lundi 14 octobre 2013

Obsédant


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- Yeah. I know... Life is all sorts of awkward.
- That's what makes it a bit enjoyable at times.

Filed under: very_important_life_lessons

samedi 12 octobre 2013

J'irai peut-être au Paradis

Não há nada no mundo como os outonos da costa leste da América do Norte.




Transforma até casamentos em ocasiões agradáveis.

mercredi 9 octobre 2013

Orange rouge

Eu não reclamo nem um pouco de morar perto da Chinatown.


Reclamo menos ainda de o Aaron Langille ter resolvido abrir seu novo restaurante (depois de ele ter saído do Café Sardine) bem ali.


mardi 8 octobre 2013

Rouge soleil

Enquanto isso, em alguma cozinha (dica: a minha) do bairro gay de Montreal num dia ensolarado de outono...


... a criançada se diverte vivendo à altura de estereótipos.

lundi 7 octobre 2013

La lumière jaillira

Uma manhã nublada. Uma tarde fria e chuvosa. Por volta das 18h., o mundo vem dar bom dia. A cidade não entendeu nada. Tudo parou. As pessoas tomaram as ruas. O Facebook se encheu de fotos de arcos-íris (?). O caos se instaurou. Como se começasse a nevar no Rio de Janeiro. Ficção borgeana. Montreal só entende sol e cores entre maio e agosto.



samedi 5 octobre 2013

La metamorphose

"Vai dar bicho."

Coisas que a gente aprende quando vive em um país tropical abençoado por deus e bonito por natureza: como evitar verminoses (mesmo as mais esdrúxulas) e que não pode deixar nenhum pacote de comida porque vai dar bicho.

"Vai dar barata."

Aqueles dias de verão em que você sabe que, se deixar aquele pedaço de pudim em cima da bancada da cozinha, vai voltar para ter de disputá-lo com um punhado de insetos.

"Vai dar formiga."

Guardar açúcar na geladeira para não dar aquelas formiguinhas irritantes, pragas de apartamento.

Tem até aqueles lugares em que a gente tem de cuidar para não ter de disputar frutas com morcegos, tal.

Mas nos lugares em que o verão dura 2 meses, as pessoas não cultivam esse hábitos que, para nós, são segunda natureza e borderline higiene básica.

Depois que as hóspedes do Ben se foram (depois de uma estada de 4 meses; ufa!), voltei a tomar posse da minha casa. Primeiro passo: re-rechear a cozinha para poder voltar a cozinhar tranquilamente em casa. Abro o armário maior, onde guardamos as comidas e: MARIPOSAS (também conhecidas como "traças from hell"). Por quê? De onde vieram essas porras de bichos nojentos? Vieram de pacotes guardados abertos no armários, de pessoas que nuca foram ameaçadas com um "vai dar barata", "vai dar formiga", "vai dar bicho".

Vejam: Eu mato barata. Com Baygon ou a pisão. Já fui chamada a matar um rato com uma vassoura. Já coloquei ratoeiras (daquelas roots mesmo) nas casas das pessoas e voltei depois pra verificar se tinha rato esmagado. Não tenho tanta frescura assim, em geral. Mas traça é foda. Traça é onde a gente demarca o limite da sanidade (tenho um trauma de infância com traças, me deixem!).

Tinha casulos dessas porras de traças-mariposas por toda a parte. Tinha uma saco de lentilhas que se mexia inteiro por dentro! O dia que eu tirei para limpar o armário parecia um filme de terror em que eu fiquei presa em loop eterno. Limpei tudo, joguei montes de comida (que, a essas alturas, já tinha virado só ração de mariposa) no lixo.

No dia seguinte, abri o armário (já meio-vazio) e: MARIPOSAS.

Aspirador de pó, vinagre branco, folhas de louro e QUILOS de comida no lixo. Arroz, milho, castanhas, grãos, mix de bolo mix de panqueca, biscoito, marshmellow, macarrão, açúcar... Meus armários estão vazios. Só salvei (porque meu coração nãoconseguiria lidar com a perda) o mix para pão de queijo e os pacotes de mix de aligot. Ah, sobraram também as latas (que foram todas lavadas, para evitar que sobrassem ovinhos nelas) de feijão, palmito, pasta de tomate e (paulistanos, me invejem!) foie gras.

Esse processo de tirar comida do armário, jogar no lixo, limpar etc. foi repetido, até agora, umas 3 ou 4 vezes. Se já consegui me livrar de todas as traças-mariposas, ainda não sei (meu palpite é: não).

O problema maior é conseguir convencer o Ben a, a partir de agora, nunca mais deixar chocolate, pacote de biscoito, aveia etc. abertos no armário. A ver.

Se eu conseguir essa proeza, depois tento explicar a ele como evitar o botulismo não deixando na geladeira por semanas alimentos na latas em que vieram. Depois disso vem a conversa sobre a esquistossomose, tênia etc. Mas uma coisa de cada vez.

Por enquanto, é internalizar, em um cérebro que já passou dos 30, a clássica ameaça que representa a tal "ordem" que acompanha o progresso estampados na bandeira do Brasil, e que qualquer criança de 3 anos conhece de cor e salteado: "vai dar bicho".