vendredi 30 septembre 2011

En cloque (...NOT!)

Para me fazer tomar vergonha na cara e voltar a postar alguma coisa aqui (os outros posts ainda vão aparecer, mas retroativamente - e vou colocar data passada pra enganar todo mundo, sacaram?), só acontecimentos bizarros. Mas aqui em Montreal, apesar de a distribuição de malucos per capita ser maior que em NY (sim, acreditem!), acho que os malucos aqui vivem num mundo mais paralelo (underground?) e não encontro com eles com frequência. Mas vejam, estou falando de gente louca de verdade, não de mendigos, bêbados e afins. Gente que te aborda do nada pra te dar dicas no meio da rua, ou que te oferece frutas na fila do mercado, gente que se comunica insatisfatoriamente, thug que tenta te roubar, esse tipo de gente, que eu cruzei bastante em NY.

Bom, eis que na quarta-feira lá fui eu, toda linda, lá pro Vieux-Port, encontrar o Ben no Crème de la Crème. Tô lá, toda tranquila, tomando um chai e me preparando para ler meu livrinho do Ockham (aquele cara da navalha), quando sou abordada por um sujeito. Ben nos apresenta e vai embora. O cara, francês como é, descobrindo que eu estudo filosofia, decide bater um papo. Até aí, tudo vai bem. Até que...

Até que, ao me perguntar sobre minha área de pesquisa (filosofia medieval), ele começa a indagar o que eu acho da situação na Palestina, emenda com a política externa da Índia, e fala do desenvolvimento tecnológico aeronáutico brasileiro. Significa?

Bom, vou tentando levar numa boa, porque, sei lá, o cara é amigo do Ben e tal. Mas aí tem mais, tem a política externa da Coréia do Sul, a ex-mulher mexicana, as relações entre Brasil e Irã, as excavações arqueológicas nos sítios pré-colombianos na Guatemala. SIGNIFICA?

Aí, ele me pergunta se eu tenho filhos. Digo que não (não trabalhamos filhotes). E ele me pergunta se eu não tenho nenhum a caminho. Máno, grávida estava a senhora dançarina do Crazy Horse que te pariu! Tá certo que não estou pagando de pirulito ambulante feito a Fiona Apple ou a Calista Flockhart, mas também não tô nem perto do nível de "gostosura" (aka culote) da Christina Aguillera. Minha nutricionista continua me mandando comer mais e tal.

Então, vejam: eu posso não estar super em forma, mas também estou longe de estar com barriga de grávida (meus jeans agradecem). Mas, de qualquer forma, depois desse tipo de pergunta... oi? Bulimia ligou e disse que vai dar uma passada lá em casa.

Depois de tomar esse safanão na consciência (e de mandar uma mensagem de texto rápida pra minha amiga Ana), Ben vem me explicar (sem saber dos detalhes da conversa surreal) que o tal sujeito não é amigo dele. É um cliente que aparece umas duas vezes por mês, falando coisas desconexas, loucão mesmo.

Menos mal, ok. Mas as horas a mais de academia vão ter que rolar essa semana, de qualquer jeito. E o vestidinho Chelsea & Violet que eu estava usando será prontamente aposentado. Agradecendo a São Pilates por qualquer graça alcançada!

mardi 20 septembre 2011

Je suis pas dieu sur mon vélo

Enquanto eu não atualizo isso aqui, vocês podem ver mais um post meu lá no blog das @pedalinas (pra ler o texto na íntegra, é só clicar na foto):

lundi 12 septembre 2011

La bouffe, pt. 35

Segunda semana no Canadá. A impressão é a de que nunca vou conseguir levar a família a todos os lugares de rangos bons, mas... fiz o possível.

Na segunda-feira jantamos no La Banquise. Todos comemos poutine, tomamos cerveja e ficamos felizes e engordurados. Não há amor maior.

Terça-feira, como minhas aulas na McGill começariam, fomos andar lá pelo centro e acabamos almoçando no 3 Brasseurs da Sainte-Catherine. Depois da aula, encontrei meus pais em casa e fomos jantar no Au Pied de Cochon. Não foi à toa que eu contei a minha primeira ida ao Au Pied de Cochon com tanta riqueza de detalhe e tantas fotos. É simplesmente o restaurante mais emblemático de Montreal. Fora que a comida é ridiculamente boa. As entradas foram: croquetes de foie gras (necessário), tábua de linguiça, e bolinhos de bacalhau. O prato principal teve que ser o Pied de Cochon mesmo. Um dia talvez eu experimente outra coisa lá, mas o pé de porco é bom demais. Na hora da sobremesa, meu novo BFF, o gerente, que era quem estava nos atendendo, partiu meu coração e falou que não tinha mais nem pudim chômeur, nem tarte au sucre. Acabamos pedindo as maçãs cozidas, que, é claro, estava ótimas.

Quarta-feira almoçamos perto da Place des Arts no Bâton Rouge. Comi uma salada com atum. O atum estava no ponto certo: bem mal passado, mas a qualidade do peixe me deixou meio infeliz. O resto da salada estava ok, mas só isso.

Quinta-feira, último dia da viagem da família, fomos à parte oeste da cidade e almoçamos no Pino, ali no centro, perto da Concordia. A comida demorou PARA SEMPRE. Sério. Minha tolerância de espera para comer (a não ser que eu esteja desesperadamente morta de fome) é alta, mas tem gente que abusa... Demorou PELO MENOS 40 minutos para os pratos chegarem à mesa. E esse não era exatamente o tipo de restaurante onde tudo é preparado na hora.

O almoço de sexta-feira foi um sushi no aeroporto, já a caminho de Kansas City. Olha, dentre as comidas do aeroporto de Montreal, vou dizer que estou recomendando BEM o sushi (do Tatami). Porque relativamente não é tão caro (comida de aeroporto sempre é pela hora da morte), e, comparando a outros sushis que comi por aí, achei nesse bem decente!

O jantar improvisado (porque a Delta fez o favor de atrasar meu voo e me deixar presa em Detroit uma noite inteira) foi no Chilli's do aeroporto, cortesia do voucher de pobre da Delta. Nem sei o que comi. Alguma variação de enchilada. A essas alturas, não estava preocupada com qualidade - só queria ter alguma coisa no meu estômago.

Sábado de manhã, chai latte na Starbucks do aeroporto e... simbora pro Kansas.

Almocei com o Respectivo no mercado de Kansas City. Comi a melhor comida "árabe" da vida! De longe, o melhor babaganoush que eu já experimentei.

No jantar, o Respectivo quis me impressionar, então fomos ao Bluestem, que é um dos melhores restaurantes da cidade (e está no top-top dos EUA). E olha que o restaurante é tudo isso e mais um pouco. O sistema é um pouco diferente. Eles só trabalham com menus degustação: 3, 5 ou 10 pratos, Fomos no de 5 (parcimônia...). Um prato melhor que o outro.

Comecei com a salada verde com granola de semente de girassol, queijo de cabra e vinagrete com bacon. O segundo prato foi a sopa de batata com alho poró, cheddar e milho frito. O terceiro prato foi o walley, que estava ma-ra-vi-lho-so, com cebola, grapefruit, bacon, tomate e azeite batido. No quarto prato, fui de porquinho, novamente com bacon! De sobremesa, eu sinceramente não me lembro o que eu comi, mas lembro que estava tão bom quanto o resto do rango. Uma das melhores refeições da vida, ali com o Dovetail.

Domingo, almoçamos no Arthur Bryant's, que é um dos lugares mais famosos do Kansas. É engraçado, porque é um esquema meio fast-food podrão, com a maior cara de white trash, mas a comida é ótima!

Estou viajante, estou eclética, amigues. Transito em todos os círculos sociais e gastronômicos. A obesidade, afinal, não escolhe classe social. Quer dizer, mais ou menos... er, hum...

lundi 5 septembre 2011

La bouffe, pt. 34

Chegando em Montreal na terça-feira, a primeira parada foi no IGA, para abastecer minha despensa com alguns suprimentos básicos. Mas, depois de passar o dia comendo besteiras em aeroportos (o almoço foi no Chilli's do O'Hare), precisávamos jantar comida de verdade. Mas... e o cansaço?

Bom, por conta justamente do cansaço (e de todas as constrições alimentares), acabamos indo ao St.Hubert, onde eu obviamente jamais tinha ido. Obviamente não só pelo preconceito e meu ódio a redes e diners em geral, mas também porque o carro-cheve deles é o frango. E daí, né...

Bom, como 95% do menu era frango e como eu não confio na apresentação de um bife em um restaurante cuja especialidade é frango, comi só uma salada e uma porção de rolinhos primavera (vegetarianos). Ah, fritura! Fritura e cerveja. Tomei uma Molson com a família, para eles entrarem numa vibe Canadá. Vejam, não que a Molson seja uma grande cerveja (ugh!), mas é tão melhor que a Budweiser, por exemplo (não que isso signifique lá muita coisa).

Segundo dia em Montreal, almoço foi no Casino, que tem um buffet que, obviamente (porque é buffet) não é excelente. Mas o Casino é praticamente o único lugar onde se pode comer nas ilhas Notre-Dame e Sainte-Helène, e tínhamos ido passar o dia. O jantar foi com amigos, para a despedida de AC e N., que estão voltando pros cantos separatistas do Brasil. Óbivio que teve que ser La Banquise. Seguido de vinho no Parc La Fontaine.

Dia seguinte, no jantar, o cansaço bateu novamente, então, novamente, comemos perto de casa, mas nessa vez no Bistrô 1272, na Sainte-Catherine, que é um lugar já bem mais caro.

Quinta-feira foi dia de ir pra Quebec. Almoçamos no Petit Coin Latin, que eu já conhecia (tinha ido da última vez que estive em Quebec). Comidinha com preço bom (raro em Quebec) e competente, num restaurante charmosinho (mas nada demais), com um dono bem gentil. Para jantar, fomos ao Aux Anciens Canadiens, um dos restaurantes mais antigos de Quebec. A comida estava excelente. E comi o pato, com molho de bordo. Minha mãe pediu (sugestão minha) o bourguignon de bisão, que estava espetacular. Foi um jantar caro. Bem caro. Mas valeu a pena.

No dia seguinte, fizemos um brunch no 1640 Bistro, perto do hotel onde ficamos, e bem na frente do Chateau Frontenac. Vista impagável, lugar bem simpático, com garçonetes bastante prestativas. Todos os pratos me pareceram bem grandes. Pedi a french toast com (óbvio) bacon, mas vou confessar que as batatinhas que acompanhavam os (as?) omeletes que meu pai e minha tia pediram foram a parte favorita da minha refeição.

O jantar, depois de hooooras de estrada, foi já em Ottawa, num restaurante italiano chamado Mangia. Porque São Paulo existe, não acredito muito que haja comida italiana boa em outros lugares do mundo. Grande erro. Comi fettucine com creme, bacon, cogumelos e vieiras e quis lamber o prato. Não sei se era a fome, mas achei bem bom mesmo.

No dia seguinte, o café da manhã foi catastrófico. Tudo estava lotado. Meu pai queria comer no ByWard Market e, por fim, acabei tomando só alguns goles do que eu acreditava ser um smoothie, mas, na verdade, era uma mistura de suco de caixinha com xarope de frutas (no Café 55). Doce que nem o demônio. 5 dinheiros jogados no lixo e fome.

Almoçar foi meio complicado também. Por ser sábado, a maioria dos lugares estava só servindo brunch. Só que daí que eu queria um almoço de verdade, não trabalho com ovo, enfim. Tudo erado. Acabamos comendo no Empire Grill, onde a minha sorte foi que eu pedi um Kir Royal, porque os fishcakes que eles me serviram como prato principal estavam uma lástima.

Que vontade de voltar pra Montreal e comer bem! Só que na volta, novamente ultra-cansados, acabamos retornando ao St.-Hubert (a família gostou!). Salada e frituras, mais uma vez. Alegria, ao menos.

Domingo de chuva non-stop. Almoçamos em casa e fomos jantar no Pellerin-Magellan, que continua overrated. Nem lembro bem o que eu comi, mas tudo lá é meio que variação do mesmo tema. Se bem que o fondue de queijo que minha mãe comeu estava muito, muito bom.

De lá, esticadinha de sempre para a l'Amère à Boire, onde a família ficou absolutamente confusa com a oferta de cervejas...