dimanche 31 juillet 2011

Cyclopède

Ou: como aprendi a andar de bicicleta aos 28 anos.

Quarta-feira, quando estava almoçando com a Manoela, ela comentou de um lance de umas meninas que pedalam e que, no domingo, iam dar uma "oficina de primeiros passos" para pessoas que não sabiam andar de bicicleta. Já fui logo me animando, porque, depois de muito relutar, percebi que, mesmo nessa condição quase-balzaca, a pessoa precisa aprender a andar de bicicleta e, acima de tudo, (mantra da Manoela) superar medos.

Porque é lógico que eu não sei andar de bicicleta porque não tenho equilíbrio, nunca aprendi quando era criança etc., mas o motivo maior é o medo. Medo inexplicável de cair, bater a cabeça e morrer. Ou de quebrar os dentes, sei lá. Meus dentes são bonitos, tal. Gosto deles.

Mas é absolutamente inadmissível que eu more em Montréal, uma cidade praticamente plana (tá, não é plana, mas funciona em dois "planos" principais), com quilômetros e mais quilômetros de ciclovias, e que tem o sistema das Bixi e não saiba andar de bicicleta. A gota d'água da decisão de aprender foi quando eu descobri que meu coloc (= roommate) lá tem uma bicicleta FEMININA que fica lá, jogada no apartamento - e me disse que eu poderia usar quando eu quisesse. Que, a partir daquele momento, é como se ela fosse minha. Aí eu, com a voz já falhando, tive que mandar um "Mais je sais pas faire de vélo", ao que veio a resposta clássica "Mais non! C'est vrai? Mais est-ce que tu sais nager?" (a ladainha de sempre).

Então, nesse contexto todo, me muni de toda a coragem do mundo (que, não se enganem, eu NÃO tenho) e parti para a Praça dos Arcos, ali no comecinho da Paulista, Angélica, sei lá, econtrar as Pedalinas, que estavam organizando a coisa toda. O primeiro obstáculo, antes mesmo de eu pensar em ir foi aquela coisa "mas eu sequer tenho uma bicicleta - e agora?" Até rolou de duas amigas (fofas!) me oferecerem suas bicicletas, mas aí tinha o trampo de enfiar no carro, tal. Mas desculpa de manco é muleta, né. Porque elas já foram logo avisando que as voluntárias iriam levar suas próprias bicicletas, então, eu não precisaria me preocupar com isso.



Manoela e eu chegamos lá na praça hoje à tarde morrendo de vergonha. Eu estava na certeza de que seria a gordinha estabanada, que ia dar vexame, quebrar a bicicleta alheia e, depois de tudo, ia sair com um braço quebrado, e sem ter aprendido a andar.

Chegando, então, fomos recebidas com o maior sorriso do mundo pela minha xará, super empolgada em nos ensinar. Em ME ensinar, na verdade. Porque a Manoela já sabe e já deu até rolezinho pela Vila Madalena. (Aliás, hoje, ela deu umas voltas no maior estilo kicking ass and taking names, só faltou dar cavalo de pau!) Mas essa que vos escreve não sabe nem subir numa bicicleta.

Conversamos um pouco com algumas pessoas antes de botar a mão na massa. Recebemos um super apoio da Marina e do Ricardo. Aí, chegou uma outra menina, ultra simpática (não peguei o nome dela!), a Esther, e foi logo falando que a bicicleta dela era super legal, e ótima para quem estava querendo começar a aprender. Mandou eu ir subindo na bicicleta dela, que ela garantia que eu iria aprender. Eu hesitei um pouco, porque a bicicleta dela era grande (dessas feitas para adultos), e eu estava querendo uma Caloi Cecizinha. Mas não teve jeito. A hora tinha chegado. Era eu contra a bicicleta.

Para subir na bicicleta, o primeiro estranhamento: subo pelo lado? Pela frente? Por trás? Intimidade zero.

A Aline, que se encarregou de me ensinar, foi SUPER paciente. Ajustou meu banco, deu um auxílio psicológico e me mandou ir dando umas voltas, com os dois pés no chão, tirando só de vez em quando, para eu ir sentido o equilíbrio da bicicleta.

Depois de relativamente pouco tempo, deu pra sacar qual era a do equilíbrio (pilates, seu lindo!). Aí, a Aline sugeriu que eu tentasse dar uma pedalada de impulso. Morri de medo, mas, já que estava no inferno... Olha, até que rolou. Aí, ela sugeriu que eu desse uma pedalada e tentasse prosseguir pedalando, enquanto ela segurava a bicicleta por trás.

Sabe aquele truque que os pais fazem, dizendo que vão segurar, vão segurar e uma hora te largam (e você se espatifa no chão, bate a cabeça e morre)? Então, ela NÃO fez isso. Porque, né, eu não sou idiota, e dá pra sacar se a pessoa que estava atrás largou ou não a bike. E, para gente como eu, essa largada implica o espatifamento imediato, seguido de fratura e traumatismo craniano (e, obviamente, morte).

Pois então, ela não fez isso. Foi me segurando até eu ir ganhando segurança, e entendendo como alcançar o nirvana da bike. Depois de andar um tempinho assim, ela me perguntou se eu queria tentar ir pedalando sozinha, sem que ela segurasse. Notem que ela não sugeriu me segurar até eu estar ok e, de repente, soltar a bike sorrateiramente. Sacaram a diferença de método?

Pois é. A diferença que faz a diferença. Depois de umas voltinhas com o apoio da Aline, a fêmea-alfa aqui achou que uma Aline só talvez já bastasse para aquela bicicleta. E lá fui eu...

Desengonçada, eu?

Gente, EU APRENDI A ANDAR DE BICICLETA! Dei uma volta, duas, três... dez. Demorei a entender como freiar (mexer os pés e as mãos ao mesmo tempo com esse tanto de nervosismo é pedir demais!), mas, depois de umas voltinhas, saquei o truque. Fazer curvas... bem, um passo de cada vez, né. Dá pra fazer uma curva aberta ou outra, mas mais que isso também já está fora da minha alçada (por enquanto!).

Atentem à cara de pânico (isso foi meio no início)

Mas, no final das contas, achei que eu aprendi super rápido. E foi muito, mas MUITO mais fácil que eu tinha imaginado. Não caí, não me machuquei (exceto quando bati o pedal no tornozelo, mas isso foi tosquice minha, pra variar) e, o mais importante: não morri.

E andei SUPER, tá? Não é que dei uma voltinha e me dei por contente. Dei várias voltinhas, e experimentei várias bicicletas. Uma dobrável, uma de outro tipo (não manjo NADA de bicicletas, não sei os nomes de cada detalhe) - mas minha preeria foi a primeira, da Esther mocinha simpática cujo nome eu não lembro (maldita memória de peixinho dourado!).

E é isso aí: mais uma coisa pra riscar da minha lista! Agora, é só tomar vergonha na cara e andar mesmo. Montreal que me aguarde.

Cara de accomplishment

Mas que fique registrado meu enorme agradecimento à Aline e a todas a Pedalinas! Agradecimentos demias, mesmo! Ah, e eu não poderia deixar de agradecer a todos os meus tweeps pelas mensagens de apoio a essa pobre deficiente de caráter. Triatlon, aqui vamos nós!

lundi 25 juillet 2011

La bouffe, pt. 28

Semana começou como sempre, com o encontro usual no O'Malley's. Só que, dessa vez, dividi um Big Monster com o Goommer, e acordei na terça-feira às seis horas da manhã batendo o maior papo com o sanduíche. Poderia ter ficado sem essa.

Terça-feira, fui jantar no Le Jazz com duas amigas que eu não encontrava tinha quase 10 anos. Já me irritei logo de início, porque o restaurante tem o site menos informativo do mundo! Não tem menu, fotos, nada. No site, por outro lado, você descobre que o restaurante abre às 20h. Chegamos às 20h30 e tinha uma fila de espera beeem grande (e o restaurante é beeem pequeno). Mesa para três lugares. Esperamos DUAS horas para sentar. DUAS horas. Numa terça-feira! A espera, para completar, foi daquelas super agradáveis: as três espremidas no bar, tentando tomar alguns "bons drink" e comer uma entradinha enquanto os garçons passavam esbarrando na gente (não por culpa deles, mas por conta da total falta de espaço). Poderíamos esperar lá fora? Não. Porque todas as outras 30 pessoas (ou sei lá quantas) que estavam também à espera de uma mesa estavam lá fora, nos banquinhos, na calçada, tal. Só ia rolar se eu fosse esperar no posto de gasolina, a 2 quarteirões dali.

Depois dessa epopeia, era bom o rango ser bom mesmo... E, olha... até que era, viu? Pedi um pato, já meio cética a essas alturas, mas o pato veio como deveria ser: o peito, fatiado, mal passado, com um molhinho bom... Só não entendi por que raios eles serviram o purê de batatas que acompanhava o pato em um potinho separado, mas que veio dentro do prato. E eu dispensaria o molho no purê de batatas, porque desde as festas de 15 anos que eu frequentava no bufê França nos idos dos anos 90 já não vejo purê de batatas sendo servido com "um toque" de molho madeira. Comida competente, mas beeem cafona. Uma das minhas amigas pediu um entrecôte. Olha, depois de olhar pra cara daquele entrecôte, concluí que, para o resto da vida, só comerei entrecôte no restaurante de Olivier Anquier. Poderia estar até bom (não experimentei), mas a cara do pobre do bifinho (porque tinha cara de bifinho) dava um pouco de pena. A sobremesa (crème brûlée) estava ok, embora, hum, pela hype do restaurante, achei que talvez merecesse um tantinho a mais de baunilha.

O resultado final foi o seguinte: comi bem, tal, mas gastei muito mais dinheiro que eu esperava (bem mais mesmo!), depois de contabilizar todas as coisas que pedi durante as absurdas duas horas de espera. Porque eu achei os preços dos pratos até justos, mas as entradas e os drinks são, obviamente mais caros (comparativamente), e é aí que a conta vai ficando pesada. Mas esperar (com fome e sede) durante duas horas também não dá! Então, até achei bom ter aberto um bistrô com preços legais etc., mas não volto não, tá? Muito obrigada.

Quarta-feira foi outra epopeia, show de horror. O almoço foi no Seletti do shopping Paulista. Eu só consigo descrever o Seletti com uma palavra: frustrante. A ideia de um fast food saudável, onde você também monta seu próprio prato é ótima. Tinha tudo para dar super certo. Só que... é um grande fracasso. Já é a quarta vez que tento dar uma chance para o restaurante (tento ir uma vez por ano, na inocência/esperança de que melhorou), mas sempre acontece a mesma coisa: a comida demora horrores (e, se estou em um raio de uma praça de alimentação de shopping, a última coisa que eu quero fazer é esperar!) e, quando sai, já está fria! Esse, para mim, é o fenômeno mais incompreensível da história da gastronomia. E eu ODEIO comida fria. Comida ruim, eu até encaro, desde que esteja quente, pelando. Mas fria, nem se for preparada especialmente para mim pela Carla Pernambuco. A salada com quinoa estava até boa, e os molhos (que dão um pouco mais de trabalho do que eu gostaria para escolher) são bem gostosinhos, mas hambúrguer vegetariano frio é muito insulto.

O jantar também foi meio desastroso. Depois de um rolê gigantesque pela cidade, Juju e eu acabamos no shopping Center Norte (depois de cumprido o objetivo maior da viagem: compras de sapatos na Shoestock). Nem sei o que tem pra comer no Shopping Center Norte, pra falar a verdade. Andamos, andamos e não encontramos nada bom (ou nada de comer, pra falar a verdade). Acabamos indo à Pizza Hut. Ou melhor, acabamos esperando horrores para comer na Pizza Hut. Duas horas de espera!! Quando sentamos, descobrimos o porquê de tanta espera em plena quarta-feira: agora eles tem rodízio às quartas, e os gordinhos (mais gordinhos que eu!) estavam lá, se empanturrando de pizza frita. Nem cogitamos o rodizio. Comemos um troço ruim de entrada (pedimos a entrada só para acalmar os ânimos, depois de tanta espera!), e depois uma pizza vegetariana. O jantar improvisado mais caro (e mais calórico) do mundo, mas a essas alturas...

Sexta-feira almocei no D'Olivino, o que foi uma experiência ótima, que eu já contei em detalhes aqui.

Sábado à noite, fui encontrar um grupinho de pessoas no Dry. Chegando lá... descobrimos que o bar não existe mais. A maior placa de "passa-se o ponto" grudada no vidro. Plano B. Fomos para o Volt. Vou comentar que eles tem um drink chamado Tesla (me faz pensar no David Bowie...) que é bom, mas é bem doce. O Manhattan é uma delícia, no ponto certo, e não é de Jack Daniel's (não trabalhamos...). O pisco sour também é beeem bom (mas também já com uma levada mais doce). Vocês já devem saber que eu não trabalho com Martini (não tolero o cheiro), mas um amigo meu pediu um dirty, e eu deixo para vocês uma dica para a vida: não peçam o Dirty Martini no Volt. O drink veio com gosto de água de azeitona pura e simples (eu experimentei). Os rangos de lá, por outro lado, eu recomendo. Bolinho de arroz e mini-hambúrgueres bem bons pra acompanhar a falta de limites com a pinga (porque, como já disse por aí, meu problema é que eu não gosto de cachorro; eu gosto é de whisky).

Almoço de domingo: Raymundo's. O pior nome de restaurante da história, mas o melhor nhoque de São Paulo. O restaurante antigamente ficava em Perdizes, ali pertinho da PUC e se chamava Di Torino. Agora, eles mudaram para a Vila Romana e mudaram o nome (que faz referência ao dono). Tudo que se come lá (pratos italianos ou brasileiros) é absurdamente bom. E, olhando para o restaurante, você não dá nada... Assim é que é bom. Só precisa mesmo é do preparo psicológico para comer única e exclusivamente na companhia do pessoal da terceira idade. Mas o que me interessa não é hype. É comida boa!

samedi 23 juillet 2011

Rouge sang

Fui almoçar com a mamãe lá no D'Olivino. Um dos melhores atendimentos que já recebi em um restaurante, com direito a garrafinha de azeite cortesia da casa. Acompanhe a saga:

Mamãe tinha ido logo que o restaurante inaugurou há uns dois anos e meio, mas foi minha primeira vez lá. Aproveitando que era dia útil, fomos de menu executivo. Saladinha bem gostosa pra começar. E um couvert bem bonitinho, e bem bom. Pratos principais, vamos lá: mamãe foi de risotto com creme de abobrinha, tomates e escarola. Pratinho lindo e uma delícia. Como sou meio chata, achei que o arroz poderia estar um pouquinhozinho mais cozido (um minuto a mais no fogo já resolveria), porque achei a crocância um pouco além do al dente.

Eu fiquei com a sobrepatela de porco grelhada servida com molho de limão e purê de mandioquinha. Aí, chegou o prato, lindo, com um pedação de porco. O purê de mandioquinha estava excelente, mas o porco... hm, tentei cortar e nada. Virei o prato e tentei cortar outra parte... nada. Muita gordura, não sei. Algo estava estranho. Na hora em que eu consegui penetrar a carne, o veredito da mamãe: a carne estava mal-passada demais. Como o pedaço era bem grande, no meio, a carne estava bem vermelhona mesmo. Chamei o garçom e perguntei se eles poderiam levar para a cozinha e passar um pouco mais a carne. Super gentil, ele levou numa boa.

Depois voltou, dizendo que fariam um outro prato para mim. Eu nem achava necessário, mas agradeci a gentileza. Alguns minutos depois, chegou um novo prato: bonitinho, com um pedaço mais fino de porco, cozido no ponto certo. A sobrepatela não é meu corte favorito, porque é bastante gorduroso, mas estava bem preparada, e o molho estava fantástico!

Após comermos a sobremesa (um manjar de côco banhado em calda de abacaxi com gengibre - fenomenal!)... Bem, foi aí que um dos sócios do restaurante veio à nossa mesa, perguntar se não queríamos café, chá etc., e me oferecer uma garrafa de azeite grego (porque eles também tem uma lojinha, um empóri, onde vendem azeites, sais e afins) por conta da casa para compensar o erro com meu prato.

Até me surpreendeu a gentileza extra, especialmente nessa época em que restaurantes servem pratos às vezes mal preparados e culpam a ignorância culinária do cliente, quando esse último reclama da apresentação do prato, do sabor, do ponto dos alimentos etc.


A garrafinha ficou toda contente lá em casa, próximo a outros quitutes (como a pasta de pimentão com azeitona) comprados no Empório.

D'Olivino definitivamente vai substituir o Quattrino como opção default para almoço executivo na região da Paulista.

vendredi 22 juillet 2011

Soir de fête

Eu tenho alguns amigos incríveis. Incríveis mesmo. E aí tem aqueles que são hors concours, tipo a Ju.

Hoje teve festinha de aniversário dela (não vou dizer quantos anos, para não denunciar minha própria idade...) e, como em todas as festas dela, eu cheguei sem conhecer ninguém (mas ela tem uns amigos ótimos, também) e saí tendo comido umas coisinhas deliciosas e um bolo... ah, o bolo! Olha, eu sequer gosto de bolo (trabalho pudim, sorvete, mousse, donut, qualquer coisa - bolo, não!), mas os bolos dos aniversários da Ju são sempre espetaculares!

Mas a coisa mais deliciosa de encontrar a Ju é que sempre tem surpresas. A primeira foi eu conhecer a casa dela, aonde eu nunca tinha ido. Nós duas, apaixonadas por comida, sempre nos encontramos para um dia de degustações. Porque a gente sempre marca um almoço. Mas aí o almoço começa às 13h., vai até às 15h30, quando é hora da sobremesa. Aí, saímos do restaurante e vamos procurar um lugar para comer sobremesa. Ficamos nesse lugar até umas 17h., quando já é hora do café/chá da tarde. No chá, emendamos um lanchinho, meio jantar. E voltamos para casa às 20h. E aí é só apertar o "repeat" e deixar ad infinitum.

Mas, enfim, hoje conheci o apartamento lindo dela, comi bolo e ainda saí de lá com lembrancinhas. Na verdade, esse post inteiro é apenas um prelúdio para as coisas mais legais que eu já ganhei de uma aniversariante (porque o aniversário foi dela, mas quem sai com presentes fui eu). Atenção:


Foram três livros (recomendações da Ju, que já vão entrar para a pilha de livros a ler) e... um Mickey Jackson!

Oi?


É. Isso mesmo: um pingente de celular Mickey Jackson!



(A Ju tinha me mostrado esse Mickey Jackson há exatamente um ano, no aniversário dela do ano passado. Todo mundo ficou horrorizado. Eu fiquei fascinada. Tão absoluamente fascinada, que ela resolveu me dar o M.J. de presente esse ano. E o melhor: a cabeça, os bracinhos e as perninhas são articulados!)

Estou em êxtase. Há anos que não saía de uma festa de aniversário com "lembrancinha". E essa, sem dúvida, a lembrancinha mais legal do mundo.

jeudi 21 juillet 2011

Mon nain de jardin

Ontem foi dia do amigo, né, ou algum troço assim. Suficiente pra minha caixa de e-mails ter sido flodada com mensagens irrelevantes com gifs animados e afins. Não mandei mensagem de feliz dia do amigo para ninguém. É, não tenho amigos - faz a piadinha, vai, tio-pavê!

Ctrl+F (não, não é o comando "find"; use a imaginação) para essas datas. Porque mensagem TRU de amizade, bem S2 mesmo, foram essas que eu recbi de TOk ontem, no dia do amigo. Ele lá longe, aproveitando as férias em um lugar muito mais quente que esses malditos quase-30 graus de SP, e pensando em compartilhar esses momentos mágicos comigo.

Surge a primeira mensagem, do nada, enquanto eu estava fazendo comprinhas com uma amiga:


Aí, eu respondi rapidinho, só com um "w00t!" Na sequência, vieram mais duas, contextalizando:





É. Sem gifs animados, mas amor pra vida inteira.

lundi 18 juillet 2011

La bouffe, pt. 27

Simbora pro Rio de Janeiro, minha gente.

O "esquenta" (=véspera) do casamento do meu primo rolou no Paxeco Bar, ali perto do Jardim Botânico. Bar lindo de morrer, com o teto inteiro aberto e uma vista sensacional do Corcovado, do Jardim Botânico (palmeiras iluminadas...) e da lua. O único problema é que estava 12 graus e, sem teto nem paredes, a siuação no bar ficou meio insustentável. Os drinks estavam bons, e a comida também (recomendo o risotto). Mas, quando saímos de lá (antes da meia-noite), cantei o prognóstico do dia seguinte: pneumonia.

Tá, a penumonia não rolou, porque estava vivinha quando fui almoçar no Restaurante Estação Largo do Machado, no Catete, no dia seguinte. Lá, não arrisco muito: o filé Oswaldo Aranha é sempre perfeito (e gigantesco), e vem acompanhado de uma batatinha que, olha, só o demônio... (acho que comi uns 3kg. de batatinhas...). Mas tenho a impressão de que o resto das coisas lá é bem mais ou menos. O couvertzinho, coitado, é tããão fraquinho. Umas torradinhas tristes, manteiguinha, um patê de presunto (hello, 1970!) cor de rosa, ovos de codorna e umas fatias de queijo mussarela e presunto. WTF?

Domingo tinham me prometido um lance com peixes, de um restaurante lá de Barra de Guaratiba. Na última hora não rolou, e acabamos indo ao Norte Grill da Barra. Só vou dizer que comi só um arroz à piemontese e uns sushis. De resto, entrando no site (meldels!) vocês vão poder tirar suas próprias conclusões. Mas eu fui porque na hora não rolou uma escolha, mesmo. (E eu lá, morrendo de saudades de ir comer no Porcão...)

À noite ainda fui ver a banda do Fred tocar no Saloon 79, no Humaitá. Stellas (a cerveja, não as mina) e batatinhas fritas cobertas de queijo e bacon. Desnecessário comentar (bacon!).



Segunda-feira, de volta ao Estação, dessa vez para comer um prato mais light, do menu executivo. Mas é aquilo que eu falo: fora o Oswaldo Aranha... O prato que eu pedi vinha descrito como: pescada empanada com arroz, purê e molho. Pedi pra trocar o purê por fritas (porque purê de restaurante não trabalhamos). Aí chega meu prato: arroz, fritas, peixe empanado... coberto com um molho de tomate com camarões e outras criaturas marítimas. Será que não dava pra fazer um puxadinho na descrição ro prato e incluir "de camarão"? Ou será mesmo que eles acham essa informação irrelevante?
Resultado da brincadeira: joguei o tal molho inteiro no prato do meu primo, e comi o peixe com um ranço de gosto de animaizinhos do mar.

E ese foi o fim da aventura gastronômica capítulo Rio de Janeiro.

De volta a São Paulo, teve O'Malley's quarta-feira, para compensar a segunda-feira cabulada. Guinness de sempre, mais uma porção do roadkill chili. Só que estava rolando jogo do Brasil (ê, Copa América), e estava tudo lotado. Comemos em pé no bar. E lá ficamos, até o pessoal resolver desligar o ar-condicionado. Nesse momento, Goomer e eu resolvemos que era hora de pagar a conta e ir pra casa.

Sexta-feira, o lance foi chutar o balde. Chopperia Liberdade. Com direito a sakê (o primeiro, em temperatura ambiente, TENSO, os demais, mais geladinhos), cervejas, coxinhas e... karaokê. Porque, né.

Na verdade, colocamos nosso nome na fila do karaokê cedo (tipo 21h), mas demorou tanto, mas taaanto a nos chamarem (tipo 4h. da manhã!), que, a essas horas, metade dos combatentes já estavam bêbados demais para se mexer. Sobrou pra mim (e pra vocalista da banda do TOk): Madonna ("Like a Prayer") e Bonnie Tyler, claro! ("Total Eclipse of the Heart")

Coisa que mais recomendo por lá: reparar nas plaquinhas indicando os TOALHETES (sic). Um luxo!

Sábado, Kebabel, que eu vou confundir para todo o sempre com o Kebab Salonu, que fica ali do ladinho. Surpresa: eles tem uma linguiça de javali que é um ótimo petisco (sem aquela gordurada nojenta das calabresas de boteco). Mais surpresas nas cervejas: apesar de eles terem uma stout, fui forte e variei. Comecei com uma porter. A segunda da noite foi uma Honey Dew, que eu nunca tinha tomado, mas achei uma delícia. Levinha, meio doce, mas de um jeito bom (não aquele doce-xampú, tipo a Hoegaarden). Encerrei com um kebab de linguiça de javali. A única coisa que decepcionou foi a coalhada vir só à parte, num potinho. Como sou meio viciada em coalhada, por mim poderia vir um tantão já dentro do kebab, e mais um tantão no pote separado. Mas ainda voltarei mais vezes (e em dias em que não esteja 45 graus na rua) para explorar melhor as cervejas...

Domingo feliz com... almoço Caverna Bugre. O meu restaurante alemão default. Só vou dar a lista: croquetes de paté de filet mgnon com sal de aipo, filé alpino, eisbein e, para fechar, kirschstrudel (que, dessa vez, tive que passar, porque me entupi de filé alpino). Tá, vou acrescentar uma pequena descrição do filé alpino: filet mignon gratinado com copa, Catupiry e molho inglês. Sério, é um troço de outro mundo. E os croquetes aqui são simplesmente os melhores croquetes do mundo, hands down (e olha que eu me entupi de croquete em Amsterdã, Ljubljana, tal).

Esse é o tipo de lugar aonde eu vou há uns dez anos, e peço sempre os mesmo pratos. Por outro lado, também tenho certeza de que tudo o que eu pedir vai ser excelente.

O Rio que me desculpe, mas não existe gastronomia feliz entre os trópicos de Câncer e Capricórnio.

dimanche 10 juillet 2011

Pour un oui, pour un non

E aí chegou o dia de eu estrear o tal vestido que gerou aquela saga de busca, tal. A produção, aí abaixo, foi o resultado da super ajuda das meninas do site modamanifesto, que me deram dicas de cores, e da Cassy, que, além de ter me dado dicas de maquiagem e cabelo (e encaminhado vídeos incríveis!), ainda me deu aquele pozinho da Osis, que dá textura ao cabelo, tal. Tudo certo.

Quem, eu?

Mas vale lembrar que no Rio sempre tem aquele stress. Stress primeiro porque éramos 6 pessoas acampadas na casa da minha tia. Haja banheiro e espaço pra essa gente toda se arrumar. E geralmente está aquele calor infernal lá, o que faz com que o cabelo que você acabou de secar fique parecendo uma pelúcia poodle, e você já está suando ao sair do banho, antes mesmo de passar desodorante, vestir a roupa etc.

Vou falar que dei sorte, por um lado, porque fez frio no RJ nesse fim de semana que passou. Por outro lado, meu vestido era tomara-que-caia e, mesmo que estivesse aquele frio relativo (frio no RJ não é frio de verdade), chegou a fazer 9 graus na sexta-feira. Levei uns apetrechos extra de SP, para proteger um pouco o ombro e as costas.

Mas a questão principal é que eu nunca tinha participado (ativamente) de nenhum casamento. E nesse, eu ia ser madrinha! Sorte (mais ou menos) é que tinha uma wedding planner ultra-Nazi coordenando as entradas e saídas dos padrinhos, as sessões de fotos etc. E o medo de dar bafão?

Da ultima vez que participei de um casamento, chamei mais atenção que a noiva. Estava eu lá, do alto dos meus dois anos de idade, sendo daminha de honra no casamento do meu tio. Aí, boa borderline autista que eu era, comecei a andar mais rápido que o "daminho", que foi ficando para trás. Ao perceber que ele estava perdendo o trem, resolvi voltar, né. Mas, para ninguém perceber, fui voltando de ré - passinho por passinho. Aí, vejam: uma criança bonitinha, gordinha, loirinha de cabelos cacheados e olhos verdes, com um vestido branco parecendo um bombonzinho andando para trás, disfarçadamente, no meio da igreja. Não se falou mais de outra coisa.

Mas 26 anos se passaram, e eu já não sou mais loirinha, não tenho cabelos cacheados, nem olhos verdes, nem roupa de bombom (o "gordinha" vou deixar em suspenso...), e não ia pegar bem causar agora.

Deu tudo certo. Para melhorar, ainda tinha umas cadeiras no altar, para as madrinhas poderem sentar e não ficarem com os pés esmigalhados logo de cara. Só paguei mico mesmo ao ter que rezar (não trabalhamos - não estava sabendo "a letra") e fazer o sinal da cruz (tive que olhar para o lado e colar, porque nunca sei se o que fica no ombro esquerdo é o "espírito" ou o "santo"). Mas vou confessar que apesar do suposto frio que estava fazendo, estava suando igual a um leitãozinho lá na igreja, mas nada tão grave.

De resto, deixei os bafões grandes mesmo para o resto da família. Alguns que não foram à cerimônia religiosa e só chegaram no final da festa, o hipopótamo que não foi de terno (provavelmente porque não fazem ternos para hipopótamos), umas lá que iam aproveitar pra esticar em alguma noitada do lado errado da Av. Paulista (ou da Rua Alice, para contextualização mais adequada), um maluco que invadiu o altar, outro que tentou levar embora o sistema de iluminação da festa, e por aí vai.

E depois me perguntam por que eu não quero casar! Deus me livre! Juntar esse zoológico todo em um lugar e ainda pagar os alimentadores?! Nem ferrando.

jeudi 7 juillet 2011

La bouffe, pt. 26

De volta a São Paulo, acabou a mamata de comer em restaurante todo dia. Mas vez ou outra...

Na quinta-feira, a socialização de sempre pós-PUC rolou lá naquele boteco do outro lado da rua. Um daqueles cujo nome ninguém sabe - e não recisa saber, porque não faz a menor diferença pra vida da pessoa.

Na sexta-feira, a coisa começou melhor. Almoço no Café Florinda, porque eu não sou original e vou sempre aos mesmos lugares. Como lá o esquema é meio "prato do dia", comi exatamente a mesma coisa que da última vez, porque também era sexta-feira.

De lá, depois de uma voltinha na Vila Madalena, fui encontrar uma amiga ao Opakee Belgian Waffles. Maior decepção da vida. O waffle de qeijo de cabra mal tinha queijo de cabra. O de doce de leite não tinha doce de leite. O chocolate quente estava bem ruinzinho. O lugar também não é muito simpático. Enfim, nada funcionou. De lá, fomos à padaria Villa Grano, ali do lado, onde matei a saudade do sanduíche mais gorduroso do mundo: pão com queijo provolone na chapa. Os preços, pela hora da morte. Mas o rango estava bom (se bem que é difícil estragar pão na chapa, mas vai saber...).

Sábado de preguiça. Só saí à noite porque meu primo ligou aqui em casa e aí rolou uma reuniãozinha familiar lá no Armazén (sic) Paulista, em Moema. As comidinhas de lá são boas, mas estão encolhendo com o passar dos anos. O escondidinho de carne seca, que era uma refeição para duas pessoas, agora é uma porçãozinha hospitalar. A porção de filé aperitivo... essa eu dificilmente chamaria de "porção", mas... Aí, também resolvi tomar uma margarita. Prguntei que tequila eles tinham. O garçom me disse que tinha José Cuervo prata e ouro. Fiz cara de desgosto e ele retrucou na hora: "O Cuervo ouro é e melhor tequila que tem!" É, é a melhor que tem nesse bar, moço. Porque não esquece que a melhor tequila que tem (tipo, no mundo - aka México!) está longe de ser Cuervo de qualquer tipo!

Almoço do dia seguinte foi no Ráscal. Ráscal é legal quando é no meu esquema: vou uma vez por ano (e tem que ser no da Joaquim Eugênio de Lima!), me preparo psicologicamente para a espera de uma hora, e como meu peso em queijo de cabra. Porque convenhamos que aquele polpetone deles é ruim pacas. E te umas massas meio mais ou menos. Vou lá só para o buffet de saladas e frios, onde me entupo de risotto, pizzetta, queijo de cabra (já foi falado!), palmito e uma folha ou outra. Dessa vez, até dei sorte, porque uma das massas do dia era um ravióli de queijo brie com damasco. Até que estava gostoso. Pena que tinha damasco (e açúcar) demais e brie de menos. A sobremesa já foi melhor (e maior). O arroz doce brûlé que eu pedi (meio em clima de festa junina) estava ok, mas já foi infinitamente melhor. Mesmo asim, o rango foi bom. O risotto da vez era de funghi com shitake (don't ask...), então já viram o estrago...

Segunda-feira sempre tem O'Malley's, né. Dessa vez com a Manoela e respectivo marido (e uma casal de amigos deles), TOk e Goommer. Dessa vez, até me animei e comi o My Thai, que é um curry bem gostoso. Como as porções de lá são meio zoadas, fiz bem em optar pelo pratão mesmo. Mas o clima lá estava bem estranho. Um pessoal cheio de roupa xadrez de um lado, uma galera de boné do outro. Talvez tenhamos que nos relocar de volta para o All Black. A ver.

Quarta-feira foi dia de confraternizar com as amigas (o que significa vários rangos). Primeiro, America. Olha, já vou logo confessando que nunca tive uma boa experiência gastronômica no America (também, né...), mas esperava do fundo do meu coraçãozinho que dessa vez fosse diferente. Não foi. Estava rolando um festival de massas lá, e eu resolvi pedir o fettucini com molho de queijo brie (já sacaram a fixação por brie) e presunto parma. Esse troço custava quase R$35, e me vem sem qeijo brie nenhum (o molho era só um molho branco bem sem vergonha), e uma tirinhas pobre de um pesunto que poderia ter sido mais curado. TRINTA E CINCO REAIS. A sobremesa, mais uma facada. Tipo, uns R$13 por um frozen yogurt com calda de frutas vermelhas e Nutella (é, porque ainda tem aquela alma obesa que vive dentro de mim). Ticontá que eu acho o frozen de lá bem ruim, mas com aquele tanto de geleia de frutas vermelhas em um mega dollop de Nutella, quem se importa? Na verdade, só meu bolso, né... mas...

Saindo de lá, pasadinha rápida no Santo Grão, onde eu sequer comi dessa vez. Fui comer mesmo (e tomar um chá) no 7 Molinos. O serviço é o mais lento do mundo. Assim, ó: trouxeram a água quente na xícara, tal. Mas a caixa de chás só veio uns 10 minutos depois - e só depois de eu chamar uma outra garçonete e lembrar a ela de que eu não estava a fim de tomar água quente pura. Né. Porque eu super curto meu chá frio (lembrando que fazia 14 graus em SP nesse dia). A soremesinha que eu comi (uma espécie de tartelette de framboesas) estava gostosinha, mas merecia mais framboesas. Os pães, todos carésimos, estavam com uma cara ótima, mas deu preguiça de comprar e levar pra casa epois que eu vi o quanto o atendimento era enrolado... Deixa, né?

E é meio que isso, porque depois, no Rio, tem mais.

mercredi 6 juillet 2011

Jojo le démago

Gordo só faz gordice - li.te.ral.men.te.

Outro dia estava comentando com uns amigos que estava com uma vontade de ir a algum lugar e comer um hambúrguer bom, Bom mesmo. Nada de cheeseburguer (não trabalho), nem dessas porcarias caras e pseudo-phynas do GPB.

Queria ir, assim, ao Joakin's, comer aquele molho tártaro bom (é, é assim que se faz: pão, carne, molho tártaro, pão - simples como deve ser), ou o hambúrguer com creme de cebola do Marques (ficou com nojinho? Tô falando de hambúrguer - queria o quê? Queijo gruyère e fois gras? Vai lá morar no Inverno, que nem eu, então!). Ou então... ah, nA Chapa tem aquele sanduíche bom, que não é hambúrguer, mas é com--

Goommer me interrompe: "É, eles têm um sanduíche muito bom de salada..."

SALADA? Como assim, sanduíche de salada???

Eu e TOk completamos: "Porra, mano. Não! A gente tava falando daquele sanduíche de filet mignon."

Porque já ficou acordado que eu não sou aquela mina que vai jantar com o date dela no Spot e pede uma água e uma salada. Sábio Larry David (via Seinfeld) já dizia que salada (ou sopa, na verdade) não é refeição.

E depois eu não entendo porque eu não tenho 1,90m e 35kg... Quer dizer, a altura não tem jeito, mas o peso...

Por outro lado... sanduíche de salada??? Tu tá falando sério??? (*repete em mantra + facepalm*)