lundi 25 juin 2012

Le café

Quando um espresso custa R$10 (!!), mas uma Guinness custa R$4,90, esse avesso só pode ser sinal do fim dos tempos. Isso, ou é presságio de que o Chalita será prefeito. Se for mesmo isso, prefiro que o mundo acabe.

#2012

jeudi 21 juin 2012

De retour





"Boemia, aqui me tens de regresso."

93 anos de Nelson Gonçalves, com Evaldo Gouveia e meu novo BFF e ídolo-mor, Markinhos Moura
TOk e Mudinho, dessa vez vocês se superaram... MUITO!

mardi 19 juin 2012

Quand je r'garde



Banksy versão Montreal (aqui do ladinho de casa, na Rue Labrecque)

lundi 18 juin 2012

Colère

If you can't tell your sister, if you can't tell a priest, 'cause it's 
so deep you don't think that you can speak about it to anyone. 


File under: May15.exe

samedi 16 juin 2012

La conclusion



Conversa a três: eu, um amigo québecois, e um colega em comum (também québecois), comentando (em francês, então perdoem a tradução livre) sobre um quarto colega, não presente na hora, que vai ser papai.

Amigo: É...
Colega: Putz... Bom, antes ele que nós.
Amigo: Sim, exatamente. Era justamente isso que eu estava falando com a Aline antes. Pelo menos não foi a gente. Toca aí! (ao que ele vira para MIM, e faz um *high five*, e eu correspondo)
Colega: ...!!! (fica vermelho, passa os próximos 5 minutos olhando para a mesa enquanto eu tento, em vão, explicar que aquilo era uma piada interna)


Meia hora depois. A gente no meio da rua, meio que tomando o rumo de casa.

Amigo: Putz. Não sei nem o que eu estou fazendo. O que é para eu fazer?
Colega: Dançar.
(amigo improvisa uma dancinha)
Amigo: E aí, que vocês acharam? Profissional, não?
Eu: Sim, mas quero ver você fazer essa dancinha assim, mas playing with balls.
Colega: ...!!! (fica vermelho, engasga etc.)
Eu: Não; é outra piada int--
Colega: Olha, não. De verdade, eu não quero saber, ok? Só quero pegar meu ônibus, e voltar para casa. Não quero mais conversar com vocês dois assim, nunca mais!! (sai correndo, toma o ônibus e vai embora, meio rindo, mas meio sério).


Olha...




~TENSO~



mercredi 13 juin 2012

Chanson triste

Não teve a ressaca prevista. Esse é o lado positivo. Mas acho que o único.

A terça-feira, por uma série de fatores que pertencem a um espectro que vai de karma a vodu, foi um daqueles dias pavorosos. Do tipo que eu não tinha desde o início de 2010.

Sendo a pessoa pouco sã que sou, tentei, by the book, usar todas as coping strategies que aprendi ao longo dos anos. Por uma convergência infortuna dos astros (também conhecida como acaso, ou pura falta de sorte), fatores contingentes (de dia dos namorados na República das Bananas - aliás, wtf? - até má vontade alheia) não permitiram que elas dessem certo. Mesmo porque, nesse caso, as causas e as estratégias estavam embaralhadas e não deu para tirar muita coisa do dia. Confusão mental.

E aí tem aquela hora em que você decide sair por aí, no modo roleta-russa, tentando resolver todos os seus problemas de uma só vez. Acaba virando um festival de nonsense, claro.

Teve surto, teve momento coming out (do outro tipo, gente; tenho quase certeza de que não sou gay, tá?), teve insanidades rolando soltas. Ninguém me levando a sério, eu me irritando. Repetir ad nauseam. Literalmente, no caso.

Acabei o dia enxergando o óbvio (a ser digerido pelas próximas semanas) e recebendo a recomendação de ouvir uma certa rádio, que aliás, teria sido uma solução imediata ao meu dia dos infernos. Exceto que.

Exceto que, bem na hora em que eu "sintonizei" na rádio, adivinha o que estava tocando? Elvis. "Are you lonesome tonight?" Tenso, hein? Tem trégua não, universo? Teria me feito cortar os pulsos se não tivesse me feito rir histericamente. Tanto melhor.

Consegui terminar o dia no mesmo ponto de estagnação em que comecei (viva eu!). Estou começando a achar que o único jeito de lidar com essa pilha de papéis aterrorizantes aqui na minha escrivaninha é pondo fogo em tudo. Algo que talvez eu fizesse se pudesse acrescentar piromania à minha lista de distúrbios mentais. O que ainda não é o caso. O que significa que vou ter que arrumar outro jeito de lidar com esses papéis (demônios!).

O pior de tudo é não saber se isso tudo é de verdade ou é só fome.

#PQPmundo

Enquanto isso, em algum lugar de algum mundo possível, tem um bonequinho de vodu dançando "Are you lonesome tonight?" sobre a minha cova. Daria um ótimo filme do Tim Burton, para mudar um pouco o viés cinematográfico dessa bola de papel amassado descrita nesse blógue.

Tudo isso para dizer que, agora, o blógue entra num hiato. Ou em férias por tempo indeterminado. Ou em modo de hibernação ao contrário - já que é um blógue de inverno eterno que se encontrou preso em um verão sem fim. Enfim, o que vai acontecer é isso aí que vocês já entenderam. Escolham o nome que melhor acalmar o espírito de cada um.

Boa noite. Me acordem quando tudo voltar ao normal e o inverno estiver chegando.

mardi 12 juin 2012

Manifestif

Eu e minhas ideias brilhantes. Primeira delas foi dar um jeito nesses quilos que eu quero perder. É mais fácil que parece viver com 1000kcal/dia nas atuais condições.

Tendo passado o dia à base de oolong, rúcula e 3 colheres de iogurte grego, resolvo sair de casa para participar de uma manifestação no centro, às 18h. A manifestação foi meio que um fiasco se considerarmos que tinha pouca gente (mas mais de 50 pessoas, com certeza!) e que é pouco provável que tenhamos realmente perturbado o Charest ou o Greenspan.

Saímos do Sq. Phillips, passamos pela parte antiga da cidade, voltamos para o centro e terminamos na praça aqui perto de casa. Às 20h, ia ter a manifestação noturna, então, W#2 e eu fomos à Amére à Boire (aka QG) esperar o Panda e seu sidekick.

Algumas cervejas e um picolezinho de climão depois, eles chegaram, já tarde demais para que pudéssemos participar eficientemente de qualquer manifestação. Mais cervejas se seguiram. E conversas. E cervejas. E conversas que foram ficando insólitas e terminaram envolvendo desconhecidas, dedos de sêmen dentro de copos e outras coisas que só faziam sentido àquelas poucas horas do dia, antes de sermos solenemente expulsos do bar.

Todo um processo para podermos ir embora. E mais algumas horas xingando a polícia na esquina da St.-Hubert com a Ontario. (De onde ainda estava saindo tanta polícia às 2 da manhã?)

Chego em casa já prevendo uma ressaca nada interessante para o dia seguinte. Mas é nessa hora que eu me dou conta de que, na verdade, só tomei duas cervejas. O problema, na verdade, é que, contrariamente aos meus impulsos, não comi nada desde as 15h. Nem no bar, nem depois do bar. Tendo consumido apenas 75g. de iogurte, um punhado de rúcula e dois litros de chá o dia todo, dois copos de cerveja tem efeitos bem pronunciados. Mas, felizmente, não o suficiente para gerar a ressaca que eu previa.

Nesse novo m.o. alimentar, só me resta lembrar que, se eu vou reduzir a quantidade de rango, é bastante recomendado que eu reduza a quantidade de álcool. Mas vá explicar isso para meu self depois de uma cerveja...

lundi 11 juin 2012

Fin de semaine

Final de semana agitadinho.

Ia ter esse inferno de Fórmula 1 aqui em Montreal e, dado meu investimento em manter minha sanidade mental, consegui providenciar meios de fugir da cidade.

Na sexta-feira, enquanto caía um pé-d'água dos infernos, eu já ficava felizinha porque sabia que logo ia ter um carro. E então, o que teve?

Sexta-feira, teve Galeries Anjou (nunca tinha ido pra esses cantos da cidade) para R. poder ver umas coisas de bebê na Babies-R-Us. Depois disso, ainda aproveitei uma promoção em uma loja de apetrechos de cozinha (adoro loucamente) e comprei umas facas decentes pra minha cozinha. Depois, teve rango. Um restaurante magrebino ótimo, totalmente despretensioso e, até onde eu sei, sem nome, no 3594 Jean-Talon Est, entre a 15e. e a 16e. De lá, atravessamos para o oeste e demos uma volta ali pelos entornos da UdeM antes de conseguirmos achar nosso ponto de encontro com A.

... e cama.

Porque sábado tinha mais passeios. Passei a tarde com Ben, R. e A. no noroeste da cidade, no Parc Nature de l'Anse-à-l'Orme.




De lá, ainda fomos à Île Bizard, e fomos, finalmente, jantar no Chef Akbar, com L. e M. Repeti o chettinad beef, mas, dessa vez, em vez da sobremesa, pedi uma entrada: onion bhaji, que estava ótima.

... e cama.

Porque domingo cedo (nem tanto, mas cedo o suficiente), partimos para o Mont-Tremblant. Parque nacional bem bonito, a duas horas de Montreal, mesmo grupo do jantar de sábado à noite mas, dessa vez, pique-nique.





Novamente, aproveitamos um pouco a paisagem, jogamos UNO, mas aí, quando a situação com os mosquitos começou a ficar realmente insustentável (não tinha OFF! que chegasse!), fomos embora. De lá, fazer compras no mercado e jantar na casa de R. e A.

... e cama.

Porque esse sol todo na cabeça (nem um pouco acostumada) deixa a gente com aquela sensação de pós-praia, sensção de soninho eterno. Melhor do mundo.

samedi 9 juin 2012

Deux par deux rassemblés

Por exemplo, quinta-feira: eu aqui, quietinha, sem grandes planos para a noite (fora jantar qualquer coisa e dormir) quando o Ben me liga, me convidando para ir com ele e mais um grupinho, à abertura das Francofolies. Tipo, agora! Em cinco minutos.

Saí correndo para me arrumar e encontrar as pessoas. O processo de ir até lá e ir buscando as pessoas pelo caminho foi bem longo. Só chegamos a tempo de ver o último (e principal) show, do Pierre Lapointe, porque as manifestações contra a lei 78 e a favor da greve atrapalharam o evento e atrasaram toda a programação. Tanto melhor.

Conseguimos chegar ali pertinho do palco logo antes de o show começar. Ficamos num canto, de início. Até que G. se empolgou e me arrastou lá pro meião, onde a coisa estava um pouco menos desmaiada. Depois de um tempo, G. foi buscar Ben e os outros.

O show valeu mais pela quantidade de pessoas usando quadradinhos vermelhos (inclusive o Pierre Lapointe e sua banda), e carregando bandeiras vermelhas.

Se clicar na foto e ampliar, dá pra ver o quadradinho vermelho

Foi tudo bonito (apesar de eu não conhecer a música do cara). Foi bonito até na hora em que caiu o maior toró, daqueles bem fortes, e que durou uns bons 45 minutos com aquela intensidade máxima. A ponto de minha blusa, me casaquinho E um guarda-chuva não darem conta de me manter seca.

O resultado? Eu, disfarçada de spaghetto.

"Le beau carré rouge!" (photo comment & credit: R.-P.)

É... teve isso. E depois teve também uma tentativa frustrada de ir ao Mado (12 dinheiros de entrada?? Mas comoassim???) e a noite terminando no Drugstore, no maior clima de verão molhado em Montreal. Eu, num dyke bar, com 5 homens gays (um brasileiro, aliás! quem diria?), que começaram a beber 5 horas antes de mim. Quando terminei minha primeira - e única - cerveja, eles já estavam na sexta ou sétima. Coisa boa não ia dar.

Ben acabou vindo dormir aqui em casa. Capotou no sofá. Porque não era agora que essa casa ia deixar de pertencer à mãe-joana ou de ser o QG gay da cidade.

jeudi 7 juin 2012

L'anniversaire

E aí que na segunda-feira foi aniversário de K. (eu avisei...). Meio que não ia rolar nada até o Ben me ligar e avisar que vai rolar um jantarzinho surpresa. Só que tem que ver essa coisa de cardápio e tals. E foi aí que, mais uma vez, eu salvei o dia.

Comecemos o flahsback.

Sábado que passou teve essa coisa na cozinha aqui de casa. Essa ideia genial de fazer um mole zapoteco. Todos os ingedientes haviam sido comprado há tempos. Só faltava a coragem de investir várias horas de cozinha nisso. E eis que essa ideia genial foi posta em prática no sábado às 23h (não sou muito boa da cabeça, eu sei).

Uma informação que pode ser útil aos aventureiros da cozinha por aí é que um mole leva mais ou menos umas três horas e meia para fazer (e isso a quatro mãos). Não é para os fracos.

Lá pelas 2h30 da manhã eu, obviamente, já não tinha a menor vontade de comer. Experimentei só pra não dizer que (e porque deu um trabalho desgraçado). E o veredito é que o mole ficou... ruim. É, não ficou bom, não.

Mas alguma coisa ia ter de ser feita com ele, já que a receita pedia dois quilos de carne (na verdade, a receita pedia frango mas, como eu não trabalho, fiz com carne de vaca). Dois quilos de carne mais um tanto do molho. Devia ter uns dois quilos e meio de comida, no total. E ruim. Não ruim-ruim, mas um ruim meio azedo. Sei lá, alguma coisa deu errado, mas, como não sou expert em mole (aliás, era a primeira vez que eu fazia), não sei bem o que foi.

Guardei essa comida toda aí na geladeira para depois pensar no que fazer com ela.

Passou o domingo... passou a manhã de segunda... E eis que.

Eis que na segunda à tarde o Ben passa aqui e nós começamos a programar um jantar impromptu para K. Seríamos 7 pessoas.  Ia rolar uma salada, uns aperitivos e... qual seria o prato principal?

Quem chutou "mole zapoteco" acertou.

Não que eu tivesse a intenção de servir comida ruim para os meus amigos. A minha esperança era que, depois de um dia na geladeira, o sabor ia estabilizar um pouco e ficar menos azedo (não ficou), e de que talvez as pessoas tivessem um gosto diferente do meu (tem) e/ou fossem gentis e não-sinceras o suficiente para dizer que gostaram (são).

Bom, basicamente, para uma refeição que foi combinada de última hora, o mole fez uma ótima impressão. E também: acabou. Voltei para casa com minha vasilha vazia (e lavada!) e com pessoas queridas de barriga cheia.

Sucesso.

(A única falha do processo foi, pra variar, a porra do ônibus que eu ia pegar para voltar para casa, que não passou. Mas isso não foge muito do normal: eu me fodendo tentando tomar ônibus. What else is new?)

mercredi 6 juin 2012

Les bons légumes

Quem me conhece sabe que eu não trabalho muito Facebook. E não sou alheia à internet (hello, tenho um blog dedicado a compartilhar as mazelas da minha vida!); o lance é só que o Facebok me irrita, mas tenho medo de perder o contato com várias pessoas muito queridas (e igualmente muito preguiçosas) se depender de e-mail e telefone para me comunicar com elas.

Mas isso não é um rant sobre o Facebook: é so para introduzir o fato de que só hoje, quase um mês depois do ocorrido, encontrei uma mensagem de um sujeito aí na minha caixa de mensagens:

Pra quem é quase legalmente cego como eu e não consegue ler, a mensagem diz: "É por causa de gente babaca e preconceituosa como vc [sic] que esse país não muda [sic]. É bom mesmo que você fique pelo Canadá filosofando sobre legumes [sic]. Não estamos perdendo nada [sic]."

Não tenho a menor ideia de quem essa pessoa seja, nem sequer de por que motivo ele está me chamando de babaca e preconceituosa - não que eu não seja, mas seria interessante saber a que devo a honra de ser trollada. Acho justo.

No entanto, confesso que fiquei contente em receber o título de "filósofa de legumes". Nunca tinha recebido um título filosófico antes (bem, fora o bacharelado, a licenciatura e os dois mestrados, ahem!), mas gostei e vou adotar!

E super origada pelos votos, fofolito! Tomara, mesmo, que eu fique aqui pelo Canadá. E, se puder ganhar a vida filosofando sobre legumes, tanto melhor. Joke's on you.

Beijo pra você, gatão! Saúde, paz e muito amor de deus (o do Velho Testamento, by the way) no seu coração.

lundi 4 juin 2012

C'est irréparable

Quantas vezes vou ter que acordar cedo para improvisar um cafédamanhã café-da-manhã café da manhã, ainda que meiaboca meia boca meia-boca (hífens dos infernos!), para esses dois fofolitos da minha vida?

Aparentemente, várias.


Isso aqui é mesmo a casa-da-mãe-joana. Pra não dizer outra coisa.

<3



dimanche 3 juin 2012

La façade

Hoje teve café-da-manhã (sei lá o que tem hífen e o que não tem, demônios de reforma ortográfica!) feliz com Gongfu Cha e teve jantar spinoff do Daniel Boulud. Tudo o que aconteceu entre esses dois eventos (salvo, talvez, por um hambúrguer de atum no Vasco da Gama) foi uma tragédia. Mas vamos nos ater às coisas boas da vida, porque de triste já basta minha conta bancária.

O Gongfu chá foi com um chá chamado Alishan, que é um dos oolongs mais gostosos do mundo.

O jantar pseudo-Boulud foi na Maison Boulud, que acabou de abrir em Montreal, no Ritz-Carlton. É pseudo, porque, obviamente, o Daniel Boulud não se mudou para Montreal. Vocês são espertinhos, conseguem decifrar essa parte, não?

O jantar... não foi tão bom quanto o Europea ou o Laloux; foi ok. A table d'hôte é um pouquinho mais cara que a do Europea, mas inclui dois pratos principais, o que faz valer a pena. O problema é que nem tudo estava muito bom. A sopa fria de ervilhas que eu pedi de entrada estava bem ruim. O halibut, que foi meu primeiro prato principal, estava bem gostoso. O leitão, que foi meu segundo prato, estava meio sem graça. A sobremesa (uma coisa com morangos, flor de laranjeira e sorbet de iogurte de cabra) meio que foi uma tragédia. Um casal na mesa ao lado reclamou bastante do frango e do salmão que comeram (particularmente, do frango). Por outro lado, eles parecem bem competentes com frutos do mar. Meu peixe estava bom e, aparentemente, o linguini com frutos do mar também estava ótimo.

O serviço foi bem insosso (e eu sou o tipo de gente chata que quer um serviço impecável quando gasto bastante dinheiro, me julguem!), pouco cuidadoso.

Um coisa, no entanto, estava melhor que em muitos lugares por aí: meu manhattan (com Maker's, e não Jack!).

Dou um desconto, porque o restaurane acabou de abrir. Por outro lado, para eu voltar (i.e. para me convencer a gastar meu dinheiro aqui, e não no DNA ou no Deux Singes de Montarvie, ou no Laloux), eles vão ter que me oferecer um menu impecável, e um serviço um pouquinho mais simpático.

Ainda bem que o final de semana acabou. E eu (meio que) sobrevivi. Mas juro que foi por um fio.

samedi 2 juin 2012

Ah! Quelle merveille

Quando me mudei de NY para Montreal, vim para cá achando que esse seria um pouso temporário, de um ano ou dois, no máximo, antes de eu ir virar eremita em algum lugar do mundo e escrever minha tese de doutorado à distância, defender, arrumar um emprego, comprar uma casa, trabalhar, me aposentar, morrer.

Bem, não foi assim que as coisas aconteceram.

Já estou aqui há um ano e meio e - contrariamente ao que houve quando eu me mudei para NY - sem planos de ir embora tão cedo.

Esse ano, pela primeira vez, passei meu aniversário fora do Brasil e longe de todos os fofolitos do Brasil. Se isso tivesse acontecido em NY, eu provavelmente teria tentado me matar com golpes de colher de pau. Na verdade, o que acontecia em NY era que, ao final do ano acadêmico (início/meio de maio), eu fazia minhas malas o mais rápido possível e fugia de volta para SP. Não que eu ainda tenha uma vida em SP, mas a perspectiva de ficar em NY era angustiante. Por força do hábito, fiz a mesma coisa aqui, ano passado. Dia 3 de maio, lá fui eu pro aeroporto.

Exceto que, em 2011, tive a impressão de que estava perdendo alguma coisa. Perdi algumas conferências que pareciam interessantes, e também perdi a primavera de Montreal (o verão eu passo, thanks!).

Esse ano, resolvi ficar. Fui às conferências e aproveitei a primavera.

O que aconteceu foi que, quando fiz planos de me mudar dos EUA para cá, foi como se eu tivesse seguido o coelho e caído no buraco da Alice: nada se seguiu como o previsto, desde eu ir morar em um apartamento com dois gatos, até eu receber uma bolsa de estudos que eu não esperava, até eu escolher um tema de pesquisa que jamais tinha cogitado, até eu ter feito uma quantidade razoável de amigos.

A maioria das pessoas não deve entender como eu consigo estudar filosofia (o que vem com um pacote de neuroses), e viver em um país onde o custo de vida é alto, estudando em uma universidade que me dá uma bolsa que é mais ou menos a metade da que eu recebia em NY e, mesmo assim, ficar tranquila, gostando de Montreal, curtindo a vida à la Sessão da Tarde (com muita confusão e altas aventuras!).

Até o final de junho, pelo menos, continuo aqui na minha vida irreal de reclamar de calor quando está 22 graus na rua, reclamar de falta de dinheiro comendo lagosta e tomando rosé francês, reclamando de falta de paciência com as pessoas quando todo mundo topa vir para minha festa sem calças. Não troco essa minha vida de filme do Wes Anderson por nada.

Todo mundo (ou quase) parece preocupado com o que eu vou fazer nos próximos anos, como vou me sustentar até o final do doutorado e - mais importante! - depois dele. Mas deixa eu terminar de comer esse foie gras aqui na minha varanda e planejar meu final de semana num chalé no campo que eu já penso nisso...





Miranda July, guru espiritual de cabeças inconsequentes como a minha, disse melhor que ninguém: "What a terrible mistake to let go of something wonderful for something real."

vendredi 1 juin 2012

Sans chemise, sans pantalon

Eu tinha avisado que ia fazer uma festa sem calças. Aliás, há tempos eu tinha avisado isso.
Ninguém botou fé até que...


Até que apareceu o convite Facebook (Facebook: desde 2006 servindo como indicio de realidade de coisas que cremos metafisicamente impossíveis, de unicórnios, a festas sem calças, a republicanos ateus).

A ideia era essa, sim: pessoa vinha até minha casa, tirava as calças (ou saia, ou o que fosse) e ficava só de blusa e roupas de baixo (podia se calcinha, cueca, samba-canção, fio-dental, o que quer que fosse).

Consegui arrastar quase 20 pessoas para minha festa, que foi organizada, com muito sucesso, com a ajuda do Ben, de R., e do AmigoSemTwitter.

À exceção de G., que vira e mexe é assim, meio mala, mesmo, e da RoommateFromFrance (que eu preferi pensar que estava vestida de "never nude"), todos os meus convidados, lindinhos do meu coração, tiraram as calças, ficaram só com roupas de baixo e foram felizes comendo, bebendo, dançando e jogando JustDance2 no wii.

E nesse dia, teve mais presente: Respectivo me mandou o melhor molho BBQ do mundo (parte do qual foi consumida durante a festénha) e um chocolate ótemo, L.-C. me deu um DVD, e a RoommateFromFrance fez uma vaquinha com os amigos e eles me deram um vale-curso-e-degustação num escola culinária de Montreal.

Os presentes foram ótimos, mas mnha parte favorita foi mesmo ver todos mundo na minha casa com roupas de baixo.


Sim, isso REALMENTE aconteceu!
Isso tudo para comemorar os 29. E vocês que me aguardem nos 30!