jeudi 30 juin 2011

La bouffe, pt. 25

O último dia em Buenos Aires, passamos no aeroporto. Minha prima e eu lá, esperando a situação dos voos normalizar. E o rango rolou no McDonald's mesmo. Não o meu, porque eu não comi (fiquei na fila - outra história que será contada em outra ocasião...), mas minha prima pediu um McNúmero de algum McSanduíche-íche e eu comi algumas batatinhas.

Chegando ao Chile, depois de muita espera e muita fome, um alívio: a possibilidade de comer coisas deliciosas e de origem não-bovina. Fomos jantar no Patio Bellavista, no Fukai Sushi, um restaurante de comida Asian fusion.  Redenção em forma de pisco sour, só pra começar a noite. Daí, fomos para um temaki de atum (pena que veio com ovas, porque não trabalhamos...), e um curry de porco. Não sei se era a fome, mas achei tudo uma delícia.

Dia seguinte, sem café da manhã (porque saímos na correria), fomos ao Valle Nevado, onde tivemos que almoçar. Mandei logo um sanduichão (apesar do preço ridiculamente alto), porque estava prestes a desmaiar de fome. Toda uma coisa trágica, na neve. Seria lindo, mas eu escolhi por manter minha saúde e sair na foto parecendo o Yeti, porque pudor é para fracos.


O jantar foi meio conturbado... tentamos ir ao Como Agua Para Chocolate, que é famosinho e tooodo mundo tinha recomendado. Mas tinha horas de espera e desistimos. Aí fomos para o Backstage, onde teoricamente tinha música ao vivo (a saber, nada de salsa - seria uma banda de rock). Teoricamente, porque naquele dia não estava rolando. Aí, nos trouxeram o cardápio: um catatau de 77 páginas!! Viramos e reviramos e escolhemos as entradas. As que gostamos estavam em falta. Pedimos duas porções de bruschettas (bruschette?) para acompanhar os pisco sour. Provavelmente a pior bruschetta que eu já comi na vida. Abandonamos a ideia de comer ali e fomos embora, em direção a um restô italiano, a que eu relutei a ir (para não cometer o mesmo erro de BsAs).

Só para desencargo de consciência, entramos de novo no Como Agua Para Chocolate para avaliar a situação da espera (já que já havia passado umas boas duas horas). Só teria uma mesa na nossa frente. Resolvemos esperar. Mesmo só com uma mesa na frente, a espera foi meio longa. Mas ok. Jantamos às 23h30. E viva! Eu comi um congrio com molho de amêndoas servido sobre uma cama de espinafre gratinado. Estava bem gostosinho, mas não maravilhoso. Os outros pratos da mesa estavam um pouco menos apetitosos, mas a galera resolveu pedir carne no Chile. Aí, já viu, né?

Se alguém quiser me pagar um curso de fotografia, estou super aceitando!

E o engraçado do Chile é que o povo adora empurrar salmão na gente. E brasileiro acha uma maravilha. Se acha phyno porque está comendo salmão. Aí, quando eu chegava nos restaurantes e falava que não queria salmão, porque achava comida de pobre (a não ser que fosse salmão do Alasca), o povo se ofendia. Desculpa, mas merluza cor-de-rosa pra cima de moi, não!

Mais um dia, mais rangos. Café da manhã foi num tipo duma padaria perto do flat onde ficamos. Uns troços bem ruins. O almoço foi no Mercado Central de Santiago, no La Joya del Pacífico. O atendimento lá é meio infernal: todo mundo tentando te puxar pra dentro dos restaurantes... um troço meio tenso. Mas escolhemos um lugarzinho mais calmo, num canto, e fizemos uns rolos com o cara lá. Comemos bem e pagamos relativamente pouco. O bom foi que os pisco sour eram super baratinhos. Acabou que comi uma reineta com batatas fritas e salada. Tudo em porções gigantescas. Ainda experimentei um pouco do cevice e da casquinha de siri da minha prima.


Praticamente uma Orléans e Bragança...

À tarde, rolou a visita à Concha y Toro, que não teve comida, mas teve as duas taças de vinho incluídas no tour: um carmenère Gran Reserva Riberas, e um cabernet sauvignon Marques de Casa Concha.

O jantar de verdade rolou no Giratorio, um restaurante giratório (dãh!), panorâmico, no 18o. andar de um prédio, onde encontramos uns amigos (amigos que fizemos meio que por acaso - outra história para outra ocasião...). Achei minha comida beeeem fraquinha. O pessoal também não gostou muito, acho. Até a sobremesa, uma tal panqueca de doce de leite que tinha sido super recomendada, deixou muito a desejar. E também não valeu a vista, porque à noite não se vê quase nada em Santiago.

Desejando mais sorte para o dia seguinte, a coisa não foi tão bem. Almoçamos em Viña del Mar, num desses restaurantes turísticos podres, Castillo del Mar. Comida bem ruim, serviço médio. Meu peixe era um troço empanado, sem sal, sem tempero, acompanhado de fritas. Vale a vista? Meh, sei lá.

A vista estava bem mais interessante que o rango...

No jantar, em compensação, nos animamos e fomos ao Aqui Esta Coco, que é uma instituição no Chile. O restaurante é lindo. Tem um design bem peculiar, com tema de barco, mas sem ser cafona (sim, é possível). Quando chegamos lá e vimos que só tinha carrões na porta, achamos que os preços seriam impraticáveis. Que nada! Era uma comida cara, mas um caro acessível (ainda mais considerando o câmbio dos pesos chilenos para o real...). Tomamos uma garrafa de pinot grigio (não me lembro qual; simplesmente segui a recomendação do sommelier) e comemos uma comida espetacular. O meu prato era um filé de corvina servido sobre uma salada de quinoa com abacate, tomate, coentro e queijo de cabra. Um prato praticamente feito sob medida para mim.

rango bom

detalhe das luminárias, que achei lindas!

A sobremesa foi uma torta de lúcuma - espetacular! O serviço, além de super atencioso, ainda nos contemplou com uma garrafa de água mineral cortesia, porque tínhamos pedido uma garrafa de vinho. É assim que se faz.

Quando achei que tinha fechado a viagem com chave de ouro... lembrei que ainda tinha mais meio dia na cidade, que começou com um chocolate quente e um pão com manteiga horrorosos na Confitería Torres, que é um lugar supostamente bonito e turístico (o café mais antigo de Santiago). Não achei nada tudo isso.

Mas o almoço... hum, o almoço! Fui ao Lucía Bistrô, na calle Lastarria. Essa rua é cheia de restaurantes e eu escolhi o Lucía meio aleatoriamente, porque, sei lá, na hora me lembrei do filme Lucía y el Sexo, que é um filme bonito, tal. A escolha deu super certo. O menu executivo, que saiu por menos de R$ 30 incluía uma taça de vinho (mas eles estavam sem sauvignon blanc e eu tomei um chardonnay beeeem mais ou menos), uma entrada (escolhi o carpaccio de atum, com um molho que lembrava uma versão light de um cevice), um prato principal (filé de corvina com risoto de quinoa com caranguejo e queijo de cabra - outro prato que parecia feito sob medida para mim!) e uma sobremesa (torta de laranja).

E isso foi o suficiente para sair de Santiago amando muito o Chile, sem remorso algum de ter confirmado minha antipatia por Buenos Aires, e com vontade de passar uns seis meses nessa costa do Pacífico, aproveitando a culinária local. E é claro que voltei para SP com um estoque básico de temperinhos e aqueles milhos tipo salgadinho (que vende no Mercadão de SP por um trilhão de reais).

Surpreeendentemente, acho que não engordei na viagem. Pelo menos minhas roupas ainda não reclamaram. Mais um "pró", então: a comida andina ainda me deixa esbelta. Amor eterno. Ésse-dois quatro éva.

dimanche 26 juin 2011

La bouffe, pt. 24

Rangos da Argentina. Eu sabia que a coisa ia ser trágica... Não, não naquele sentido de eu-vou-comer-até -morrer. Mas no sentido de passar fome, porque eu não trabalho com bifão.

Chegando em Buenos Aires, fui almoçar com minha prima e dois amigos dela em um lugar onde eles disseram que tinha uma massa ótima. Só que minha prima (e os amigos dela) são do Rio de Janeiro. Já dá para ir predizendo o que rolou. Fomos ao La Parolaccia em Puerto Madero. O restaurante é bonito, tem muitas opções de pratos. Os molhos são bem bons (pedi um molho funghi, bem competente). Mas as massas... OLha, não é querer ser cri-cri à toa não: a massa que eu pedi constava no menu como "feita a mão" e "especialidade da casa", ou seja, não pedi nada muito complicado - simplesmente me apoiei no rogulho dos caras. É, só que eu morei 22 anos da minha vida em São Paulo, quase 4 anos na Little Italy do Bronx (em NY)... então meu critério de avaliação para uma "boa massa" está bem acima da média carioca. A comida não estava ruim, mas estava "meh".

A sobremesa foi no Freddo. Sim Freddo já tem am São Paulo, é coisa de brasileiro paga pau de argentino blá, blá, blá, mas eu não tomava sorvete fazia uns quatro meses, então achei uma delícia, mesmo o sorvete de doce de leite sendo tão, mas tão doce que quase beira o salgado, e o de abacaxi, laranja e morango ser um sorbet ruim pacas. O que vale a pena mesmo é o sorvete de mascarpone. Uma diliça! E, picuinhas à parte, eu não vou me debandar da casa dos meus pais para o Panamby ou alguma variação-do-mesmo-tema onde o Freddo se instalu em São Paulo para tomar sorvete no inverno. Então, guardo esses programas à la 19-de-abril para BsAs.

O jantar foi no El Establo, pertinho do hotel e super bem recomendado. Chegando lá, minha pele já adquiriu aquele cheirinho delicioso de churrasco. Fumaça defumada pairando... No jantar, au não teria escapatória: ia ser carne mesmo. Com batatas. O problema é que eu só gosto de carne bem passada. E, na Argentina, eles não trabalham muito com o conceito "bem-passado". Eles tacam o bife no fogo alto e ele sai esturricado por fora e praticamente cru por dentro: tudo que eu NÃO queria. Mas até que aqui eles acertaram. Abriram meu bifão ao meio e trouxeram um troço até que bem cozido. A batata cozida com creme de leite estava uma bela merda. Sem sal, sem tempero, boiando em creme de leite, com uma leve casquinha gratinada. O serviço era bem fraquinho, mas não dos piores (para o padrão portenho). Meh.

Dia seguinte, o almoço foi no Bahía Madero, também em Puerto Madero. O menu de almoço executivo me apeteceu: uma taça de sauvigno blanc, uma empanada de entrada e, como prato principal... (adivinhem!) bife com batatas! Dessa vez, fritas.

Ó só que bonito: bife esturricado e DUAS onion rings em cima das batatas!

A comida até que estava boa, mas o bife era gi-gan-tes-co! Se eu comi metade foi muito. De sobremesa, tinha opções: sorvete, profiteroles ou salada de frutas. A essa altura, meu organismo já estava se sentindo tão intoxicado com produtos animais e carboidratos simples que eu fui obrigada a escolher a salada de frutas, against all odds. Comi metade e me lembrei de que odeio salada de frutas.

O jantar foi no Asador La Estancia, um desses lugares no meio da muvuca portenha, cheio de turistas. Entrando lá: o mesmo esquema do restaurante da noite anterior. Já fui logo adquirindo um aroma de boi morto na pele. Tudo o que eu quero para acompanhar meu jantar. De entrada, trouxeram umas empanadas, que estavam bem gostosinhas. Deveria ter parado por aí. Porque como prato principal, pedimos uma espécie de parrillada (ou algma variação do mesmo tema). Um troço de dar medo. Vei uma linguiça, feita com 89% de gordura e 11% de algum material animal inominável um pedaço de carcaça de algum ovino (cordeiro?), uns tecos de algo que lembrava vagamente a pele de um leitão, um pedação de carcaça de frango, e umas carnes enroladinhas, que depois descobrimos que era o tal matambre.

Gostou? Come aê, então!

Não tive coragem de comer nada daquilo. Até tentei, mas estava complicado... ainda bem que inha comido as empanadas antes. Para a sobremesa, parei em uma lojinha e comprei um alfajor não-Havana (sem chocolate, porque não trabalhamos...). Aí eu lembrei porque sempre ahei alfajor um troço completamente hiperestimado.

Quarta-feira de manhã, tomei café da manhã no hotel. O almoço foi num café genérico, em algum lugar perto do centro onde eu só parei pra comer umas empanadas e tomar uma água. O jantar foi no Pleno Buffet, no Casino de Puerto Madero. Essa comida já trabalhamos. Buffet de saladas, entradas e uns sushis. Depois, nos ratos quentes, tinha uns bois mortos, mas também tinha peixes, massas, tal. As sobremesas (inclusas) também eram bem variadas: sorvete Freddo, panqueca de doce de leite com rum, mousses e algumas outras coisinhas. A qualidade é bem ok. Não é espetacular, mas é bem boa. Mas a relação custo-benefício é ótima. E, para mim, valeu mais a pena por fugir da coisa carne-com-batatas.

O almoço de quinta-feira foi meio inexistente. Tomei um mega café da manhã no hotel, então nem me preocupei em parar para almoçar. Peguei um empanada (bem ruim, por sinal) em uma lanchonete por aí e deu. O jantar, depois de muitos debates e tentativas frustradas (já era Corpus Christi e BsAs já estava inundada de brasileiros), acabou sendo no El Portrillo, que em a provável piorrelaçã custo-benefício do mundo. A comida foi cara. O serviço foi o pior de todos os tempos. A nossa garçonete era mal-humorada, só trouxe o gelo para as bebidas depois de pedirmos umas oito vezes, não trouxe manteiga para  pão, e ainda nos cobrou a mais por alterações nos pratos pelas quais ela tinha dito que não cobraria a mais. Nem discuti. Fomos direto falar com a gerente, que acertou as confusões da conta. Mas a má impressão ficou. Too late, babe.


Sexta-eira, teórico último dia em BsAs, fui almoçar no Café Tortoni (só pelo hye, porque eu já conhecia...). Lá, surpreeendentemente, o atendimento foisuper atencioso. A pizzetta de queijo comcebola que eu comi estava bem boa. O flan estava meio fraquinho, mas ok. Tirei umas fotos e me dei por satisfeita.


O jantar, que seria noso último jantar em BsAs ia ter que ser muito bom para redimir a culinária pobre da cidade. A santa da Manoela me deu uma recomendação de restaurante que valeu minha viagem: fomos ao Rëd Resto & Lounge, que fica dentro do Hotel Madero. Tudo estava sensacional, desde o pãozinho e o vinho (sauvignon blac para mim, baby Chandon para minha prima), até o amuse-bouche (um mousse de salmão), passando pelo prato principal (o meu, um risotto de queijo de cabra, rúcula, com amêndoas, o da minha prima, um frango com crosta de bacon e parmesao, recheado com tomates secos) e a sobremesa... Ah, a sobremesa!

A pré-sobremesa era um sherbet de café, para limpar o paladar. A sobremesa que eu pedi, e uma das mais fantásticas da história do mundo, era uma degustação de crèmes brûlées: um de baunilha, um de laranja, um de café, um de chocolate e um de... doce de leite. Esse, de longe, o melhor de todos!


E o serviço foi impecável. A caixinha de trufas (deliciosas) que nos deram para levar para casa só fechoua noite com chave de ouro. Todo o tempo que eu passei em Bs As tinha, enfim, sido justificado: encontrei, aqui, um dos meus restaurantes favoritos no mundo.

samedi 25 juin 2011

Si c'était hier

Não tem jeito, não gosto mesmo de Buenos Aires. Tentei uma vez, tentei a segunda. Agora, o lance era me conformar e me animar por estar indo para Santiago. Minha prima e eu saímos cedinho do hotel, com check-in feito na LAN, tal.

Chegando no Ezeiza, que é o aeroporto mais afastado da cidade da história do mundo, era só despachar as malas e aproveitar o Duty Free de Buenos Aires, que, aliás, é excelente! É. Só que...

Só que quando chegamos ao aeroporto, estava a maior confusão. Maior aglomeração perto do check-in da LAN, que ainda nem tinha aberto. A previsão era de que abrisse só às 9h00. Meu voo estava marcado para às 10h15. A essas alturas, já vi que não ia rolar...

Isso tudo ainda por conta daquela confusão do vulcão no Chile, que fez o tráfego aéreo de Buenos Aires entrar em choque anafilático.

Até as 10h00, não havia previsão de a que horas meu voo sairia. Eu, super contente, fui até um café e gastei um trilhão de reais para comer meio sanduíche-íche (minha prima ficou com a outra metade) e tomar um chazinho beeem meia-boca.

E aí ficamos lá, esperando informações, no meio da muvuca do pessoal que não tinha embarcado na noite anterior, e do pessoal que estava para embarcar hoje. E eu, com minha alergia a gente, estava super curtindo aquele calor humano, aquela brasileirada aglomerada dando chilique em portunhol. Acho super chique, sabe? Porque chilique em português é muito coisa de novela das sete. Mas chilique em portunhol é outra coisa: "Porque quiero ir embora daqui! Estoy esperando en este aeropuerto há muchas hueras e estoy cansada de ficar aquí, en pié, en la fila! Ustedes tienem que me dicer alguna cosa. Tenen que ter previsión de horário de saída del vuelo!" E por aí vai.

E eu lá, na paciência, tentando me manter longe de qualquer tipo de contato físico, esperando. Aí até fizemos (minha prima fez, porque eu sou meio antipática, mesmo, e ela é carioca, tal) uns amiguinhos brasileiros na fila. Já virou farofa.

estilo jogo do Curíntia, saca?

Bom, veio, enfim a previsão: nosso voo sairia às 14h30. Fomos pra fila do check-in. E nada... E eu morrendo de fome e sede. Minha prima até foi ao Mc e comprou um McNúmero, mas, maior migué, nem trouxe nada pra mim. Comi umas fritas e pensei nos quilos que ia perder se meu voo atrasasse oito dias e eu ficasse esse tempo todo sem comer.

E o tempo passando...

Quando foi 14h30 (a hora em que deveríamos estar embarcando), nos deixaram fazer o check-in. E nisso ainda a maior confusão nas filas, só stress. E enquanto o pessoal de bordo da LAN é super profissional e competente, o pessoal de terra é possivelmente o mais confuso do mundo. Tá, não chega naquele nível AirFrance, mas tá quase.

Quando fizemos o check-in, um cara da LAN ainda vira para a gente e anuncia: "Legal. Agora vocês tem 30 minutos para estar dentro do avião."

Só que ainda nos faltava passar pela segurança (raio-x) e pela imigração. E, logicamente, estava rolando toooda aquela fila. A ente lá, na fila da imigração, e o telão com nosso voo com um anúncio de "last call". Nessa hora, como phodeu mesmo, a gente guarda o desespero no bolso e faz o que dá.

Passei na frente da minha prima, para poder chegar logo no portão de embarque e tentar segurar o avião (as if...), já que ela estava com 430 malas de mão. Passei correndo (literalmente) pelo Duty Free, atropelando uns 28 chicanitos com minha malinha de rodinha. E cheguei no portão de embarque que, obviamente, era o último daquele terminal. Avisei à moça que tinha mais gente vindo e entrei no ônibus que nos levaria até o avião. Uns 5 minutos depois chega minha prima, naquele esquema Indiana Jones, com a porta do ônibus praticamente fechando em cima dela. E bora pro avião.

Final da história: nosso voo acabou saindo às 16h30. Chegamos em Santiago só à noite e perdemos o passeio que tínhamos agendado na Concha y Toro. Bora replanejar a semana... Valeu, BsAs. Tô super te amando mais ainda agora. Bjonãomeliga.

lundi 20 juin 2011

La bouffe, pt. 23

A semana começou com um clássico: O'Malley's, óbvio. Com TOk, Goommer, e um casal de amigos deles.

Na terça, depois de pesquisar alguns restaurantes japoneses e descartar o Hideki porque, apesar de rcomendadíssimo, rodízio a R$87 não está combinando com meus sapatos, acabamos indo ao Sapporo lá de Moema. Tinha ido lá uma vez, justamente com TOk, Goommer e S. e gostado bastante. Com rodízio a uns R$55 (R$57? Não sei ao certo...), estava bem mais atrativo. Só fiquei com medo de a comida não estar mais tão boa e decepcionar. Muito pelo contrário: tudo estava excelente. Bem melhor que o Yo-kota da Faria Lima, um dos japoneses preferidos do Respectivo, aqui em São Paulo. O peixe estava super fresco, uns cortes ótimos (sashimi mais grossinho, tal). Pretendo voltar em breve!

Quarta-feira já era dia de o Respectivo ir embora. O jantar ficou, então, para o aeroporto. Viena, mais uma vez.

Quinta-feira, depois de jantar em casa, o esquema bar/balada foi no Café Uranus, durante o show da banda Cáspite, a banda do TOk. Consegui arrastar Nara, Pimp com uma amiga, e ainda encontrei Goommer e cia. por lá, para umas cervejas, tal. E aproveitei para combinar os detalhes do jantar de sexta-feira, que foi na Noite Especial da Festa de São Vito. A noite especial é uma noite em que a festa é fechada, só para convidados. Maior esquema VIP. Pff. Muita comida - e comida boa! Entrada de berinjela, ficazella, massa com molho putanesca, e vinho.


Nesse mesmo dia, só que mais cedo, mamãe e eu tentamos ir almoçar no L'Aperô. Só que, como alegria de pobre dura pouco, ao chegarmos lá, vimos que eles estavam fechados. É. Porque eles não abrem para almoço durante a semana. Demos a volta ali pela Vila Madalena mesmo e fomos ao Florinda, um dos meus favoritos por ali. Não quis arriscar de novo com o Lá da Venda, a que fui uma vez e de que não gostei. No Florinda, começamos com a bruschetta (a secreta, de brie com mel, que não está mais no cardápio), e fomos de "quentinha", i.e. combinado de salada (ou sopa, mas a sopa do dia era de abóbora, blergh!) e massa ao molho limone. Felicidade. A comida aqui já foi um pouquinho melhor (e em mais quantidade), mas continua boa o suficiente para me fazer sair de casa e ir almoçar lá. E é isso que conta.

Para fechar a semana o almoço de domingo foi no Benedetta, a que, segundo minha mãe, eu já tinha ido. Mas eu não lembrava - então, minha expectativa foi que a comida seria meio "meh". A comida não estava excepcionalmente boa, mas não estava ruim. O polpettone estava bem gostoso, mas a casquinha parecia meio qeimada em algumas partes. A massa que eu pedi de acompanhamento (ravióli de mussarela de búfala com majericão e molho Da Casa) estava bem gosto.

Esse é um restaurante que eu provavelmente vou esquecer novamente, mas não me importaria tanto em continuar indo e redescobrindo a cada vez.

lundi 13 juin 2011

La bouffe, pt. 22

Comidinhas na cidade começaram de leve, com uma passadinha no Genial para encontrar o Athos (e um amigo dele). Como já não estava no pique da comida na hora que chegamos lá, dispensei o bolinho de risoto (clássico de lá!). Porque ainda tenho um pouquinho de auto-controle.

E o resto das comidinhas foram em Paraty (RJ). Começamos a viagem parando em um restaurante/boteco meio que de beira de estrada em Ubatuba. Comidinha barata, mas bem decente. Mas o jantar...

Bom, para mim, Paraty não é Paraty sem uma refeição no Banana da Terra, um dos meus restaurantes favoritos no Brasil (sim, no Brasil TODO). Enquanto o Respectivo pediu um prato de arroz negro com camarões flambados na cachaça com julienne de abobrinha, eu fiquei com a tradicional moqueca vegetariana (de banana, palmito e pimenta de bico), um dos pratos mais gostosos da história do mundo. Mas paramos por aí, porque, fora eu não precisar de sobremesa depois de tanta comida, os preços do Banana da Terra estão impraticáveis. Os pratos mais baratos estavam em torno de R$65. Um jantar para dois, com bebidas e serviço, não sai por menos de R$180.



Nos outros dias, como aconteceu no caso da semana passada, com o Carlota, o tom gastronômico foi baixando... O almoço do nosso segundo dia em Paraty foi no barco. Peixe com arroz para mim, frango com creme de milho, arroz e batata palha para o Respectivo. Comidinha simples, mas honesta (e cara!).

O jantar foi no Santa Rita, onde, anos atrás, comi um peixe simples, mas bom. Dessa vez, só desastre. A salada (cara!) estava ok, mas o peixe (bem barato) estava horrível. Pedimos uma moqueca, mas recebemos, em uma bandeja (!?!) um peixe ensopado com molho de tomate e pimentão. Provavelmente o pior peixe que eu já comi em toda a minha vida - e olhe que eu já comi muita coisa ruim aí pelo mundo. Sinceramente, foi tão, mas tão bola fora, que não pretendo voltar ao Santa Rita nunca mais!

O almoço do terceiro dia, já tomando o caminho de volta para São Paulo, foi na estrada para Cunha. Fomos visitar o alambique Engenho d'Ouro e aproveitamos para almoçar no restaurante deles, seguindo a recomendação de um mocinho de uma cachaçaria lá de Paraty. Também seguindo a recomendação deles, pedimos a galinha caipira. Porque eu não como frango de granja, mas, como bem me ensinou vovó, galinha caipira é outra história. O Respectivo ficou intrigado com a galinha ao molho pardo. Me deu até embrulho no estômago só de pensar, mas, como o moço do restaurante disse que poderia trazer o molho à parte, fomos nesse mesmo (porque as galinhas eram todas para 2 pessoas e eles não faziam meia porção). Confesso que a cara do prato não me apeteceu nem um pouco. O gosto estava ok, mas nem provei o molho (blergh). O Respectivo comeu tud (exceto uma coxa, que eu comi) e adorou. Imagino que, para quem goste de frango e molho pardo, seja uma coisa bem dos deuses. Eu continuo passando.

Sábado, para voltar a uma alimentação normal e digna, fomos ao Bistro L'Entrecôte d'Olivier (que não é mais L'Entrecôte de Ma Tante), onde comemos, obviamente, o entrecôte com aquelas batatinhas... Mamãe e eu dividimos um demi de Bordeaux, e terminamos o almoço com um pouquinho de mousse de chocolate (um dos melhores de São Paulo). Só fui duas vezes ao restô do Olivier (e eu sinceramente não sou muito fã dos pães dele), mas esse esquema do Entrecôte é espetacular. A qualidade da comida e do serviço é excelente!

Fechando a semana com chave de ouro...

lundi 6 juin 2011

La bouffe, pt. 21

E a coisa ainda melhora:

No dia do meu aniversário, como não poderia deixar de ser, Carlota. De entrada, bolinhos de mandioca recheados de carne seca. Prato principal: linguado ao molho de queijo de cabra dourado, fettuccini de pupunha e cogumelos. Simplesmente espetacular. O fettucine de pupunha é, na verdade, o palmito cortado em sentido vertical, bem fininho, parecendo fettuccini mesmo. E o melhor: nada de glúten! O Respectivo pediu oroalo com purê de banana-da-terra e aspargos, que também estava excelente. Mamãe comeu uma carne (não provei porque estava mal passada demais), e papai pediu o cordeiro, que não provei por princípio (não trabalhamos com ovinos). O vinho foi um sauvignon blanc australiano (será que vou lembrar o nome? ...não). A sobremesa deixamos para comer em casa.

Essa semana também teve almoço no Lia Jockey, na sede do Jockey Clube, no centro.



É um sistema de buffet, que não é muito barato (acho que algo em torno de R$36 por pessoa), mas as opções de pratos são excelentes. São quinze opções de saladas, e pelo menos oito de pratos principais. A sobremesa, cobrada à parte, é que é cara (sai algo em torno de R$7 só para frutas, e R$9 ou R$10 para frutas, e tortas/bolos). E o almoço também vale a vista, bem bonita.



Teve também um jantarzinho no Viena do Shopping Bourbon, que tem as mesmas qualidades e defeitos de qualquer outro Viena.

O almoço de sábado foi no Dona Felicidade (de novo!), para mais um combinado de feijoada e picanha, sempre com a caipirinha de pisco.

O almoço de domingo foi no buffet do Tênis Clube Paulista, com as comidinhas de sempre e ainda algumas opções de comida japonesa (sushis, makis). Meio cheio e as opções de comida japonesa não eram tantas quanto eu esperava, mas pelo preço (menos de R$30), vale a pena. E as sobremesas (incluídas) são bem boas.

Mas depois de começar a semana no Carlota, a coisa só pode, infelizmente, degringolar. Fazer o quê?