lundi 29 août 2011

La bouffe, pt. 33

Finzinho da parte Detroit da viagem.

Segunda-feira, rango fast food básico no Sbarro no almoço. Para o jantar, a ideai era ir ao Red Coat Tavern (que todo mundo dizia ter os melhor hambúrgueres do universo). Chegamos lá, e tal e... o restaurante estava fechado. Caiu uma chuva dos infernos no final de semana, e eles ficaram sem eletricidade de sábado até... sei lá, terça-feira. Quando a gente chegou, deu de cara com a porta fechada. Muita fome. Atravessamos a rua e fomos, então ao Duggan's Irish Pub, que não é nada demais. É um pub, com decoração de pub, uma temática meio caros, meio Motor City, tal. E com pratos gigantescos!!


Dia seguinte, bora continuar a viagem. 

A caminho de Traverse City, almoço no UNO Chicago Grill, porque era a única opção decente (= que tinha lugar pra sentar) em Birch Run. Chegando a Traverse City, fome - vontade de fazer uma refeição decente e, por que não?, tomar uma margarita. Fomos ao Red Mesa Grill, que pra mim, é um daqueles safe restaurants, que tem sempre atendimento decente, comida boa... Tacos de peixe e margarita. Alegria!

Quarta-feira, almoço em Elk Rapis, no Siren Hall, que é um dos meus restaurantes favoritos no mundo. Infelizmente, fomos para o almoço, então, só comi uma salada, mas tudo que eles fazem lá (mas principalmente os peixes)é espetacular.

À tarde, fizemos um tour por umas vinícolas na Old Mission Penisula, passando pela 2 Lads, Brys Estate, Chateau Grand Traverse e, minha favorita, Chateau Chantal.

Dia seguinte, almoçamos no The Dish Café, que tem as melhores saladas da história do mundo. Sério. Até que odeia salada ia gostar da TC's favorite, que tem cerejas secas, nozes e queijo gorgonzola e vem com um vinagrete de laranja com gengibre.

O jantar foi no Scott's Harbor Grill, onde a comida é apenas ok, mas a vista... Ah, a vista vale o mundo!

Sexta-feira, finalmente o empo abriu o fomos pra Mackinac Island. Almoçamos no Millie's on Main (comemos whitefish, óbvio) e ainda compramos fudge no Murdick's, turistas felizes que somos.

No sábado, nosso último dia em TC, fomos jantar no Amical, que é um bistrô simpático, com comida muito boa (embora o meu prato estivesse meio mais ou menos).

Domingo, dia de voltar pra Detroit, mais um almoço no UNO, na estrada e... bora de volta pra Motor City. Próximas refeições já serão em solo canadense. \o/

lundi 22 août 2011

La bouffe, pt. 32

Comida de avião é sempre comida de avião, né. Não vou nem comentar em detalhes, mas a American Airlines caprichou: a pedida era carne ou frango. Não trabalhamos bípedes criados em espaços confinados, então fui de boi. Se liga na sopa de pedra do Pedro Malazartes? Pois é. Pedro deixou o resto pra AA servir pros brasileiros pobres. Tenso, hein, American Airlines? Ceis vão pagar meu tratamento dentário depois?

Escala demoníaca em Miami, a gente se alegra com um chai latte na Starbucks naquela porra daquele aeroporto. E bora pra Chicago, né. Porque Miamideusmelivresenhor.

Ah, Chicago, terra dos melhores rangos!

Almoço rapidinho e meio improvisado ao lado do hotel, no Golden Nugget que, a não ser em caso de fome extrema (o nosso caso), não recomendo. Manja aqueles diners meio podres, um primo bem falido do Friday's? Então.

No jantar, após uma busca frustrada pelo Bacino's acabamos indo ao Fulton's on the River, que tem vista, é lindão, e tem uma comida boa a preços não muito assustadores.

Almoço de terça-feira foi no Rhapsody, aonde eu já tinha ido uns 2 anos atrás. Eles tem um prato de queijos excepcional. Adoro.

Jantar foi com o Das (saudades enormes!) num restaurante mediterrâneo ali no Lincoln Park (mas não consigo me lembrar do nome!), na North Clark. Vou fazer um esforço porque a comida estava muito, muito boa. De lá, ainda fomos tomar uns bons drinque no Roscoe's.

O alomo de quarta-feira foi na Billy Goat Tavern do Navy Pier. Billy Goat Tavern, que está em todos os guias de viagem é o lugar mais hiperestimado do universo - anotem aí. É tipo um primo falido do McDonald's: uns hambúrgueres secos, fininhos, nada demais. E batata frta eles não trabalham - só batata de pacotinho, tipo Ruffles. Ou seja, o "enter at your own risk" do slogan é pra ser levado a sério.

O jantar, pra compensar, foi no Lou Manati's: aquela pizza tradicional de Chicago, que estufa e a gente ama!

Almocinho de quinta-feira, de volta ao Loop, foi no South Branch Tavern & Grille. Serviço bem fraquinho. Comida boa.

O jantar foi no The Bedford. Sou suspeita pra falar, porque o irmão do Respectivo é um dos investidores do lugar, mas esse restaurante tem o ambiente mais legal de todos do mundo. É um bando dos anos 1920 que foi mantidoassim. Na entrada, você passa pelo cofre, vê as caixinhas de depósito das contas etc. Sério, tudo original sem ser cafona. Clica aê no link e olha!

A comida também estava boa. Uma das especialidades do chef é uma versão chique do Mac & Cheese. É de comer até a morte, juro. O menu também tem vário pratos meio exóticos (tipo coelho), então, uma ceta flexibilidade gastronômica se faz necessária. Mas comi bem. Muito bem.

E é isso aí, amiguinhos! A gente chega em Chicago, e fica mimado com essas comidas boas. Aí, vai embora e chora, querendo comer deep dish pizza até as lágrimas secarem.

E então... Detroit!

Primeira refeição em Detroit: almoço no Fountain Bistro. Super recomendo. É bonito (coisa rara em Detroit) e tem aquele atendimento gentil do meio-oeste americano.

Jnatar em mais um diner genérico de rede: Fishbones. Evite, a não ser em caso de fome absurda.

Sábado a gente almçou qualquer porcaria no restaurantinho do museu Henry Ford, mas depois fomos jantar no Meriwether's, que apesar de não ser particularmente barato (principalmente para os padrões do Michigan) é muito, muito bom.

Domingo foi no mesmo esquema: almoço rapidinho no Henry Ford (mas, dessa vez, no Greenfield Village, e não dentro do museu), e jantar excelente, no Andiamo, em Dearborn. Serviço excelente, comida ótima. Comida italiana bem à la São Paulo, mesmo (o que é meio raro nos EUA), mas sem a cafonice de 90% dos restaurantes italianos de São Paulo.

dimanche 14 août 2011

La bouffe, pt. 31

Última semana de rangos no Brasil. O que teve?

Segunda à noite, óbvio, O'Malley's.

Terça à noite teve La Tartine, porque ninguém é de ferro e comida boa az bem pra minh'alma de Deus. Sopinha de cenoura com gengibre, quiche de queijo de cabra e vinho. Porque o legal é ser assim, bem light. Quarta-feira, Astérix com a Cassy praquela saideira de Guinness com batata frita (novamente, tudo muito light e lindo!).

Sexta-feira fui experimentar um japonês novo ali em Higienópolis, Nozuki. Comi só o menu executivo, mas, olha, vou falar: achei bem bom, viu!

Sexta à noite teve festinha da Drix (e high school reunion, incluindo Mari e Rober) no Cacilda, ali na Vila Romana. Quando eu era jovem e tinha um emprego que, por sinal, era ali perto, eu sempre ia ao Cacilda almoçar e sempre achei a comida bem boa. Mas desnecessariamente cara. E, fala sério, amiguinhes, custa fazer comanda individual quando tem festa? Saindo de lá, festinha private na Vila Mariana, e zzz...

Sábado, aos 48 do segundo tempo, o Sr. PT, esse lindo, resolve que vamos sair pra almoçar antes de eu poder me empetecar para o Evento do Ano. Ele entra no meu carro, ao meio-dia e meia, com uma caneca de cerveja. What.the.hell. Bom, cada um tem os amigos que merece...

Fomos prum japonês ali na Apinagés, na Pompeia (ou, como os emergentes costam de chamar, Perdizes), chamado Niwa Sushi (fomos nesse porque meio que era o que estava aberto). Olha, sei lá se o restaurante tem site. Não achei e tenho raiva de quem achou. O rodízio foi bem barato (e aceitava TR, exigência de PT - amigo pobre é foda...), ms também foi bem ruim. You get what you pay for. 


Bom mas fui mais pela companhia que pelo rango (e pra me livrar da garafa de pisco que PT pediu pra eu comprar no Chile 2 meses atrás, antes de sumir do mapa). Mas PT é querido, PT é mineiro e PT me dá doce de leite. Amor eterno.

O jantar foi no Evento do Ano, no Leopolldo Jardins, na companhia de (quase) todos os queridos puquianos do mundo (olê, Puquê!): estávamos todos lindos, todos gatos, todos Caras! E eu sei que galëre adora falar mal de festa depois que pessoalzinho gasta milhões pra organizar a festa, mas olha, só uma coisa: a comida estava ótima e não faltou bebida nem por um segundo (não sei se por bem ou por mal....).

Almoço de domingo (dia dos pais, aliás), pra voltar à realidade, foi no Dona Felicidade. Muito amor. E muita comida boa.

Olha, até que essa semana, pro que ela prometia, foi BEM light (inclusive na cachaça, considerando a festinha private se sexta que já foi seguida da reunion e o Evento do Ano, onde o álcool se fazia necessário). E é isso, meu Brazíu, zíu, zíu. O próximo rango agora será uma coisinha rápida no Viena do Aeroporto de Bagulhos, seguido daquela papa deliciosa, cortesia da American Airlines.

mardi 9 août 2011

lundi 8 août 2011

La bouffe, pt. 30

Está acabando. Poucos dias de comidinhas brasileiras...

Vamos aos faCtos e rangos.

Depois de uma série de segundas-feiras de revolta com o jazz desmaiado do O'Malley's, nessa segunda fomos ao All Black, que também estava meio desmaiado. Sei lá. Foi estranho, não rolou - apesar da Honey Dew e da Guinness. Agora, vem cá, onde é que eu encontro Carlsberg nesse raio dessa cidade??

Terça-feira, fui à pré-estreia (com-hífen-ou-sem-hífen) de Melancolia e comi ali no Mc do Center 3. Não que exista algum Mc bom, mas esse aí abusa da nossa paciência. Mc-peixe devidamente engolido, depois ainda caí na besteira de comer um raio duma pseudo-sobremesa na Starbucks. Um troço red velvet recheado com um creme a base de cream cheese. É, não estava bom, mas eu também não esperava que estivesse. A curiosidade engasgou o gato. Mimimi

O rango de quarta, em compensação, salvou. Fui pela primeira vez ao Zé do Hambúrguer ali da Itapicuru, e olha que gostei bastante. Tem aquela aparência que lembra a Rockets, só que com um rango bem mais gostoso. Tem uma tal limonada do Zé, com xarope de cereja que é um exagero, mas uma delícia. Me esqueci de pedri sem açúcar e achei um pouco doce demais, mas boa mesmo assim. A porção de fritas (gigantesque, aliás) é boa, mas são aquelas batatas cozidas e depois fritas, que eu não curto tanto. E tem aquela coisinha do alecrim, pra dar um ar meio Lanchonete da Cidade, tal. Mas, finalmente: o sanduíche. O que eu pedi (acho que era o "de Minas") estava bem gostoso. Mais um hambúrguer sem queijo. Notaram o padrão? Pois é. Era gigantesque e gostoso - e sem queijo. Bem maior que o do Joakin's.  Tenho um pouco e preconceito contra essas lanchonetes de bairro, mas essa vale a pena. Mas no andar de cima, óbvio. De preferência, onde dê para ver o carro (sim, tem um carro lá dentro).

Sexta-feira voltei ao Spot, mas, dessa vez, comi o penne com melão e presunto cru. A sobremesa teve que ser morangos com suspiro. Apesar de ter rolado uma espera no bar, até que sentamos logo. Mas a comida demorou bastante a chegar. Mas ok. Eu não estava com pressa.

Sábado balada errada. Fui ao Hannover, um desses restaurantes de fondue ultra-badalados. A coisa prometia. Cheguei lá junto com a Ana Hickman. Opa, o pico deve ser bom mesmo. É, não. Não era. Primeiro que, apesar de a ante-sala ser até charmosa, o lugar, dentro mesmo, é bem ok. Aí, estava rolando uma música ao vivo, no estilo um-banquinho-e-um-violão (com couvert artístico, óbvio). Achei desnecessário. Nada contra os músicos e a música ao vivo (tá, só um pouquinho contra, mas...), mas ali não estava combinando. Vieram os antipasti. Estavam até com uma cara boa. Uns croquetes frios, um patês ruins, um paõzinho bem mais ou menos e torradinhas e grissini Bauducco, na embalagem e tudo (tipo de avião, saca?) Aí, não, né. E mais: pedir os fondues à la carte é bem mais barato que o rodízio (a não ser que você nunca tenha visto comida pela frente). Pedimos à la carte. Veio muita, muita comida. Muita mesmo. Mas o fondue de queijo estava ultra-farinhento, com gosto de amido de milho (e sem gosto nenhum de queijo). O pãozinho pra mergulhar nele, meh, também achei mais ou menos. Tinha umas outras coisas não-identificadas pra mergulhar no suposto queijo, mas não sei bem o que eram. Uma, chutei que fosse polenta, a outra, goiabada. As outras duas, não tenho a mínima ideia.
O fondue de carne veio bonito, com uns 12 tipos de molhinho. Eu disse "carne", mas o menu dizia "filé mignon". Eu e o menu discordamos bastante, pelo que me parece. É, filé mignon acho que eles não trabalham. Rango caro e ruim. Ambiente bem mais ou menos. Novamente, mimimi.

Na média, os rangos da semana não foram nada espetacular, mas as companhias foram boas, então, noves fora, fica tudo bem.


dimanche 7 août 2011

La fille à vélo



Isso aí (sim, são escoriações) é minha perna depois da aventura de ontem.

Porque, como finalmente aprendi a andar de bicicleta (há mais ou menos uma semana), resolvi que iria praticar. Não estava pronta a participar do encontro das Pedalinas, mas Manoela e eu resolvemos, ao invés de ir andar de bicicleta pelas ruas de SP, ir ao Parque Villa Lobos e fazer um trajeto mais light. Acabamos indo em quatro, porque minha mãe resolveu ir também, e o marido da Manoela foi também.

Alugamos bicicletinhas (aliás, coitadas das pobres bicicletas!) e partimos para a aventura. E olha que pedalar comigo é aventura mesmo. Porque eu não sei frear nem fazer curva. Bom, todos foram ultra pacientes com minha falta de coordenação motora. Imagina a pessoa pedalando na ciclovia ("ciclovilla" como eles chamam lá) lotada de gente, sem saber frear ou fazer curva. É. Então.

Desnecessário dizer que caí oitocentas e trinta e quatro vezes. E não foram quedinhas assim, de leve. Foram aquelas quedas do naipe devo-ter-quebrado-uma-costela. Mas minha tolerância para a dor é bem razoável, e costela quebrada não se engessa, logo...

O grande incidente do dia (um dos, na verdade) foi que... eu consegui atropelar uma pessoa! Mas vejam, a culpa não foi totalmente minha: a mulher (fofolita!) estava PARADA, BATENDO PAPO no MEIO da ciclovilla. Ela não estava no canto, não estava atravessando. Estava parada. No meio. Eu vinha, até devagar. Quando vi a mulher na minha frente, comecei a gritar loucamente. E, não, ela não saiu da frente. Eu até tentei frear, desviar, mas a habilidade não colaborou. BAM! Atropelei a mulher. Ela meio que caiu e eu... eu VOEI. Caí no maior estilo MacGyver: bicicleta para um lado e eu, ROLANDO, para o outro.

Como mamãe me deu educação, apesar de a idiota da mulher estar errada, eu até pedi desculpas. E ela retrucou, toda cheia de ironia: "Mas o que que é [juro, suburbana!] Tá aprendendo a andar de bicicleta agora, é?"

Estou!

Aì, ela começou a xingar e tal [suburbana, eu falei...]. A Manoela (santa!) foi lá intermediar, porque eu estava ultra nervosa, pra não dizer estropiada. Ela explicou para a maldita que ela não deveria estar passeando e batendo papo na ciclovilla, porque, né. Um pouquinho de bom-senso é um troço super legal, gente. Vamos usar?

Conseguimos dar a volta completa. E aí já estava de bom tamanho para mim. Porque se faz necessário ir com calma nas aventuras. O resultado do dia foi um sem-número de arranhões, hematomas e escoriações, em geral. E viva! Me detonei tanto, que mal sinto a bunda doer de ficar sentada naquele banquinho da bicicleta por uma hora e meia. Porque o resto do corpo dói bem, bem mais.

samedi 6 août 2011

La chanson du loubard

Porque eu sou uma pessoa muito bem educada até que me tirem do sério. E aí entra em ação e versão Mr. Hyde de mim.

Depois da minha segunda aventura de bicicleta (a ser relatada em detalhes depois), fui dar uma carona para a Manoela. Parei quase em frente à garagem do prédio dela e saí do carro para pegar umas coisas que estavam no porta-malas. Como a rua é estreita, fechei a porta, para não correr o risco de um maluco passar e levar minha porta. Tirei as coisas do porta-malas, me despedi e... eis que o raio da porta do carro não abria! E a chave estava no contato! O carro trancou sozinho na hora em que eu fechei a porta. Trancou sozinho, com a chave dentro. E minha bolsa também! Usei o celular da Manoela (santa!) para ligar para o meu pai trazer a chave reserva.

Não me perguntem que raios de carro é programado para trancar automaticamente com a chave no contato! Coisas que só a Honda faz por você!

Bom, enquanto esperava meu pai chegar, ia avisando a cada pessoa que passava de carro pela rua que meu carro estava quebrado (fazia mais sentido para uma explicação rápida que ter que contar que os engenheiros da Honda compraram diploma e projetaram o carro com o sistema mais burro do universo) e que por isso não tinha como eu tirar ele daí, que eu sabia que estava num lugar que estava atrapalhando, mas já estava esperando para tirá-lo dali etc. etc.

A maioria das pessoas fui SUPER tranquila. Teve um cara, com uma camionete gigantesca (que achei que ia me xingar), que foi ULTRA bonzinho. Até ofereceu trazer uma água, um café, enquanto eu esperava.

Mas sempre tem um idiota também, né. Sempre. Passou um cara com um desses carros razoavelmente pequenos (que tinha espaço de sobra pra passar), que nem quis ouvir o que eu tinha pra falar. Já passou gritando: "Não tem lugar melhor pra enfiar esse carro, não?"

Tem, moço, tem. Dá só uma chegadinha aqui que eu te mostro onde vou enfiar o carro.

Não satisfeito, na volta, ele passou xingando, tentando esbarrar (e quebrar) meu retrovisor. Só que a regra comigo é assim: me atropela, mas não arranha meu carro.

Me enfiei entre o carro dele e o meu e enfiei a mão dentro do carro dele (ele estava com a janela aberta, pra poder xingar em alto e bom som) e comecei a gritar. Aí, ele ainda teve a coragem de virar pra mim e falar "Menina, saí daí, que você vai se machucar."

"Vou me machucar nada. VOCÊ vai me machucar, porque é você quem está dirigindo o carro. E se VOCÊ me machucar, chamo a polícia e você vai preso."

E ele saiu acelerando. Só que vejam bem: eu posso ainda não saber andar de bicicleta muito bem, mas correr, eu sei. E sei direitinho. Corri atrás do carro dele, como se não houvesse amanhã. Confesso que o objetivo do trombadinha que habita meu corpo era dar uma bica na lanterna do carro dele, pra quebrar. Mas cheguei com uns 3 segundos de atraso, e já peguei ele dobrando a esquina, numa pracinha cheia de velhinhos.

Aí, eu poderia xingar. Os xingamentos básicos de sempre. Mas podia fazer melhor. Muito melhor. E fiz:

"Vai estuprar sua mãe, seu pedófilo maldito!!"

De resto, era só aguardar que ele parasse na próxima esquina e torcer para algum adolescente que também tem o corpo habitado por um trombadinha se ocupasse de dar a bica no carro dele. Ah, se eu tivesse pegado a placa do carro...

Dica: só porque a pessoa é uma menininha pequena e você está em um carro que pesa pouco mais de uma tonelada, não fique achando que pode ir aloprando. Porque eu corro e brigo igual a gente grande. Com carro ou sem.

Outra dica: façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço.

lundi 1 août 2011

La bouffe, pt. 29

Segunda-feira, antes do cinema, passadinha no Café Pain de France do Reserva Cultural, só pra uma água acompanhada de fofoca. De lá, Asterix, pra uma batatinha frita e uma Guinness e meia, e uma esticada para o O'Malley's. No Asterix, ia tomar uma Guinness só, mas descobri que, até as 20h tem uma promoção (ou nesse dia tinha, não entendi bem): a cada duas Guinness, a terceira é grátis. Cassy e eu tomamos uma cada uma, e dividimos a terceira. No O'Malley's foi aquele jás chato de novo. Mais do mesmo. Queria tomar uma Carlsberg, mas lá não tem. Resolvi tomar uma Warsteiner e me arrependi amargamente. Fim.

Terça, finalmente!, consegui ir comer minha comida japonesa (o desejo já estava rolando fazia tempo). Jantar no Sapporo. Mas a comida naõ estava tão boa quanto da última vez... Meu coração partiu um pouquinho, porque da última vez a comida estava tão, mas tããão boa...

Quarta-feira, almocei com a Manoela no Tanger. Aproveitamos que era dia de semana e pedimos o prato executivo. Fui gordinha e, ao invés da salada, pedi o couvert com pãezinhos e manteiga de ervas de entrada. O prato principal foi o peixe Mecknes: filé de peixe assado em crosta de parmesão, com raspas de limão siciliano, com risoto de couscous com legumes. Sobremesa (claro!): makrout (massinha de semolina recheada com tâmaras e nozes. Comida boa (a mantega de ervas e o peixe, principalmente, estavam deliciosos), serviço meio mais ou menos (pelo menos naquele dia). De lá, seguimos para o N'O Café, um lugar que é uma delícia. Mas, a essas alturas, só consegui tomar um chá (Oolong, tão bom...).

Sexta-feira, o almoço pós-oftalmologista foi no Mr. Jack's, no shopping Paulista. A salada com filé estava ótima (também... R$ 35!!!), mas o serviço... Um dos piores atendimentos que eu já recebi na vida! A bebida demorou mais de 10 minutos para chegar (detalhe: pedi só uma água com gás). Depois, a comida demorou bastante e, quando chegou... nada de talheres. Pedi talheres para um garçom. Depois, para uma garçonete. E minha comida lá, esfriando (e eu morrendo de fome, porque já passava das 14h.). Levantei e fui buscar talheres. Não encontrei. Pedi a outro garçom. Demorou, demorou... e finalmente chegou! E aí, vi que meu filé não estava bem-passado, como eu havia pedido. Estava ao ponto. Mas, a essas alturas, não ia mandar minha comida de volta de jeito nenhum. Comi assim mesmo. E gastei bastante. Não fiquei nada feliz. Lá, com certeza não volto mais. A sobremesa foi no Havana Café, onde comi um Rogel, aquela massa folheada recheada com doce de leite. Doce, doce, doce...

À noite, também matei a vontade de comer no Joakin's. O clássico hambúrguer tártaro (sim, hambúrguer, sem queijo!). Mas dispensei o milk-shake, porque, né. Agora, não sei se foi minha fome que foi aumentando com os anos, mas o sanduíche me pareceu tããão pequenininho. Acho que foi encolhendo com o tempo. Mais tarde, Astor, que é um bar de que eu não gosto, mas a que vou pro pressão social. Algumas taças de Chandon rosé, seguido de um vinho rosé português. Na volta para casa, aquele detour básico, para evitar a chateação das #bols.

O almoço de sábado foi no Spot. Mignon de porco com risoto de limão siciliano e alho-poró. Maravilhoso. Fazia mais de dez anos que eu não ia ao Spot. Já tinha esquecido que era tão gostoso. Se bem que as massa não estavam com uma cara muito alegrinha, não...

Domingo, depois de todo o esforço despendido aprendendo a pedalar, fizemos um pit-stop na Frutaria Paulista, onde eu comi um creme de cupuaçu com banana. Coisa dos deuses!

Meu tempo em São Paulo está acabando. Hora de correr para ir aos lugares que ainda estão pendentes na listinha...