mardi 11 décembre 2012

Berceuse

É só em português que a gente consegue sentir saudades. Para compensar, é só em português que a gente pode ganhar cafuné.

lundi 19 novembre 2012

Paroles, paroles, paroles

Segundo o site dos correios, a caixa foi entregue em seu destino hoje.

mardi 13 novembre 2012

Si tu savais comme j'ai envie d'un peu de silence

Foram só 500 metros - ou seja, uns 10 minutos de caminhada - até a Pharmaprix. Mas eu não teria conseguido carregar esses nove quilos (!) não fosse pelos últimos três anos. Se você soubesse que aquilo seria uma preparação para isso, as coisas teriam sido diferentes. Se eu soubesse, pediria para o seu Houaiss redefinir "ironia", porque eu acho que estou fazendo isso errado.



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Se alguém chegou que até aqui ainda não assistiu a isso, faça isso o quanto antes. Tire 45 minutos do seu dia e assista a isso. Porque eu estou mandando.

mercredi 31 octobre 2012

Différance

Eu tentando descobrir como demônios ia fazer para arrumar um táxi às 7h. da manhã numa NY pós-Armageddon. Ganho uma resposta e um convite para um encontro dentro de algumas horas. De uma amiga que não via há quase cinco anos. Da última vez que nos vimos, eu tinha recém mudado para NY. A vida aqui ainda era boa. Comemos um kosher burger e ficamos passeando pela Park Ave. por horas, enquanto eu provavelmente estava perdendo parte de uma aula importante. No dia seguinte, eu voltei a minha rotina nova-iorquina, e a Jime pegou um avião para o Cairo. Essa tinha sido a última vez que nos vimos.

Fazia tempo. Doze anos, sete anos, cinco anos. Quatro países e um furacão depois, Jime e eu nos reencontramos em NY. Em uma cidade agora pós-furacão - e sem luz - ela veio andando desde Morningside até o Columbus Circle me ver. Comemos um bagel cada, mais uma salada de frutas lá na cinquenta-e-poucos. Pouco conversamos sobre coisas de anos atrás. Tinha bem mais que isso a ser dito. Tem treze anos desde que eu praticamente só precisava pular o muro da casa do J. para ir me sentar na janela da casa da Jime, olhando para a rua Atibaia e aquela ilusão de não estar em São Paulo, mas a sensação é de que muito mais tempo tinha se passado, mas sensação também de que nos falávamos todas as semanas - e não a cada cinco anos.

As pessoas que tínhamos em comum foram desaparecendo - da vida de uma ou de outra (às vezes, das duas). Até que sobramos apenas nós, com apenas nós em comum.

Depois do furacão - e por causa dele - conseguimos nos encontrar. Para a Jime me encontrar, tive de parar e esperar. Esperar um tempão, com um telefone que mal funcionava e que resolveu morrer de vez quando eu mais precisava dele. Mas ela me achou. Comemos, conversamos. Em uma cidade caótica, já depois no anoitecer, a fui acompanhando, até ao menos metade do caminho até a casa dela. No escuro. Quando passamos ao sul da 42nd, era uma escuridão completa. Só notei que não havia sequer a luz dos postes e sinais de trânsito depois que nos despedimos, perto da 34th, e que eu comecei a subir a 5a. Avenida de volta para a casa de K., onde estava hospedada.

Imagino que tenha uma metáfora escondida nessa história, mas ainda não sei se quero ver qual é.

A verdade é que de todas as coisas de que eu poderia estar precisando num dia como hoje, essa seria uma das últimas a passar pela minha cabeça, mas foi a melhor que poderia ter acontecido.

 "Is it that we're weird, is it that we're bitter, or is it that we're just different?"

mardi 30 octobre 2012

Deguisé en pas moi

When in Rome...










... party like it's 1999.


Ou algo assim.



Em miúdos (porque essas coisas vocês sempre querem saber):

Tinha Halloween da French Tuesdays @ Lavo Lounge.
K. já tinha comprado convites.
K. tinha uma fantasia extra de Robin. E eis que.
Open bar de vodka até as 21h. Cape Codders? Opa!
Quatro cape codders depois, fim do open bar.
Já que é pra gastar dinheiro - e já que o mundo pode acabar, mesmo, champagne.
O resto...

mardi 9 octobre 2012

Rien ne nous rassemble

A menor distância entre dois pontos não é um iPhone.

A maior distância entre dois pontos é um pedaço de papel pendurado na parede.


...there's a lot of things that need to be done

jeudi 4 octobre 2012

Ça ira; c'est vrai, je te l'assure

Daqueles dias em que você acorda meio de sobressalto, mas ao mesmo tempo devagar. Dias em que tudo o que você realmente tem de fazer antes do meio-dia é encontrar um caixa eletrônico.

Daqueles dias de manhã nublada com YouTube.

Daqueles dias (raros) em que a neblina está tão forte que, do Plateau, não se vê a cruz do Mont-Royal. Sequer se vê o Mont Royal.

Daqueles dias em que o telefone não toca quando deveria. Ou quando se gostaria que.

Daqueles dias em que se entende tudo errado. E que coisas se explicam. Em que "sic dicit" é a punchline de uma piada triste.

Daqueles dias em que a cerveja vem doce demais.

Daqueles dias com homens bonitos.

Daqueles dias em que se come demais.

Daqueles dias em que se sorri com o vento. Dias em que a lua parece ser feita de chantilly.

Daqueles dias em que você se dá conta de que perdeu alguém importante, mas não sabe exatamente quando. Ou como. Ou por quê.

E se vira para o lado e dorme. Porque amanhã cedo se tem de comprar laranjas.


mardi 11 septembre 2012

Porte-bonheur

Não parece verdade, mas a segunda-feira terminou. Não terminou como eu queria, mas terminou. Em algum lugar entre o trabalho e minhas convicções, me perdi em sushi e doce de leite. Flexibilizando prazos como se flexibiliza a moral, a gente vai chegando aonde dá.

...Mas que não era para ter sido assim, isso não era.

dimanche 9 septembre 2012

Un peu crasse comme la vie

Dia de casamento!

Correu tudo bem com meu visual. O cabelo colaborou. Minhas camadas de maquiagem deram certo. O vestido fechou. Não choveu. Não durante o casamento.

Depois de G. ter vindo nos acordar cedíssimo, teve a caravana de Osasco de gente que veio para cá se arrumar. Até perdi a conta de quantas pessoas estavam entrando e saindo do meu banheiro, passando roupa na sala, se trocando no meu quarto. Parecia uma festa do pijama de crianças felizes brincando de gente grande (todo mundo de paletó, gravata, salto alto etc.).

Chegamos ao Palácio de Justiça (de táxi) antes das noivas, que estavam lindas. A cerimônia civil foi rápida (comme il faut), a juíza de paz foi simpática.

Garbo & elegância


Et... hop!


Saindo de lá, cena de filme: Ben e eu no táxi com G. e Verô, passamos por um casal andando de bicicleta... de terno! Eram J.-P. e M. que estavam vindo para cá, no maior clima verão, de bike.

Chegando aqui, o buffet estava pronto. Nossa casa está virando uma casa de eventos de altíssimo nível: festénha rolou das 15h. à meia-noite, sem faltar comida nem bebida.


Pós troca de roupa coletiva
No final da noite (noite que não terminou), depois do dilúvio que alagou minha cozinha, ainda convenceram o que restava de mim a ir fazer o pós-balada na Royal Phoenix, que é o bar meio-gay, meio-hipster, meio-alternativo, meio-whatev da cidade. Fui mais para cuidar do Ben que qualquer outra coisa, mas passei bem rápido do momento animação para minha cara de WTF quando me dei conta de que o lugar tinha música chata, gente blasé, e eu tinha dormido algo em torno de seis horas na últimas quarenta e oito horas.

Empolgação super natural!

K., F., Ben e eu tomamos um táxi de volta meia hora depois de termos entrado no lugar. Era hora de dormir como se não houvesse uma casa para limpar, louça para lavar, nem prazo a cumprir. Porque hoje cedo já tinha gente escalada para o mutirão de limpeza.

refeição light

A vantagem dos meus amigos e dos amigos do Ben é que todos são pessoas queridas com senso de responsabilidade (i.e. que ajudar a arrumar a bagunça pós-festa). Organizamos um mega-brunch coletivo e, após umas duas horinhas de trabalho, voilà! A casa estava como nova! E eu poderia voltar ao trabalho... porque meu prazo não é tão gentil quanto os meus amigos.


samedi 8 septembre 2012

La robe et l'échelle

Pessoa passa a semana se acabando de trabalhar, achando que está tudo ok para o casamento de sábado. Passa a sexta-feira fazendo os preparativos para a comida, decoração etc. (porque, sim, a festa vai ser aqui em casa, já que eu moro em um buffet infantil). Tudo certo na cozinha. Tudo certo na sala. Banheiros ok. Tudo vai correr bem.

O pequeno detalhe - o que a pessoa deixou de lado até 18 horas antes do casamento - é que a indumentária para o evento não foi considerada em momento algum.

Sexta-feira, oito da noite, reviro meu armário em busca dos meus cocktail dresses. Meu Tahari favorito está com o fecho éclair quebrado. Sobra um terninho, dois tailleurs, três vestidos pretos e um outro cor de sei-lá-o-quê.

A calça do terninho só vai entrar depois de umas duas semanas de academia ou uma epidemia de cólera (o que vier primeiro). Um dos tailleurs é formal demais; o outro, formal de menos. Sobraram os vestidos. O cor de sei-lá-o-quê foi vetado pelo Ben. O que me deixou com os três vestidos pretos. Eu, que odeio usar vestido preto em casamento. (Sou pavão; sou tendência.) Enfim.

O pretinho básico é posto de lado, porque, já que é pra ser preto, que pelo menos tenha um pouco mais de dignidade (vide acima).

Desfilei pela casa de um lado para o outro até me decidir (ou o Ben decidir por mim): vai o Calvin Klein.

Os sapatos vão ser os mesmos do casamento em que fui madrinha o ano passado, porque não estou vendo sentido em colecionar pares de sapato com salto 12 a essa altura (sic) da minha vida.

Ver no que dá.

O que mais fazia parte dos planos: ser acodada às 8 da manhã de hoje por G., para fazer os preparativos finais aqui (já que eu moro nessa casa de eventos), poder tomar banho, me arrumar e chegar ao Palais de Justice pontualmente.

Se eu sobreviver a esse final de semana, sou mais heroína (e possivelmente mais chique) que a Mulher Maravilha. Só falta perder uns quilinhos. Mas nisso a gente pensa na semana que vem, porque eu fiz brigadeiro para o casamento.

vendredi 7 septembre 2012

Cigale

Uma coisa escrita na lousa da cozinha de casa:

"poison à fourmis"

Isso resume a semana (ver: o mês).

jeudi 6 septembre 2012

Ça vous mets le cœur en bas

Tomar uma cerveja com os entusiastas do partido que acabou de ter uma performance pouco satisfatória nas eleições logo após os resultados oficiais saírem: bad timing.

Eu, com milhões de coisas para fazer (ver: trabalho que continua empilhado na minha escrivaninha), tendo que lidar com o #mimimi alheio.

Sim, eu não fiquei contente com o tanto de votos que os liberais tiveram, e fiquei desapontada com a minoria do PQ, mas a ~vibe~ da cidade estava completamente murcha. Foi, decididamente, o momento errado para esse momento de ~hang-out~. Felizmente, as pessoas envolvidas tinha uma vigília em que participar, e eu pude ir embora sem grandes delongas (delongas de menos?).

A quarta-feira definitivamente foi um dia estranho - para a cidade e para mim. Para a cidade, as coisas deveriam ter mudado. Não mudaram. Não vão mudar. Para mim, duas conversas deveriam ter acontecido. Não aconteceram. Não vão acontecer.

Horas depois, o Google, sempre tão preciso ao marcar os e-mails que recebo como importantes ou não-importantes de acordo com o remetente, cometeu um "lapso" que acho que não foi muito acidental (talvez mais Freudiano que eu gostaria de crer que o Google fosse capaz de ser). Um remetente que sempre é marcado como "importante" foi ignorado pelo Gmail nessa manhã.

Eu e minhas metáforas para a vida. *Le sigh*.

Isso explica o que aconteceu ontem e hoje, o que aconteceu nos últimos 3 meses, nos últimos 10 meses, 4 anos. Os próximos meses vão ser bem menos fáceis que os resultados das eleições me fizeram crer. E olha que a previsão é que, politicamente, as coisas vão ser bem complicadas...

mercredi 5 septembre 2012

Filles, flics, descente

Porque eu quase não tenho trabalho acumulado na minha escrivaninha, mais um dia de ~freela~ de office girl/leva-e-traz.

Tive que acordar cedo pra ir até o metrô St. Laurent fazer a agente imobiliária. Só que.

Só que, ontem à noite, durante o discurso da Pauline Marois (primeira-ministra eleita do Québec), teve confusão, teve fogo, teve tiro. Muitas confusões e trapalhadas. Só que um mano também morreu. Porque teve tiro de verdade (e fogo também, a propósito).

E daí que o discurso estava rolando no Métropolis (não muito longe aqui de casa). E daí que o Métropolis fica exatamente ATRÁS do metrô St. Laurent. É.

E daí que a rua estava fechada com dezenas de carros de polícia. E eu lá, fazendo a ~office girl~. Ótimo. Sempre termino ~no lugar certo, na hora certa~.

Aprender a tirar o dedo da frente da lente: estamos trabalhando para melhor servi-los.

Missão cumprida. Já pode voltar pra casa e trabalhar até a cabeça explodir - ou o ombro desistir de funcionar?

mardi 4 septembre 2012

La langue de chez nous

On se bat pour vos enfants

Para quem não sabe, a situação da economia mundial (#OccupyMundo) não está fácil pra ninguém e estou estou fazendo freela de office girl enquanto não sai aquele bico de stripper.

Já que o dia estava belo, como costumam ser os dias de verão em Montreal, com aquele agradável clima da montanha de 32 graus com umidade relativa do ar a 93%, fui nadando até o Plateau pra poder micromanage a vida alheia. Porque sou heroína, ainda ia aproveitar e resolver umas outras coisas pra um outro ~freela~ que estou fazendo (de wedding planner e organizadora de eventos, em geral). Enquanto isso, o trabalho que deveria ser meu ganha-pão pelos próximos três meses está sentado na minha escrivaninha. Porque né.

Antes de sair de casa, perguntei pro Ben se ele queria alguma coisa lá de cima do morro, já que eu ia praquelas bandas. Ele é francês; me pediu pão (...). O diálogo segue abaixo:

- Est-ce que tu veux quelque chose du Plateu, dès que j'y irai de toute façon?
- Beh, si tu vas à côté du Pinchot, tu peux y passer et prendre quelque chose peut être, une baguette ou quoi que ce soit, non?
- Où, ça?
- À la boulangerie là, je sais pas le nom, mais celle du Pinchot.
- La boulangerie du pain chaud?
- Oui, tu vois?
- Beh, non. J'imagine que toutes les boulangeries ont du pain chaud à un certain moment, non?
- Ehn?
- Ehn?
- Non, mais... la boulangerie du Monsieur Pinchot, tu vois où elle est?
- La boulangerie du Monsieur Pain Chaud???
- Oui...? Qu'est-ce qu'y a?
- Je comprends pas c'est laquelle, mais... en tout cas, j'en prendrai, du pain.
- Mais va au Monsieur Pinchot!
- Attends... c'est le Monsieur Pinchot! Oui, non, c'est sûr que j'y irai! HAHAHA
- Je comprends rien là. Qu'est-ce qu'y a?
- Je pensais que tu parlais du Monsieur PAIN CHAUD et je savais pas quoi c'était ça, tandis que tu parlais du PINCHOT. Putain de langue!
- Hahaha.
- Hahaha. La conne, moé.

~TENSO~ o estado da comunicação nessa residência.

Enfim, fui, fiz a office girl, comprei pão (sim, carreguei uma baguete e um pão de nove grãos por dois quilômetros!), falhei na minha missão de wedding planner. Trabalhei o resto do dia e passei a noite vidrada na TV, acompanhando o resultado das eleições provinciais do Québec.

Fui dormir suficientemente aliviada pelo fato de os liberais terem perdido o cargo de primeiro-ministro, mas um pouco preocupada com a primeira-ministra eleita ter de governar com uma bancada minoritária. Basicamente porque eu não sei o que isso vai causar daqui para frente, para a coisa das greves e do movimento estudantil daqui. E por, por alguns segundos, eu não saber se o feminino de "primeiro-ministro" era "primeiro-ministra" ou "primeira-ministra". Ainda bem que algumas coisas me tiram o sono mais que as outras. E, para 84% delas, existe o Google.

lundi 3 septembre 2012

Le travail c'est la santé

Dia do trabalho na América do Norte.

Quem trabalhou feito um jumento, levante o dedo do pé junto comigo (já que o da mão não levanta nem fodendo, dado o estado de destruição dos ligamentos dos ombros+costas+braços+mãos).

dimanche 2 septembre 2012

Le grand ménage

Dia de faxina. Mês de faxina.

Compras no mercado, carro devolvido (adeus vida boa de motorista) - e isso só de manhã.

À tarde, o inferno começaria a se instaurar nesse humilde lar.

Quando a RoommateFromFrance se mudou, pediu para deixar umas coisas guardadas aqui temporariamente, até ela arrumar um lugar definitivo onde morar. Tudo bem.

Corta para hoje de manhã, Ben e eu dando uma geral na casa. Abrimos o depósito de casa (tem um nome para esse tipo de armário, eu imagino, mas não sei qual ele é) e descobrimos a pilha de roupas entremeadas com jornais, cadernos, livros e comida, que a RoommateFromFrance simplesmente tafulhou ali.

A santa que vos escreve arrumou tudo em caixas. Esvaziamos o depósito todo. Rearrumamos. Depois, foi a vez da lavanderia. Depois, a cozinha, onde tivemos que esvaziar TODOS os armários, para começarmos a combater a infestação de formigas de jardim que se aninharam por aqui. Depois teve faxina no banheiro, na sala, na varanda, no quarto do Ben, no meu.

Usei tanto spray de cloro com amônia na banheira (no meu banheiro sem janela e sem ventilação), que tive que parar quando a coisa começou a dar barato e eu comecei a bater papo com uns gnomos.

Ao todo, tiramos daqui uns oito sacos de lixo (daqueles grandes, pretos), e dois de reciclagem. O problema é que o lixeiro só passa na terça-feira, e o caminhão de reciclagem, só na quinta (parece até o Rio de Janeiro, essa porra!). Até lá, vamos ficar com essa pilha de sacos ao lado da pilha de tranqueiras da RoommateFromFrance no meio da sala! Feng shui de pobre.

Agora, o que falta mesmo é um feng shui pra alma. Quem quer vir aqui fazer?

samedi 1 septembre 2012

Litanies pour un retour

Dia enorme. Parecia ser 1o. de julho aqui em casa. Primeiro, meus pais fizeram as malas. Depois, a RoommateFromFrance começou a embalar/empacotar/encaixotar suas coisas e fazer sua mudança. Mais tarde, o Ben chegou de volta (depois de 8 longos meses de férias) com suas coisas.

Chegou não; eu fui buscá-lo.

Coincidência dessas maiores do mundo, meus pais precisaram fazer o check-in para voltar para o Brasil no exato momento em que o voo do Ben estava previsto para chegar em Montreal. E eu estava devidamente em posse de um veículo automotor. Ou seja, fiz a motorista de táxi.

Despachei mamãe e papai no embarque e fui correndo para o desembarque buscá-lo. Já fazia mais de dois meses que eu não o via, desde sua última passagem rápida em Montreal, com direito a participação especial no dia do meu aniversário e na minha festa sem calças.

Tagarelamos até a casa de umas amigas, tagarelamos de volta para casa e, à noite, enquanto ele foi sair com outros amigos, eu fui a uma despedida de solteiro/a do outro lado da cidade (graças ao bom planejamento capitalista, eu estava de carro e tinha um GPS!).

Eu sabia que ia ficar meio por fora na festa, visto que só conhecia o noivo e a noiva, mas eis que, logo que eu entro, uma pessoa ultra-querida vem correndo falar comigo: a irmã do noivo, que eu não via havia mais de 11 anos.

Não colocamos em dia sequer um centésimo das conversas, mas foi bom ter tido isso hoje. O dia ideal para rever pessoas queridas e me animar para os próximos meses (de inverno) por vir.

Da última vez que eu a tinha visto, eu era mais alta que ela

vendredi 31 août 2012

Ton invitation

Alguma vez por aí, disse que a coisa mais estranha de Montreal era que, apesar de a cidade ser bem menor que NY, eu não tinha essa coisa de esbarrar com conhecidos aqui. Já retifiquei isso uma vez e, agora, retiro solenemente aquela afirmação.

Hoje, fui ao Altitude 737 com meus pais (que, apesar de ser um lugar zoado, tem uma das melhores vistas da cidade!). Aliás, chegando lá - de carro - a coisa mais improvável aconteceu: quando fui estacionar o carro, uma moça que estava saindo da vaga da frente me ofereceu que eu pegasse a vaga dela, pois ela já estava com o parquímetro pago por mais uma hora e quarenta. Eba! Viva a gentileza québecoise.

Umas 5 doletas de parquímetro economizadas, bora pro bar. Sentamos lá, tomamos uns bons drinks meio ruins e eis que.

Eis que uma hora eu vejo um cara que me dá aquela sensação de "hum-eu-te-conheço". Mas não lembrava quem era o fulano. Fiquei intrigada por mais de meia hora, até que, de repente, me veio uma luz: era um colega do Ben.

Ia falar com ele, mas fiquei sem graça, principalmente porque não lembrava o nome do sujeito. Mas aí o modo vida-da-Aline entra em ação: assim que eu me levantei para ir embora, uma amiga do tal cara, que estava em pé exatamente ao meu lado, gritou o nome dele, chamando para tirar foto.

Bingo!

Fui lá, com toda a confiança do mundo, abordei o sujeito pelo nome, lembrei a ele quem eu era, tal, e ainda descolei um convite para uma festénha na casa do cara amanhã à noite. E á meio que recusei, claro. Porque minha nova política de agendamento de eventos é que eu preciso de, no mínimo, de 48 horas de aviso prévio (mentira; é que eu já tenho planos - e vários! - para amanhã à noite).

Um desses raros dias de 100% ~good vibes~ em Montreal.

mercredi 29 août 2012

Ça... c'est d'la bagnole

Ainda nas confusões automobilísticas.

Reservei um carro para dar uma volta em Montreal, cruzar a fronteira e ir explorar um pouco dos EUA e, finalmente, levar meus pais ao aeroporto. Cinco dias. Achei uma locadora com preços bons, escolhi o carro e reservei.

Chegado o dia de buscar o carro, peguei o metrô e fui até a casa do caralho última estação da linha verde, à Discount. O moço me pediu minha carteira de motorista e cartão de cr-- Epa! Carteira de motorista do Brasil?

Pois é. Foi aí que descobri que a Discount, diferentemente de TODAS as locadoras de automóveis da província, não aluga carro para portadores de carteira de motorista cujas inscrições não estejam em inglês ou francês. Como eu estava sem minha permissão internacional, nada feito. Sim, eles se recusaram a alugar o carro para mim - sendo que eu alugo carros o tempo todo em outras locadoras. E viva!

Peguei o metrô de volta da casa do caralho do final da linha verde até o centro e levei meu dinheiro para a Dollar, onde já havia alugado carro antes, e sabia que eles aceitariam minha carteira. Odeio o atendimento deles (um dos motivos pelos quais eu não queria alugar lá, de início), mas ao menos eles me deram um carro. E bem melhor que aquela merda aquele carrinho meia-boca que a Hertz me deu em Toronto.

Agora vai?

mardi 28 août 2012

Yeah...

Tem músicas que tem passagens que parecem ter sido escritas pra nossa vida. Tem outras, mais raras, que são inteiras assim, ipsis litteris.

Oh yeah...

lundi 27 août 2012

En plein cœur

Carnet de voyage: Toronto & Niagara Falls

Hotel: Fairmount Royal York Toronto (*****)
Carro: Hyundai Accent
Rangos:
Spring Rolls (nham-nham), Toronto
Edgewaters Tap & Grill (meh), Niagara Falls
The Boiler House (nham-nham-nham), Toronto
Carousel Bakery, St. Lawrence Market (nham), Toronto
Bangkok Garden (nham-nham), Toronto
The Kensington Cornerstone (nham-nham), Toronto

(O Spring Rolls é um desses lugares aonde eu gosto de ir para comer até morrer. É um rodízio de comidas pan-asiáticas. A gordinha aqui fica feliz porque pode comer sushi e curry numa mesma sentada. E gastando pouco. E viva! O Kensington Cornerstone é um desses lugares que mora no meu coração, porque eles tem chás ótimos, e tudo lá é sem glúten, inclusive as cervejas. Dos dois lugares, no fundo, tenho um pouco de nostalgia, porque estive neles pouco menos de um ano atrás, e em compahia especialíssima...)

Compras: Drake Hotel General Store (fiquei apaixonada!), onde acabei comprando o par de óculos escuros mais legal que ia rolar em 2012 (i.e. um par de óculos estilo "oi-meu-nome-é-Aline-e-esse-é-meu-cão-guia" e que custava menos de 400 doletas - às invejosas, digo apenas que são Raen, com lentes polarizadas).


The Drake Hotel General Store

Hors-concours: Greg's Ice Cream. Esse lugar me foi recomendado pelo dono do café aqui perto de casa, um francês queridíssimo, que me mandou ótimas dicas de Toronto (sequer tomo café, mas sou BFF do dono do café; vamos lá, cantem comigo: ~Maria del Barrio soooy~). Eles (na sorveteria; não no cafe, obv!) tem um sorvete de roasted marshmallow que é de "quase deixar cego", como diria uma dessas pessoas que a Folha de S. Paulo faz o favor de empregar (não tenho a menor ideia do que a metáfora signifique - quem souber, favor deixando explicação nos comentários - mas imagino que ela se aplique).

Hors-concours #2: o motorista do bonde, que sugeriu um esquema pra economizarmos com o bilhete do transporte público e ainda nos deu uma carona de graça. Há um céu todo especial para pessoas assim.

samedi 25 août 2012

Tu peux conduire ma bagnole

Final de semana prolongado em Toronto. Parte dos planos: passar o dia em Niagara Falls.

Como resolvemos ir a Toronto de trem, reservei um carro só para irmos a Niagara. No dia combinado, fui pegar a confirmação da reserva da Hertz e minha carteira de motor--CADÊ MINHA CARTEIRA DE MOTORISTA???

Revirei TODAS as minhas coisas e nada. Aí me lembrei de que, em Montreal, eu tinha tirado um monte de coisas da carteira pra fazer uma limpa nela. Nessas, a carteira de motorista devia ter ido parar em outro lugar.

Em consequência disso (e para apaziguar meu mau-humor, já que eu não sei lidar com essas coisas que fogem ao meu controle - e considerando que eu sequer queria ir a Niagara Falls, para começo de conversa...), mamãe virou a designated driver.

São alguns quilômetros a menos para eu dirigir, ao menos. Uff.

Not I!

mercredi 22 août 2012

Langage-toi

"À chaque mois son 22."

Hoje era dia. Meus pais foram, usaram quadradinhos vermelhos, bóton contra o Stephen Harper, tiraram fotos do Anrchopanda...





mardi 21 août 2012

Beauté baroque

Depois de vinte dias viajando, chegou o momento da compensação dos justos (porque, mimimi, viajar cansa, sim).

Na costa oeste dos EUA e do Canadá, percorremos um total de 1500Km de carro (comigo no volante). Hoje, para aproveitar o presente que os pais da RoommateFromFrance deixaram para mim, resolvemos ir ao Bota Bota, porque eu estou ficando velha e minhas costas já não são mais as mesmas.

Tudo ia muito bem até eu me dar conta de que precisava de roupas de banho e que não tinha nenhuma. Passei na primeira loja que vi que vendia biquinis (mas na esperança de comprar um maiô) que não custassem os olhos da cara porque, provavelmente, não ia usá-lo a não ser nessa única ocasião.

Só a coisa de ter que comprar trajes de banho já elevou meu nível de stress consideravelmente. A loja a que eu fui não vendia maiô. Tive que me conformar com o fato de que teria que usar biquini (ai, Jesus!). A vantagem é que eles vendiam as peças separadas, então, você podia criar seu próprio jogo, inclusive com peças de tamanhos diferentes. Essa última parte é a mais importante, já que essa que vos fala acabou saindo da loja com a calça do biquini tamanho P e a parte de cima tamanho G. Quase morri. (É por isso que eu falo pras meninas novinhas não entrarem em pânico sobre silicone: no meu primeiro ano de faculdade, estava lá eu usando sutiã menina-moça; dez anos depois - e não tantos quilos a mais que justifique - tenho que lidar com a moça da Victoria's Secret me sugerindo um sutiã 36D. ~TENSO~ pra quem tem pouco mais de metro e meio!)

Enfim, com meu físico de boneca inflável do Botero renascentista, lá fui eu direto da loja pro spa.

Passado o trauma inicial de ter que estar de biquini em público, consegui ter o dia mais relexante dos últimos cinco anos: cinco horas de sauna, ofurô, hidromassagem, relaxamento, sol no deck, com uma breve pausa pra um almoço ótimo. Acho que o que mais me surpreendeu, depois da vista (que, realmente, é maravilhosa!), foi a qualidade da comida (e os preços, que não são tão altos).


Tudo isso para, depois, ir jantar no Au Pied de Cochon. Porque achei por bem completar o dia com poutine de foie gras, pé de porco, pato em conserva com foie gras e tarte au sucre. Porque, depois das 20h., todas as minhas preocupações sobre ter de usar biquini novamente já havia desaparacido, muito obrigada.

Na vida de inverno eterno, não há espaço para trajes de banho mais de uma vez ao ano.

samedi 18 août 2012

Vancouver

Carnet de voyage: Vancouver



en route: Blaine, WA (rango: Paso del Norte - blergh)

Hotel: The Burrard (***)
Carro: Ford Fusion
Rangos:
- Shuraku Sake Bar & Bistro (nham-nham-nham)
- Chill Winston (nham-nham-nham)
- Chambar (nham-nham)
- Bella Gelateria (nham)
- sushi no mercado de Granville (nham-nham-nham)
- Lupo (nham-nham)
- BG Urban Café, Whistler (blergh)
- The Refinery (nham)
- Bacchus (nham-nham)
- The Keg (nham)
- The Bridge House Restaurant (nham)
- Kadoya (nham-nham-nham-nham)

jeudi 16 août 2012

Une autre chambre d'hôtel

Um dos hotéis mais legais do mundo - hotel hipster, mas lindinho, sugerido por uma amiga: The Burrard








lundi 13 août 2012

Tout ira bien

"Gluten-free pasta stir stick"



"Everything is going to be alright"





"Warning:This hand dryer is loud and kills a good drink buzz.
To decrease sound, activate air, then hold hands 6-10 inches down from nozzle.
PS: We're carbon neutral and this dryer saves over 157,000 paper towels a year.
PPS: We like trees"






dimanche 12 août 2012

Chercher la vitesse

@ LeMay Museum, Tacoma, WA



Se você nasceu depois de 1985, você vai precisar googlar "DeLorean DMC-12" ou
"DeLorean time machine", mas provavelmente não vai entender...


samedi 11 août 2012

Nuits blanches à Seattle

Carnet de voyage: Seattle

Hotel: Best Western (*)
Carro: Ford Fusion
Rangos:
- Cellars (nham)
- Falafel King (nham)
- Pintxo (nham-nham)
- Classics by Pacific Grill @ LeMay Museum, Tacoma (meh)
- Shuckers (nham-nham-nham)