desde criancinha. Não era cross-dresser, ainda não desafiava (tanto) autoridades, nem nada. Tinha montes de coisas cor-de-rosa, bonecas Barbie etc. Mas eu tinha, de fato, fixação com estampas de marinheiro. E repulsa a saias. E a secador de cabelo. E amava o visual dos tênis converse, embora odiasse andar com eles. Algumas coisas mudaram. Algumas. A maioria continua igual.]

samedi 18 janvier 2014

Du lait

Eu não estava muito animada a ir ao show, não. Fiquei enrolando para comprar os ingressos, em parte porque não queria ir sozinha. Até que consegui cooptar PB a ir comigo. Mas ainda fiquei enrolando para ir comprar os ingressos. No dia 6 de dezembro, respirei fundo e passei no Olympia (que fica a menos de 600 metros da minha casa!) pra resolver isso. Quando pedi os ingressos, o cara do caixa me falou que só restavam 3, e que eles estavam tentando negociar mais com o empresário da banda, mas não estava nada certo.

Toda contente, comprei 2 dos últimos 3 ingressos, mandei uma mensagem de confirmação para PB e fiquei aguardando o dia 18 de janeiro.

Chegando ao Olympia (frio!), tinha fila pra entrar, fila pra chapelaria... Lá dentro, tinha bastante gente, mas estava bem suportável. Assistimos ao show da banda de abertura (Elf Power), que foi sensacional, bem tranquilos. Depois, encheu um pouco mais, mas estávamos em um lugar bom, de onde eu conseguia ver bem o placo, e com um espaço razoável ao meu redor.

E eis que o Jeff Mangum entra no palco, sozinho, só com o violão, e... começou:

catching signals that sound in the dark

E aí eu entendi que esse ia ser um dos melhores shows da vida. Obviamente, depois do Mangum, o resto da banda entrou. E por aí foi. Tocaram o In the Aeroplane Over the Sea quase inteiro. E mais. O show durou pouco menos de uma hora e meia, o que desapontou algumas pessoas, mas que foi ideal para mim. Já não tenho saúde para ficar horas em pé assim.

Estranhamente, PB apontou que, ao nosso lado o tempo todo, assitindo animadamente ao show estava um renomado eticista, professor da McGill. Tudo bem exótico.

No final das contas, minha percepção mudou bastante depois desse show: eu já gostava bem de Neutral Milk Hotel, mas nunca fui fanática-louca. Até eu assitir à banda ao vivo.

A insistência alheia para que eu comprasse o ingresso e para que eu fosse ao show compensou. Mesmo que eu tivesse ido sozinha, teria sido excelente. Tenho que marcar isso como nota mental permanente: já fui a tantos shows sozinha na vida e me diverti. Ainda não é hora de parar.

mercredi 8 janvier 2014

Nouveaux Horizons

Carnet de voyage: Belo Horizonte

Acomodação: bedroom surfin' in style
Transporte: Vôo (CGH - CNF) + Conexão Aeroporto + táxi (eu geralmente tomo só táxi, mas Confins fica longe pracaralho e dinheiro não dá em árvore)

Rangos & Drinks:
Bar do Doca (nham-nham)
Patorroco (nham-nham-nham)
Wäls Tasting Room (Ótima cerveja! Das melhores da vida)
Casa Cheia (nham-nham-nham)
Sushi Naka (nham)
Trindade (nham-nham-nham... com exceção dos drinks)
Néctar da Serra (M-E-L-H-O-R suco da vida)
Dona Diva (M-E-L-H-O-R pão de queijo do mundo)
Sabores & Idéias (nham-nham-nham)
Restaurante Oiticica (Inhotim) (meh)
MeetMe at the Yard (drinks farsa: lugar simpático, mas coquetéis bem marromêno)
Belo Comidaria (nham-nham)

Conclusão: Considerando que praticamente toda a comida da cidade é deliciosa (e tem torresmo, muito torresmo!, por toda parte), morre-se melhor de doença coronária em BH que na Toscana.






















mercredi 1 janvier 2014

Emmenez-moi

2013 foi o ano de ~tirar o pé do chão~: acho que passei mais tempo viajando (ou "acampada" em casas alheias) que na minha casa. Foi bom, foi bom. Mas agora chega. Não que eu vá criar raízes tão cedo (esse plano, só pra quando eu estiver em vias de completar meus 90 anos), mas 2014 poderia ser um ano menos montanha-russa. No fundo, é sempre isso que eu espero, mas é verdade que o fato de a gente ir dormir num dia 31 e acordar num dia 01 e ser outro ano é mera contingência. As coisas são como são. A gente só aproveita dia 31 de dezembro para comer e beber com gente que a gente ama (ou variações desse tema).

Meu 2014 começou tranquilo, mas do jeito que eu gosto: craniotomia de amor.