mercredi 13 février 2013

Trop loin

Depois do Mile End, era chegada a vez de voltar a explorar o oeste da cidade -- para além da McGill, lá pros lados da Concordia (porque, para ir além da Concordia, precisa de muuuuito mais motivação - ver: filme do Haneke).

Não foi tudo em um dia só, mas segue a lista de o que teve:

Golden Stone (Shuang Xiang): esse é um restaurante da "Chinatown 2" de Montreal (que é a Chinatown da Concordia, e não a "original", que fica aqui perto de casa), que é muito bem cotado por aí. Exceto que. Exceto que ele é ruim. Ponto. Eles fazem uns espetinhos à moda chinesa. O de tofu estava excelente, mas acho que era a única coisa realmente comestível da refeição. O Mapo Tofu estava bem médio, melhor que o do Beijing (onde todo o resto é excelente), mas perdendo feio para o da Maison du Nord (que é, sem sombra da dúvidas, o melhor da cidade). Os outros espetinhos (comi também de carne de vaca e de cordeiro) estavam bem ruins. Mas a pior parte da refeição foi um tipo de panqueca frita com cebolinha, que vários blógues recomendavam, mas que eu só comi para não sair de lá com fome. A vantagem é que o prejuízo não foi grande. Com uns 10 stephen-harpers por pessoa dá para comer bastante comida. A dúvida é só se alguém iria querer comer tanto de algo tão ruim.

Kazu: Esse vai para o Top 2, junto com o Maison du Nord (mas é japa; e não chinês!). A sorte foi que cheguei às 11h55, pouco antes de o restaurante abrir para o almoço, e já entrei na fila (porque, sim, tem fila antes de abrir). E eles fazem jus à eventual espera. Comida e serviço excelentes; preço bem justo. Única nota mental: dispensar o sorvete como sobremesa. É feito lá mesmo e tal, mas não é muito bom.

Pâtisserie, Boulangerie & Cie. Olivier Potier: me dói confessar que é boa (o mil-folhas e o Paris-Brest são dos melhores - e mais bonitos! - da vida). Dói dizer isso porque o lugar é pretensioso, a clientela é detestável, o serviço é bem fraco, e os doces são caríssimos! Mas é bom. E, como era quarta-feira, o especial do dia era o financier! Apenas que: o financier que eles fazem!!!!
Em tempo: se é para ir a oeste da Parc por doces, ainda acho bem mais honesta a proposta da Yuki, que, mesmo sem esse flare francês, faz sobremesas excelentes e a preços mais módicos.

Anthropologie: porque não só de comida vive minh'alma. A Anthropologie era uma das minhas lojas favoritas em NY, e eles acabaram de abrir (foi em outubro, mas whatev) a primeira loja em Montreal. Eu ainda não tinha ido lá conferir porque, a bem da verdade, além da pobreza de que eu reclamo constantemente aqui, tem também essa coisa de eles estarem do outro lado da cidade e zzzZZZ-que-preguiça. Para constar: a loja aqui é igualmente simpática (apesar de eu não gostar de ela ser dividida em três andares), mas possivelmente mais cara que em NY. Significa: não estaremos trabalhando com.

Centre Eaton/Complexe Les Ailes/Place Montreal Trust: porque minha dor nas costas persiste, e eu estou achando, já há algum tempo, que é hora de eu tomar vergonha na cara e comprar uma mochila, para distribir melhor o peso dos livros/artigos/eletrônicos que eu carrego para cima e para baixo. O detalhe é que, a última vez que eu usei mochila, eu devia estar no primário (mentira, foi no colegial, por motivos de: anos 90 etc.). Como se compra uma mochila? Mais especificamente: como comprar uma mochila compatível com meu tamanho (i.e.: mini) que não seja da Dora Aventureira? Entrei em umas cinco lojas (o limite da minha sanidade) e não encontrei a resposta. Quando eu conseguir resolver esse grande dilema ontológico, aviso vocês. Até lá, se alguém tiver sugestões, beijomeliga.

SAQ: para manter a mente (...) em ordem, passadinha para comprar um vinho de que eu gostei bastante (WS: 91), antes que acabasse o estoque. Agora é só esperar o divino espírito santo se manifestar e consertar as minhas costas, porque não posso misturar os sedativos eqüinos que estou tomando com bebidas alcoólicas. E viva!

Depois de duas visitas ao centro da cidade em três dias, bora sossegar um pouco de volta a leste da Main, porque acho que já atingi minha cota anglófona da semana. Afinal, para quem ainda não entendeu: (infelizmente,) Montréal é melhor em francês.

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