lundi 30 mai 2011

La bouffe, pt. 20

Semaninha mais recheada de comidinhas. Ossos do ofício, já que passei parte da semana ciceroneando uma senhorinha italiana.

Teve um café (chá, a verdade) rápido no V Café, na livraria Cultura do Conjunto Nacional, com o Raphael e a namorada dele. O café tem o pior serviço do mundo, além de ser carésimo, mas valeu pela conversa.

Terça-feira teve almoço no Mercadão. Pastel de bacalhau, só que la em cima, sentada à mesa e tal (no Hocca Bar do mezanino). Acho quase tudo no Mercadão uma delícia, então sou suspeita pra falar... Por outro lado, saí com a impressão de que o pastel já foi maior (mais recheado). Na quarta-feira, teve um downgrade para o Viena do Shopping Paulista. Mas, de todos os restaurantes a quilo por aí, acho que o buffet do Viena ainda é o mais honesto. É caro, mas a comida é razoavelmente quente (pet peeve total) e as sobremesas são espetaculares. O cheesecake com cobertura de goiabada é um negócio espetacular. Tem muita gente que olha para mim com aquela cara mais cética do mundo - até experimentar.

Na quinta-feira, o downgrade do almoço levou a coisa para um nível incrivelmente subterrâneo: um buffet a quilo na praça da Sé. Keepin' it real. Comida ruim. Não pavorosa, mas bem ruim. Nem me lembro do nome do lugar. Mas esse não vai fazer falta.

Sexta-feira a coisa já melhorou bem: almoço no Sweet Pimenta do Shopping Market Place, onde eles tem um risoto de queijo com banana que éa melhor comida de shopping de todos os tempos. A sobremesa foi um macaron de doce de leite (bem fraquinho, pouco crocante) em uma doceria cujo nome também não faço questão de lembrar (só se for para evitar).

Sábado teve almoço em casa, mas lanche da tarde/jantar com o Paulo e uma amiga dele lá no Salve Jorge do centro, que agora se chama Cervejaria São Jorge. A comidinha lá é bem boa, mas os preços... todos pela hora da morte. Deveria ter ido ao Café Girondino...

Domingo, de volta ao Mercadão para abastecer a
casa (aproveitei para comprar temperos - pimenta do reino, curry etc. - e choclos temperados) e almoçar um bolinho (bolão!) de bacalhau com pastel de carne seca com cebola no Hocca Bar do piso térreo. Meu pai, que sempre ia ao Mercadão de manhã cedinho, e com quem eu costumava comer pastel de bacalhau às 7 da manhã seis anos atrás (quando ia ao Mercadão comprar framboesas) confirmou que o pastel já foi maior. Mas continua bom.
Então, vamo que vamo.

lundi 23 mai 2011

La bouffe, pt. 19

Mais uma semana de rangos. Mais uma ida ao shopping (quando, aliás, esqueci que era o rodízio do meu carro e por pouco não levo multa...), com um ranguinho rápido no Kalili. Comidinha competente, mas dispense a sobremesa (a do Almanara ainda dá de cem a zero).

Também teve a passadinha clássica no Astérix, com a Cassy, para uma Guinness acompanhada por aquela porção de fritas...

O almoco do dia seguinte foi no Restaurante do Museu da Casa Brasileira, depois que eu e mamãe fizemos as unhas alí do lado, no Espaço Hara. Serviço leeeeento, mas a comida estava ótima, e o ambiente é imbatível.

Pra fechar a semana, no domingo, depois de ter corrido o circuito Athenas (5K) de manhã, achei que merecia a overdose de carboidratos e fui à pizzaria Bendita Hora, com Pimp, TOk, S. e o Athos (reunion!). A melhor pizza, no melhor ambiente. Pena que fecha tão cedo no domingo...

dimanche 22 mai 2011

500 connards sur la ligne de départ

Mais uma corridinha, né. Dessa vez, Circuito Athenas, lá na Ponte Transamérica.

Peguei o kit ontem e hoje madruguei pra chegar lá antes de fecharem a ponte. E bora correr. Ou melhor, tentar. Porque tinha tanta, mas tanta gente inscrita na prova, que mal tinha espaço pra respirar. Fora que a largada dos 5K e 10K foi simultânea. Receita para um caos total.

Fui vestida para o frio mas, no final das contas, nem fez tanto frio assim. Lá pelo segundo quilômetro, já estava morrendo de calor!



Mas terminei a prova numa boa (com um tempo meio mais ou menos, mas...). E bora manter o pique. Porque quanto mais minhas pernas doem chegando ao final, maior minha motivação para treinar e não morrer! O problema dessa prova, além da muvuca, foi ter meio que começado e terminado com uma subidinha. Mas estou aqui, viva, e pronta pra me encher de merecidos carboidratos.

vendredi 20 mai 2011

Rouge-gorge

Mamãe tinha ido fazer um day spa outro dia e se decepcionou com o lugar. Aí hoje eu tinha meu nail design marcado e aproveitei e levei a mamãe para fazer as unhas e conhecer um spa de verdade, que o o spa e, que eu vou: Espaço Hara.

Não vou tentar explicar muito como é o lugar, só vou dizer que é maravilhoso (melhor que qualquer spa a que eu tenha ido em NY), e que eles fazem milagres com as minhas unhas.

Entrei sem unhas, com cutículas detonadas... caos maior do universo. E saí de lá com unhas lindas, vermelhas, como eu gosto (e vários reais mais pobre, porque milagre barato não existe, infelizmente!). Mas, dez dias depois, minha unhas ainda estavam inteiras!

 Dez dias depois...

Não quero nem pensar em quanto vou gastar só com minhas unhas até o final das férias. Vou só curtir o vermelho-fogo quase eterno das minhas unhas - e a cadeira de massagem onde eu sento durante as duas horas (!!) do nail design.

lundi 16 mai 2011

Tout passe

Não existe vinda minha a São Paulo sem, pelo menos, umas duas passadnhas no Hospital Sírio-Libanês. Às vezes é só para um check-up, às vezes, porque estou à beira da morte, mesmo. Mas sempre rola. Desde que eu me mudei lá pro lado de cima do Equador sempre tive que dividir o caminhozinho de entrada do hospital com os jornalistas de plantão, prontos para cobrir a recuperação (ou a ida para a seção de frios) do José Alencar (o [ex-]vice-presidente, lembram?).

É, só que, depois de um vai-não-vai de uns quatro ou cinco anos, o pobre finalmente foi encaminhado, em março desse ano.

E aí, hoje fui indo lá pro hospital, entrei tranquilamente... nada de câmeras, jornalistas afoitos helicópteros. Enfim, nenhum alarde que se notasse de cara.

Fiz meus exames, tomei meu lanchinho (contemplei comprar coisinhas da Dulca, como de costume, mas fui forte, amiguinhos!), e fui para casa, sentindo um pouco a falta do glamour de antigamente. Glamour mórbido também é glamour, ué.

Brinks, não senti falta no fuzuê, não. Já estaa até ficando feliz com a calmaria que voltou a reinar nos meus hemogramas de rotina quando leio no jornal que a Dilma teria que passar por um "scan disk" total em breve... no Sírio-Libanês.

Lembra quando te falaram que alegria de pobre dura pouco? Então, era isso que eles queriam dizer.

dimanche 15 mai 2011

La bouffe, pt. 18

Aì, no esquema normal de São Paulo (e de férias), rolam sempre aquelas idas ao O'Malley's, com T. e companhia. O que basicamente quer dizer chope Guinness acompanhado de comida de pub e algum eventual Manhattan.

Mais uma passada pela praça de alimentação do shopping, mas, dessa vez, troquei o BK pelo Almanara, onde há uns 25 anos (desde os tempos em que eu ia no Almanara do centro, com meus pais) como exatamente a mesma coisa: salada Almanara, kafta, e, de sobremesa, bekleua (aka baklava).

A pizza da semana foi no Piola, com o Athos, porque quando viramos habitués de um lugar, vamos lá até o fim do mundo.  O serviço estava extremamente caótico (muito mais do que o normal), mas a pizza estava ótima, como sempre.

Como fiquei satisfeita com a última ida ao Dona Felicidade, voltamos lá essa semana. Mas, dessa vez, foi para comer a feijoada, tão boa quanto a picanha da última rodada. Ah, e o que eu mais gosto lá (além da comida, do bolinho de bacalhau etc.) é que eles fazem uma caipirinha de pisco que é de morrer!

Ah, e também fui comer um rango italiano lá em Santana, na cantina Tutto Bene. Aquela coisa: ambiente familiar, porções gigantescas e comida bem mais ou menos. Dizem que o bife à parmegiana é ótimo mas não experimentei. Pedi um nhóque (gnocchi...), que, a bem da verdade, estava bem melhor que o de muito restaurantezinho badalado por aí, mas não chega no meu alto padrão de nhóque.

No aguardo de experiências melhores.

samedi 14 mai 2011

Je m'appelle Galilée

Estava tentando convencer minha mãe a ir fazer pilates (sim, encarnei a Madonna e virei a louca do pilates). Durante um almoço com meus pais, comentei que uma das coisas mais legais do pilates, para mim, é que ele ajuda muito no equilíbrio, tal, que é um negócio importante blá, blá, bl--

Ao que meu pai me interrompe: "Mas quando vocês fala essas coisas aí de equilíbrio, você quer dizer equilíbrio-equilíbrio, ou equilíbrio desse, tipo assim, mental?"

Só isso. Reflitam.

mardi 10 mai 2011

Faut se le dire

Tinha prometido encontrar uma academia e fazer matrícula. Encontrei. E fiz matrícula. E já retomei minhas aulas de pilates.

Fiz um plano trimestral, para durar as férias inteiras. Não vou me animar a ir à musculação, e tal. Mas o objetivo é só manter o ritmo de corridas (e correr pela rua, porque correr em esteira acho super coisa de porquinho da Índia), e alternar com um pouco de treino de equilíbrio e core training - motivo pelo qual o pilates é minha nova paixão.

Agora é torcer para o pique durar... Vamos ver se a programação reforço-positivo do plano do meu psicólogo comportamental vai funcionar.

dimanche 8 mai 2011

La bouffe, pt. 17

Porque a saga alimentícia não para nunca, aí vão os restôs da semana:

Em Newark, no aeroporto, aproveitei o tempo de sobrapara comer um New Jersey Smashburger (when in Rome...) com batata doce frita (ou fritas de batata doce, como preferir) com alecrim no Smashburger. E, como desgraça pouca é bobagem, algumas horas depois, voltei e tomei um milk-shake de menta. Rangos mais caros do mundo, mas enfim.

Entre o rango e o milk-shake, ainda tive a coragem de comer um red velvet cupcake da Crumbs Bake Shop.

E só, né? Porque a gente afunda o pé na jaca, mas com um mínimo de decência!

Chegando em São Paulo...

Para comemorarmos o aniversário da mamãe, fomos ao Boa Bistrô, o bistrô mais hiperestimado de São Paulo. É uma versão ruim do Carlota ou do Tordesilhas, e com um serviço relativamente atencioso, mas que meio que dorme no ponto. A estrelinha no guia da Folha deve ter sido compraa, não é possível...

Num almoço meio que encaiada, fui com velhos colegas ao Macedo's praquela comida a quilo meio cara, mas relativamente decente. Lanchinho da tarde no mesmo dia foi por lá mesmo, na Benjamin Abrahão da PUC, com outro colega. Aliás, como não goso desses doces clássicos de padaria, a Benjamin Abrahão é outro lugar que eu acho hperestimado. Pra fechar esse dia fora de casa, jantar fast food no Burger King, com direito a docinho da Amor aos Pedaços (que também já foi melhor).

O almoço de dia das mães, depoois de tentativas frustradas de ir a um sem-número de restauranes supostamente low-key, acabou sendo no Dona Felicidade, que eu não tinha achado grandes coisas da primeira vez que eu fui (anos e anos atrás), mas que dessa vez nos serviu um almoço ultra-competente. Ou então me deixei enganar por conta dos quatro meses que eu não comia picanha. É, porque aí eu comi a picanha com bacon e alho (porque doença coronária é para fracos...). O bacon (my all-time-favorite ingredient, diga-se de passagem) estava uma delícia, bem sequinho...

É, deu para eu me entupir razoavelmente bem essa semana. Agora ainda me resta encontrar uma academia, para me matricular o quanto antes...

La Nuit

Hoje à noite teve a corrida da Fila (Fila Night Run), que eu corri com a Cassy. Aproveitei para estrear o top da Lululemon que o Respectivo me deu, em vez de usar a camiseta que veio no kit (que era de manga comprida e um pouco inadequada para o dia da prova, porque estava bem quente).



Foi tranquilo, e fiz um tempo bom, tal.



Ah, e para todas as duas pessoas que leem esse blógue e que possam ter algum interesse em saber como foi aquela intervenção de seis semanas com personal trainer, nutricionista e psicólogo comportamental que eu fiz em Montreal, tem todos os detalhes aqui (em francês).

mercredi 4 mai 2011

Dormir le jour

Sobrevivi a Newark. Cheguei em São Paulo (caminho de Guarulhos para casa pela Marginal: coisa mais linda... not!).

Mas o avião veio vazio. Vim deitada atravessada em dois assentos, tal. Dormi e cheguei feliz. E nada de Duty Free pobrinho, do aeroporto de Guarulhos. Queria mesmo era chegar em casa.

E aí, a saga continua. Porque esse é o blog do inverno eterno. Agora que está esquentando em Montreal, vim para São Paulo, passar um frio mais light nesse Brasil de Nossa Senhora da Cocada Mole e só voltar para Montreal quando o frio já estiver voltando para lá. Porque é assim também que eu mantenho meu bronzeado de Vandinha Addams.

E agora começam as férias de verdade. Bolo e guaraná, muito doce pra você.

mardi 3 mai 2011

À quelle heure on arrive?

Tem poucas coisas piores na vida que viajar para NY via Miami (por isso é que, quando eu morava em NY, sempre dava um jeito de pegar aquele voo direto da Delta): uma delas é ir de Montreal para São Paulo via Newark. A bem da verdade, viajar via Newark, em si só, não tem nada de tão horrível. O problema é quando sua chegada em Newark está prevista para as duas da tarde e a saída para São Paulo é só às 21h.

Sim, eu poderia aproveitar para passar o dia em Manhattan e fazer umas comprinhas pendentes, mas estava com uma bagagem de mão um tanto pesada e volumosa. Fora que eu também não boto muita fé nos trens da Amtrak que fazem o transporte da Penn Station para Newark, que vivem quebrando e atrasando horrores. A solução é matar tempo no aeroporto, mesmo, que, diga-se de passagem, não tem muita coisa (lojinhas meio fracas, comidas idem).

Para tornar minha estada em New Jersey (sim, porque Newark fica em NJ, e não em NY, não esqueçam!) ainda mais duradoura, como cheguei no aeroporto de Montreal bem cedo (porque o Respectivo tinha um voo no mesmo dia, mas duas horas antes; e eu fui com ele pra economizar o táxi), o pessoal do check-in me passou para um voo anterior, que estava previsto para pousar em Newark pouco depois do meio-dia. Aí, até comecei em pensar em ir, sim, para Manhattan. Mas aí lembrei do tal fuzuê que resultou do assassinato do Bin Laden há poucos dias, e como a segurança aérea estava um caos. Deu desânimo existencial e resolvi ficar no aeroporto, mesmo.

Comi um hambúrguer com fritas e milk-shake mais caros do mundo, seguido de um cupcake decente, mas gigantesco. Matei o resto do tempo olhando maquiagens no Duty Free e coisinhas bonitinhas na loja do Metropolitan e da Lacoste. Só fiz compras mesmo na L'Occitanne, porque a grana estava curta... De resto, aproveitei para fazer algumas ligações e ler a Vogue (porque já estava mais que precisando de férias).

Mas o lance mesmo é chegar em casa. Em breve, espero. E vamos que vamos.

lundi 2 mai 2011

Putain de camion

E... ufa!

Sobrevivi a mais uma mudança. De manhã, fui até um dos representatntes do U-Haul (A1 Entreposage) buscar o furgãozinho que eu tinha reservado. A vantagem é que o lugar era do ladinho de casa. Fui a pé, peguei o furgãozinho e voltei em menos de 15 minutos. Aí, o Respectivo já tinha descido com a maioria das caixas. E lá fui eu manobrar o caminhãzinho/van/sei lá que diabo. Não bati em nenhuma parede, nem atropelei criancinhas. Até que consegui parar bem, para facilitar a jogar as caixas lá pra dentro. Tudo bem que o Respectivo organizou as coisas dentro do furgão igual à cara dele, mas como só íamos praticamente dobrar a esquina, no harm done. Dirigi todo o longo quilômetro (um quilômetro inteiro!!) até meu novo apartamento.

Chegando lá, Ben já tinha deixado um espaço livre para eu guardar minhas coisas. Descarregar o furgão em 3 pessoas foi BEEEM mais rápido. Levamos nem 20 minutos, mesmo tendo que subir a escada de entrada - e a rapidez veio a calhar, visto que estava começando a armar a maior chuva.

Tudo certo. Agora faltava só ir devolver o o raio da van, passar no banco... enfim, todas essas coisas legais. Demorei apenas uma hora no banco. Fila dos infernos (primeiro dia útilo do mês... parecendo Bradesco da Praça da Sé). Ainda tive que voltar pra casa na chuva. Ótemo.

E agora é acabar de arrumar as malas pra ir pro aeroporto amanhã cedo, sem acreditar que sobrevivi às últimas duas semanas.

C'est quand qu'on va où?

Nossa! O mês de abril foi infernal, hein? Chegava 2012, mas não chegava o mês de maio. Jisuis!

Bom, o final de semana foi corrido. Domingo, não fiz nada a não ser encaixotar e etiquetar coisas. Mas sábado... Ah, sábado! Comecei com uma apresentação na Concordia de manhã, que até que teve um público bem legal (raro!), incluindo AmigoSemTwitter, N., e AC, fofitos, que foram me ver falar bobagens. A sessão de perguntas e respostas foi boa também. Teria sido BEM mais legal, claro, se eu tivesse tido tempo de reler esse meu texto de dois anos atrás (e relido minhas fontes!) antes de apresentá-lo e passar carão, but you can't have it all. N. pelo menos foi sincero em ter me dito que eu poderia ter respondido melhor às perguntas. Ainda bem. Não tem coisa pior que pseudo-acadêmicos, no caso: eu, que apresentam um troço, tem auto-senso crítico suficiente pra saber que não foi legal e ainda ter que aturar os baba-ovos falando que você foi espetacular. Tem gente que estranha, mas acadêmicos são esquisitos assim mesmo. A gente fica feliz com as críticas, porque pelo menos isso indica que alguém estava prestando atenção. E somos todos attention whores, daí fazermos o que fazemos.

Mas isso é digressão.

Maior dia bonito, tal, mas não teve jeito: depois de um almocinho rápido (e um chocolate...) com o pessoal, voltei para casa para continuar meu encaixotamento antes do jantar do grupo de estudos de latim, marcado para as 19h30.

Que agonia encaixotar a vida, meldels! Vontade de por fogo em todas as minhas coisas, só pra facilitar a mudança!

E ainda corri pra me enfiar no banho e aparecer para jantar com cara e cabelo apresentáveis. O toca a correr pra Chinatown. Chegando lá (já com uns dois ou três minutos de atraso, e com curto-circuito mental), J., D. e seu +1, A. já estavam lá. AmigoSemTwitter chegou um pouco depois, justificado em seu atraso porque estava meio fisicamente prejudicado. Mas nada de J. e J.

O Respectivo estava super tranquilo, porque ele tinha jantado em casa (para evitar contaminação por glúten devido a barreiras linguísticas, como na quinta-feira), mas eu já estava ficando com fome... e todos os restaurantes lotados. E as ruas de Chinatown (onde nos encontramos) cheias de pessoinhas alegres fazendo cosplay da Alice (show de horror - tenho pesadelos com cosplays orientais; desculpem-me!). E nada de J. e J.

Imaginem: eu com fome, com mudança por fazer, e esperando gente atrasada. Não teve tentativa de auto-controle que bastasse. Tentei evitar o modo autista, mas cheguei bem perto de começar a bater a cabeça na parede. E olha que estou melhorando no meu controle da ansiedade... Achamos um restaurante com espera que parecia razoável (não falo mandarim, nem qualquer variante de chinês, então tudo era relativo...), então colocamos o nome na lista enquanto J. e J. se locomoviam para nos encontrar. Dezoito horas depois (tá, foi mais ou menos uma hora, mas minha cabeça ansiosa eu estava achando que eram quase 3 dias...), jantamos, tal.

De lá, o pessoal foi curtir o sábado à noite, comer sobremesa, sei lá eu. Mas minha cabeça, soltando fumacinhas em pensar na quantidade de caixas que tomavam minha sala de estar e na chuva que estava para cair no dia da mudança, achou melhor eu ir pra casa e lidar com isso tudo trancada no escuro. Longe de situações onde eu poderia vir a tentar arrancar a cabeça de alguém com os dentes.

Mudar quatro vezes em menos de quatro anos me deixou meio traumatizada, confesso. Solução, só tem duas possíveis: ou eu fico rica, ou faço anos de terapia.

Pensando bem... solução só tem uma!

dimanche 1 mai 2011

La bouffe, pt. 16

Essa semana foi ainda mais cheia de comidinhas.

Na terça-feira, durante minha tarde de compras, fiz uma pausa para o almoço no Tandoori Indian Cuisine, que é um fast food indiano. Eles tem uns wraps feitos com naan que são maravilhosos!

Antes da minha aula, ainda fiz uma parada estratégica no Juliette et Chocolat, para tomar um chocolate quente (cremoso e doce demais para o meu gosto...) e comer um crepe de trigo sarraceno com pêra, queijo de cabra e mel. Mas até o crepe estava doce demais (muito mel, sei lá). Saí de lá meio passando mal.


Já na quarta-feira, teve o tal jantar no Au Pied de Cochon, que é tudo isso aí que o pessoal comenta e mais.




Comecei com uma entrada que está mais para um amuse-bouche: cromesquis de foie gras (ou, para os mortais, "croquete de fois gras" - mas, como ele é frito em altíssima temperatura, o recheio - no caso, o foie gras - fica completamente líquido, dentro da casquinha crocante. Uma delícia!)

cromesquis de foie gras

O Respectivo ficou com um pouco de medo do menu, e começou com a língua de bisão (bisonte?) com molho de estragão. Fiquei com um pouco de medo de provar mas... estava bom. A textura não está na minha lista Top10, mas...

langue de bison à l'estragon

Não inventei muito no prato principal: fui com o tradicional Pied de Cochon, o pé de porco (a carne lembra muito a do Eisbein, joelho de porco), servida com um molho absurdo, com cebolas e um toque de pimentão (o resto, devorei, não consegui identificar...), e uma espécie de purê de batatas com queijo - provavelmente o melhor purê de batatas que eu comi na vida! O Respectivo foi conservador e pediu a salada de endívias, maçãs e queijo gorgonzola, que também estava excelente!


Nossa sobremesa foi um(a) crème brûlée, simples, mas corretíssimo(a), com bastante baunilha (baunilha de verdade!). Como estávamos em uma mesa grande, teve toda uma gama de pratos bonitos circulando pela mesa. Entre eles, a lagosta, especial do dia...



Também teve poutine com tintura de lula...


...Bife de bisão com fritas...

Steak & frites

Alguém (acho que a AC) também pediu um tartar, que estava com uma cara ótima.



E também teve o famoso pouding chômeur de sobremesa, mas desse não sobrou nada para a foto. Um bolinho embebido em muita calda de bordo, servido quente. Uma das sobremesas mais doces que eu já comi na vida, mas juro que foram os deuses que a enviaram. Na hora das bebidas, rolou toda uma indecisão com a carta de vinhos, que até era bem maior que eu tinha imaginado.

a cave, bem atrás da gente

Acabamos ficando (decisão executiva minha) com uma garrafa de Sancerre, para não ter erro.


Para completar, como os Canadiens (aka Habs) estavam jogando aquela noite, ainda estavam oferecendo cervejas grátis em um "isopor" no banheiro.

Juro que é de verdade!

Poderia continuar falando sobre o restaurante por horas e horas, mas vou ficando por aqui, porque há mais a aser dito sobre outros lugares. Tá, um último comentário: o serviço, em geral, deixa um pouco a desejar, mas nossa mesa era grande, então...

Bom, aí na quinta-feira, uma parada rápida para comer no My Tiên, que foi um dos lugares mais complicados para se fazer uma refeição. O restaurante é vietnamita. O mocinho que estava trabalhando como garçom mal falava francês, não falava uma palavra de inglês... e eu tentanto explicar todo o lance do glúten, pro Respectivo não morrer envenenado. Comemos relativamente bem, pagamos, fomos embora e, algumas horas depois, o Respectivo estava com uma dor de estômago brutal. Ou seja: toda minha explicação sobre o que ele podia ou não comer tinha sido em vão. Odeio serviço burro. Mas o problema de comer comida étnica muito "autêntica" é esse...

Na sexta-feira, ainda dei uma passada na St.Viateur e na Première Moisson, para um bagel e um macaron de despedida, respectivamente.

Aí no sábado , quando fomos ao Tong-Por, em Chinatown, O Respectivo ficou com medo de se envenenar com glúetn duas vezes seguidas (e logo na véspera de nossas viagens de "férias") e comeu em casa. Chegando lá, ele só assistiu à nossa refeição, emitindo grunhidos de nojo enquanto eu comia meu sweet & sour pork, porque ele só trabalha com comida saudável. E eu, nem aí, porque estava gostoso. O pato pequim também estava muuuito bom. Mas ainda acho que o primeiro restaurante chinês a que fomos ainda era o melhor deles.

E a saga alimentar acaba no sábado mesmo. Durante o dia, depois da minha comunicação no colóquio da Concordia, fui almoçar com L., AC e N. no Boustan, onde L. me pagou um sanduíche de falafel. Deu saudadesinhas das comidinhas turcas do Kreuzberg, em Berlim...

E a última parada gastronômica da semana foi no Divine Chocolatier, cujo nome dispensa descrições. Enquanto todos foram de chocolate quente, fiquei nos bombons, caros, mas fantásticos - destaque para o bombom recheado de caramelo com flor de sal. 

Agora o ideal seria ficar de dieta até o final das férias. Mas não trabalho com dieta, então, bora correr!

E, para dar crédito onde o crédito é devido... as fotos aí de cima foram tiradas pela AC e pela Dani (porque eu nem tenho câmera boa, nem sei tirar foto).