samedi 30 avril 2011

Petite

O tempo está acabando... só mais uns dias para eu ir pra República das Bananas. E ainda coisinhas a resolver. Mas a reserva do furgão para a mudança já está feita. E eu já consegui comprar os sapatos e a bolsa para combinar com meu vestido de festa.

O passeiozinho no Plateau, ontem, rendeu. Na primeira loja de sapatos em que eu entrei, lá estava ele: o par perfeito, com a bolsinha do conjunto (mas sem ser esses conjuntinhos cafonas). Não queria comprar sandálias, porque sandália de festa é um troço feio, que depois encalha no armário. Queria um sapato. Fechado. Elegante. Achei. E, para contrariar Murphy (são raros esses dias na minha vida), eles estavam com um preço bem razoável (pra não dizer barato) e... tinha meu tamanho!! Parece trivial, mas ter pé pequeno em país de gente grande é um troço bem mais complicado que parece...

Bom, os sapatos não são assim, uma coisa Louboutin, mas não fazem feio perto dos Steve Madden, Jorge Alex e Shoestock da vida. E ainda, na hora de pagar, vi que a loja estava fazendo uma campanha beneficente em que você doava 5 dinheiros (canadenses, no caso) e, em troca (agradecimento pela doação), você ganhava uma carteira de tyvek (fibras de polietileno de alta densidade) com design do Simple Plan, Moby ou da Cindy Lauper. Fui de Moby, pra poder dar de presente para TOk, quando eu chegar em SP.

Ainda passei numa lojinha na St. Denis para comprar um presente para E. (porque o que demos originalmente em março, não rolou), na academia da faculdade, para esvaziar meu panier (onde eu deixo meus tênis de corrida, shampoo, condicionador, sabonete, secador de cabelo etc.), e na farmácia, para comprar uns itens de subsistência para minha estada no Brasil e as encomendas da Cassy.

E bora encaixotar as coisas, porque o dia da mudança está chegando...

vendredi 29 avril 2011

C'était salement romantique

Ontem foi mais um dia de unir o útil (?) ao agradável: combinei com o Respectivo que iríamos fazer um passeio no Marché Jean Talon no final da manhã (já que esse é um dos pontos turísticos de Montréal e que a gente super curte uma comidinha), almoçaríamos por lá e seguiríamos para a Rue St. Hubert, na altura das lojas de noivas, para eu procurar o tal vestido para os casamentos das férias.

A ida ao mercado foi bem ao estilo #fail: não sei se por conta da chuva (garoa, na verdade), ou porque chegamos tarde demais, ou quoi, mas a tal "feira" mesmo não estava rolando quando chegamos. Mas conseguimos olhar as lojinhas de produtos gourmet que tem em volta. Inclusive consegui achar, depois de ANOS de procura, a mostarda estilo Dijonnaise, da Maille. Notem que não é a Dijon, simplesmente. É uma preparação especial que eu comprava em São Paulo uns 15 anos atrás, e, de uns tempos para cá (leia-se 10 anos), não achei mais. Já tinha procurado em NY e nada! A querida Dijonnaise foi avistada por mim pela última vez em 2004, na Boutique Maille da Place de la Madeleine, no 8o. arrondissement, em Paris. Mas nem comprei, porque agora que eu estou para viajar, de férias, já não adianta. Quando eu voltar de viagem passo lá de novo e compro.

Lugar para almoçar meio que também não tinha. Quer dizer, mais ou menos. Tinha uma Première Moisson e vários restaurantes italianos (estávamos na região que também é conhecida como Petite Italie), mas aí tem o lance do glúten, tal.

Resolvemos procurar alguma coisa na St. Hubert, mesmo. Na pior das hipóteses, eu conhecia um pub e um diner mais lá pra baixo...

Mas chegando na Plaza St. Hubert já entrei logo em umas lojas de vestidos, para umas provas rápidas (gosto de fazer compras, mas não fui feita para morar em provadores de lojas). Na primeira loja tinha uns vestidos com preços ótimos (começando em 100 dinheiros canadenses). Experimentei uns horrorosos, com cara de "prom dress", no maior estilão curto na frente e comprido-rabo-de-sereia atrás. Não!

Aí tinha uns que eram fechados com uma fita trançada nas costas, mas eu também não tenho vocação pra presuntinho. Passei.

Ainda provei uma série do MaxAzria/BCBG, mas um era vermelho demais (a pedido da noiva, não posso usar vermelho), o outro era um lilás bem escuro, que ficou bem estranho em mim, e o outro era um verde-bandeira até bonito... mas todos esses vestidos eu achei informais demais. Meio com aquela cara de vestido longo de praia, sei lá. Me imaginei em um casamento em Porto Seguro, tive convulsões e saí correndo da loja.

Pausa rápida para um almoço meio caótico que provavelmente contaminou o Respectivo com glúten (só descobriremos amanhã...) e... de volta às lojas.

Bem ao lado do restaurante vietnamita tosco em que almoçamos tinha uma loja com uma cara mais fina. Fiquei com um pouco de medo dos preços, mas já que a mamãe (que está patrocinando o figurino de casamento dessa pobre pós-graduanda) liberou o orçamento, entrei. Não custava olhar...

De cara, vi vários vestidos da cor que eu estava procurando. Um meio cheio de brilhos demais. Descartei. Outro de seda, marca muito. Descartei. Mas aí ainda sobraram três.

O primeiro, o que eu mais gostei no cabide. Só tinha tamanho 2 ou 6. O de tamanho 2 obviamente não fechou no busto (apesar de ter servido no quadril e na cintura). O 6, como eu já esperava, ficou grande demais. Iria precisar ajustar a lateral inteira, mas estava bem bonito... a se pensar.

O segundo, de tafetá, apesar de ser tomara-que-caia (geralmente tenho aversão porque eles, de fato, caem), ficou ótimo. Só precisaria apertar um pouco o busto.

O terceiro era brilho e pedra demais para o meu gosto. E esvoaçante demais. Fiquei meio com cara de bem-casado.

O preço do segundo estava dentro do meu orçamento de pobre (e dentro do orçamento bem mais generoso sugerido pela mamãe), mas ainda não estava pronta para efetivar a compra (me senti no Say Yes To The Dress).

Fui a mais algumas lojas, para ver se não encontrava nada melhor, mesmo se um pouco mais caro. Provei mais vários vestidos estilo presuntinho, horríveis. A maioria das lojas não tinha nada na cor que eu estava procurando, então isso facilitou a triagem.

Só achei um outro vestido bem bonito que teria me deixado na dúvida se ele não custasse duas vezes e meia mais que aquele de que eu tinha originalmente gostado.

Depois de um tempo todas de mais ou menos uma hora e meia experimentando essas atrocidades (e o Respectivo pacientemente esperando, com seu livrinho comprado no dia anterior), voltei à loja ao lado do restaurante vietnamita, peguei o vestido (que a vendedora tinha deixado reservado para mim) e... voilà. Compra feita.

E saí carregando aquele vestidão dentro de uma garment bag (não é esnobismo; é analfabetismo: não sei como se chama essa tralha em português) através do Plateau, até chegar em casa. Estava um vendaval absurdo e quase que o plástico em volta do vestido serviu de propulsor para uma aeroplanagem.

Passadela rápida no Valmont para comprar frutinhas e legumes e... pronto! Voltei para casa sã e salva. Determinada a encontrar, nas 24 horas seguintes, um par de sapatos e uma bolsa para combinar com o vestido.

jeudi 28 avril 2011

Printemps

Agora estou intercalando passeios turísticos com encaixotamentos para a mudança. Ontem passei a manhã arrumando coisas, separando caixas etc. (a incrível taxonomia da mudança!), mas tirei um tempinho para fuçar os brechós daqui de perto de casa, ver se eu dava sorte de encontrar algum vestido vintage para os tais casamentos.

Fui à famosa friperie Eva B., que é um dos lugares mais malucos do mundo: uma mistura de brechó com loja de fantasia, com loja de cacarecos... Passei várias vezes pela porta, achando que a loja estava fechada, porque as portas e janelas estavam cobertas com plásticos pretos e uma tábuas de compensado, como se o lugar estivesse prestes a passar por uma demolição. Mas aí arrisquei a maçaneta e... entrei no mundo paralelo. O lugar é grande, mas meio escuro, bem cheio de coisas amontoadas por todo lado. E senti o maior fedor de caixa de ovo (sabe aquele cheiro de papelão úmido, sei lá?). Aí fui andando e, passando pelo balcão onde tinha uma bandeja com samosas, que eles estavam vendendo a $1,50, tinha uma gaiola enorme, com vários coelhos. Aí entendi que o cheiro estava vindo de lá (daquela serragem que ele põe no fundo da gaiola - eu sou garota da cidade, mas estudei em escolinhas alternativas, então, de criação de coelho eu manjo!).

E no fundo da loja ainda tinha uma espécie de piscina de roupas (se bem que estava mais para buraco negro). O esquema é o seguinte: você tira os sapatos e mergulha lá dentro. Qualquer coisa que você tirar lá de dentro e quiser comprar vai custar apenas $1. A ideia é legal, mas dá medo de ter uns ratos ali no meio, sério.

Saí de lá de mãos vazia, mas com mais experiência de vida. No outro brechó menos hype a que eu fui, tive um pouco mais de sorte: descolei um blazer e uma blusa de manga comprida. Mas nada do tal vestido.

Depois do almoço, o Respectivo e eu fomos visitar a Catedral de Notre Dame, a que ainda não tínhamos ido. Fazia anos que não entrava lá, tinha me esquecido de o quanto a igreja é bonita (tanto o altar principal quanto a capela do fundo):

Altar principal

A capela é linda...

... mas o teto é minha parte favorita!

De lá, resolvemos ir a pé até o Au Pied de Cochon, onde ia encontrar uns amigos para jantar. Fomos andando por Chinatown (porque o Respectivo não conhecia), e depois subimos a St. Denis. No caminho, ainda passamos por uns predinhos com uma arquitetura bem interessante (as fotos tiradas do meu Android são melhores que as antigas, do Blackberry de NY, mas ainda não fazem milagres - usem a imaginação!).


Já na St.-Denis, paramos no sebo Mona Lisait, pra matar tempo, mas também porque o Respectivo estava querendo comprar uns livros de ficção. Ainda bati o maior papo com a dona, uma senhorinha húngara, toda engajada, que ficou tentando me convencer a comprar uns livros do Lênin. Quase levei uns de presente para o pai do TOk, mas acho que ele tem as obras completas.

Dei uma paradinha na Urban Outfitters, mas só para dar uma olhadela mesmo. Não tinha nada de tão legal dessa vez. E de lá seguimos para o restaurante, onde tínhamos reserva para as 18h30, super cedo, porque acabamos decidindo de última hora. Quando chegamos, só C. estava lá. O resto do pessoal foi chegando aos poucos até os últimos atrasildos chegarem lá pelas 19h30. Não vou comentar o quanto atrasos de mais de 10 minutos me deixam em uma angústia existencial profunda, porque estou tentando me libertar desse TOC e abstrair essas neuroses...

Depois de um longo jantar (bom, o serviço era meio lento...) e de uma briga de J. para conseguir um táxi para ele, J. e seu filho, o resto do grupo voltou a pé, tremendo de frio, porque o dia que tinha começado bonito, ensolarado, terminou com a temperatura uns 8 graus mais baixa. É a primavera (?) de Montreal...

mercredi 27 avril 2011

26 avril

Alguns fatos do dia:

Quantidade de casamentos nos quais eu irei até o final do ano: no mínimo 3
Quantidade de casamentos nos quais eu participarei ativamente: 1 (serei madrinha)
Cidades onde os casamentos serão realizados: 3 (Rio de Janeiro, São Paulo e Boston)
Probabilidade de rolar algum bafafá em algum dos casamentos: 3/3 (essa é óbvia, né?)
Probabilidade de eu, de alguma maneira, estar envolvida ou me envolver (acidentalmente ou não) nos bafafás: 2/3 (briga de bar é comigo mesma)
Quantidade de roupas a serem compradas para os tais casamentos: no mínimo 2, mas provavelmente 4 ou 5
Quantidade de horas a serem gastas fazendo cabelo para os eventos: em torno de 10
Quantidade de horas a serem gastas fazendo maquiagem pros casórios: 2 (modésta à parte, tenho pele boa, não preciso de reboco e odeio maquiagem com cara de gesso)
Quantidade de pares de sapatos a serem comprados: impossível estimar
Valor anual gasto nessa brincadeira toda: sou uma mocinha de classe - I don't kiss & tell!


Mas a gente tem que começar por algum lugar. E que seja a roupa do primeiro casamento, no qual eu serei madrinha. Depois de uma consultoria com as fashionistas extraordinaire do modamanifesto (que me deram ÓTIMAS ideias, aliás!), decidi a cor do vestido (ou possíveis cores), um primeiro filtro para minhas aventuras de compras. E, ontem, me joguei.

Total de lojas visitadas: perdi a conta, mas umas 12 em que entrei e procurei a sério.
Total de vestidos bonitos encontrados: 3
Total de vestidos encontrados que não ficaram gigantescos: 1
Preço do único vestido bonito não-gigantesco: $1800 (e esse cifrão aí se refere a dinheiros canadenses, só pra constar).
Total de vestidos comprados: 0

Fracasso total. Nem no novo shopping da suposta alta costura de Montreal (Les Cours Mont Royal) não tinha tantas opções (a não ser uns modelitos prom, horrorosos). Na Simon's também não tinha nada. Aparentemente, eles não trabalham com vestidos de festa.

Rodei, rodei e voltei para casa de mãos vazias, decidida a encarar os oito quateirões de lojas de roupas de festas da Rue St.-Hubert, mesmo que eu tenha que ter pesadelos com vestidos de noiva. Ugh.

Tant qu'il y aura des ombres

Oficialmente (mas não ainda oficiosamente) de férias. Essa semana será dedicada a passeios turísticos pela cidade, se tudo correr bem.

Começamos ontem com o estádio olímpico e o jardim botânico. Infelizmente, todo o sol bonito que fez sexta, sábado e domingo de lugar a uma segunda-feira meio mais ou menos, meio cinzenta, mas quente!

Logo depois do almoço, pegamos o metrô e descemos na estação Viau. Maior engodo, porque aí, tivemos que andar por toda a feiúra do parque olímpico (que me desculpem os amantes dessa arquitetura/urbanismo à la Niemeyer, mas não vejo nada genial em concreto pintado de branco) para chegar até o ponto que tem uma vista bonita, que é o lugar que coincide com a entrada do Jardim Botânico, pertinho do metrô Pie IX.

essa foi tirada com o timer da máquina; até que não ficou ruim

Fomos ao Jardim Botânico no dia certo, porque essa era uma das poucas segundas-feira em que ele estaria aberto, o que também coincidia com o último dia da exposição das borboletas, que ficam voando livres, por um domo, enquanto os visitantes passeiam lá pelo meio.



quase engano vocês e faço vocês acreditarem que eu sei tirar foto, hein?

Além das borboletas (me chamem de ranzinza, mas acho borboleta um puta dum troço hiperestimado!), também tinha uma exposição de orquídeas. Essas, sim, adoro. E tinha me esquecido de o quanto o Jardim Botânico de Montreal era bonito. Bateu uma saudadezinha do New York Botanical Garden, onde eu ia passear dia sim, dia não quando era sócia. Mas aí passou, porque o de Montreal é maior. E fica em Montreal.

isso já é flor; ali em cima é que era borboleta - se liga, né?

Saindo de lá (porque a pobreza não abandona nunca a alma), passamos no Super C para fazer um abastecimento alimentício. Porque a comida lá é mais barata e, se eu ainda quiser ter alguma diversão nas férias, melhor não torrar tudo em kefir, chocolate belga e salmão do alasca...

lundi 25 avril 2011

La bouffe, pt. 15

O apanhado de comidinhas dessa semana está rico:

Várias idas à "padaria" Première Moisson, com direito a sanduíche de pesto, com tomate e queijo de cabra, e ao macaron mais delicioso do mundo: de framboesa, com recheio de framboesas frecas e creme fresco batido. Até comprei mais para levar para o Respectivo experimentar.


Looks yummy?
Check THIS out!

E aí também teve cerveja (mais uma vez) na l'Amère à Boire e poutine no La Banquise. Pedi a minha com bacon e pepperoni, porque já que é pra comer junk food...

É assim que a gente faz no Canadá!

E desgraça pouca é bobagem, então, semana que vem tem mais.

...et puis tu pries pour que ça s'arrête

Oito horas da manhã de domingo, a pessoa (no caso: eu) acorda morrendo de sede. É. É nisso que dá.

Lava louça, lava louça e sai de casa para curar a ressaca com poutine, lá no La Banquise. Estava para ir lá há um tempão, mas quase todos os molhos, à exceção do de tomate, tem glúten, aí não rola para o Respectivo. Pra piorar, tudo o que eu acho de apetitoso na poutine (batatas fritas, gravy e queijo), ele acha uma mistura maligna. Mas aí aproveitei que N. estava aqui para curtir a cidade e fomos almoçar lá.

De lá, ela foi dar uma passeada pela cidade enquanto eu fui para casa, lavar mais louça, lavar roupa, varrer a casa etc. Todas essas coisas sem glamour que as pessoas tem de fazer na vida real. Só dei uma passadinha no Marché St. Jacques antes, para comprar umas guloseimas para o jantar e para o resto da semana. Para ser ultra-boazinha, até comprei melancia para o Respectivo, que estava para voltar da Califórnia. ODEIO melancia.

N. voltou logo depois, fez as malinhas e foi embora, curtir Montreal por mais alguns dias com outro anfitrião. Logo depois, L. passou aqui para buscar o casaco, que tinha esquecido na noite anterior (mais uma prova de que foi uma boa noite...).

Voltei às minhas tarefas mundanas, e aproveitei para bater um papinho com a Cassy, via Skype. Bateu um desespero existencial quando ela começou a me dar super dicas de maquiagens para os casamentos a que terei que ir durante as férias. Desespero porque eu estava preocupada com vestido, sapato e cabelo, mas não tinha me dado conta de que, como madrinha, vou sair em um trilhão de fotos - e vou ter que dar um jeito de cobrir as olheiras, rugas, pés de galinha... E minha lista de compras só faz aumentar!

Nesse meio tempo, o Respectivo chega de viagem, com minhas encomendas de granola sem glúten do Trader Joe's (gotta love California!) e meu presente de aniversário ULTRA adiantado. Ele foi para tão longe e acabou comprando um presente de uma marca canadense, mas está valendo, porque é a racerback mais linda do mundo, da Lululemon. Lilás.

porque a racerback disfarça os bracinhos de ogro

A sugestão, claro, foi da C., amiga dele e professora de yoga extraordinaire. É a segunda peça de roupa que ela compra que ele compra igual para mim. Parzinho de vasos. Mas melhor agora, quando ela mora na costa oeste do EUA e eu na costa Leste do Canadá, que quando nós duas morávamos em NY, e por pouco não saímos para jantar com a mesmíssima blusa!

E com isso, a Páscoa acabou. E eu continuei sem ovos de chocolate!

dimanche 24 avril 2011

Alors on sort pour oublier tous les problèmes

Bom, aí minhas visitas da família foram embora, e meu trabalho acabou-se. E o Respectivo ainda na Califórnia. E lá estava eu, fuçando o Couchsurfing, quando encontrei uma brasileira, N., à procura de um sofá de emergência.

N. chegou aqui em casa no sábado à tarde. Logo saímos e fomos batendo um papo sobre Alice Munro e as celeumas da vida de pós-graduandas, rumo ao Plateau. Na avenue Mont-Royal, paramos para matar a fome na Première Moisson (detalhes sobre o rango mais tarde). Descemos a St.-Denis, onde eu ainda parei em um brechó (friperie, pra ser mais chique) e comprei um suéter verde (um verde que grita "VERDE!") lindo. Descemos até a UQAM, e fizemos uma horinha na Grande Bibliothèque, até que L. (olha você de novo aqui, L.!) veio encontrar conosco e fomos tomar uma cerveja na L'Amère à Boire (sempre!).

Nesse meio tempo, AC me ligou para avisar que ela e N. iam se juntar a nós, mais tarde. Só que N. e AC não tomam cerveja, e acabaram pedindo algum vinho. Não sei se o vinho era lá essas coisas, porque da primeira vez que fui lá, o Respectivo pediu um que era pavoroso! Mas o resto de nós, mortais, continuamos nas boa e velhas cervejas.

De lá, esticamos lá para casa (já que eu estava em uma onda "anfitriã", mesmo), só para eu passar uma vergonha básica, já que na minha casa só tem cerveja sem glúten e o estoque de vinhos já tinha sido reduzido a quase zero (acho que eu só tinha umas duas garrafas de vinho branco, a essas alturas). Mas ainda tinha uns crackers (sem glúten...) que tinham sobrado do passeio ao Mont Royal, e uns queijinhos. E para completar o cardápio de drinks (porque, depois de umas 3 cervejas chega a hora do whiskey), a boa e velha garrafa de Oban (single malt, grande presente que o Respectivo e eu ganhamos de Z., querido!). Tomei só um pouquinho, porque o que eu estava mesmo querendo, a essas alturas, era um Manhattan. Mas não tinha nem Angostura, nem vermute, nem cerejas, em casa. Tecnicamente, nem rye, mas gosto do meu Manhattan com Scotch. Me julgue.

Mas isso é digressão. Depois de nos entretermos com vídeos do YouTube (festinha nerd é dose; mas somos felizes assim!), indo de Rebecca Black (clássico da semana) a uns sons separatistas de que N. e AC aparentemente gostam, quebrei um vaso de plantas e N. capotou no meu sofá da sala antes ainda de L., N. e AC irem embora. Provas de que a noite foi boa.

samedi 23 avril 2011

Qui dit étude dit travail

E aí vem chegando a Páscoa, tal. Pessoal no Brasil pronto pra viajar, comer ovos de chocolate e eu aqui, no frio, sem chocolate, sem feriado, e na semana final de aulas (ou seja: tendo que entregar mil textos, tal). E aí, o Respectivo vai pra San Diego (sim, Califórnia!), para mais uma conferência - e também para aproveitar uma praia e curitr uns dias com uns amigos que moram por lá. Ele, no glamour de La Jolla, e eu aqui, enfiada em casa, escrevendo e trocando areinha da casinha dos gatos. D.e.p.r.e.s.s.ã.o.

Só que aí eu tenho um primo que mora em Waterloo (Ontario)... E os pais dele vieram visitá-lo no Canadá - e aproveitaram pra dar uma esticada até Montreal. O que foi legal, porque aqui nesse isolamento de Pólo Norte, é sempre legal receber visitas. Só que eles chegaram na quinta-feira e eu tinha um mega-trabalho para entregar até o final do dia na sexta (porque sexta-feira Santa é para fracos; aqui a gente trabalha). Então, enquanto o pessoal aqui fazia turismo em Montreal, e o pessoal lá em casa, em SP, na maior farra de bacalhau com ovo de Páscoa, eu fiquei em casa, lendo e escrevendo sobre comprometimento semântico. E nisso, rolando o maior dia ensolarado lá fora, só pra me irritar.

Consegui entregar o raio do trabalho no final da tarde (em jejum, aliás; não tive tempo nem de comer), a tempo de vir para casa e curtir os 22 graus (!!) que finalmente estava fazendo, com um sol lindo. Só dei uma passadinha na Second Cup, antes. Dessa vez, escolhi um ICED Matcha Latte, para entrar nessa vibe meio verão. Sentei na varanda e fiquei lá umas horinhas, até minhas visitas voltarem do passeio e arrumarmos um lanchinho para comemorar o aniversário do meu primo (com bolo e tudo!).

Mas faltou o ovo de Páscoa...

mardi 19 avril 2011

Qui dit fatigue dit réveille

Ah, é, né! No domingo passado corri mais uma prova de 5Km.

Essa foi no Parc Jean-Drapeau, aqui pertinho. Aí, nem precisei de carona. Madruguei e fui de metrô mesmo. Tá, seria mais rápido ter ido a pé, mas estava chovendo torrencialmente. É! Na última corrida fazia um frio brutal e nessa, quando era pra estar um tempo lindo, quentinho (= qualquer temperatura acima de zero!), essa chuva maldita!

A "concentração" da prova era no Complexo Aquático da Ilha Ste.-Helène, e a largada seria bem ali do lado. No meio da maior confusão, peguei meu número de peito, chip, mochilinha, camiseta e afins, e deixei minhas coisas no guarda-volumes. E atravessei para o lugar da largada, tentando desviar de poças d'água que estavam mais para córregos. Quando cheguei no curralzinho de largada, a maior muvuca. A corrida de 5K tinha um limite máximo de 1500 inscrições, e estava esgotada havia uma semana. Não estava nada satisfeita: apertada, na muvuca, tomando chuva, com minhas meias fazendo squish-squish dentro dos tênis antes mesmo de a corrida começar...

E na hora que começou, a molhação só piorou. Minhas calças ficam encharcada por conta dos splashes (meu e da galëra, conforme passávamos dentro de poças e mais poças d'água). O percurso parecia tranquilo: ia da Île Ste.-Helène para a Île Notre Dame, onde corremos em uma parte do Autódromo Gilles Villeneuve, aquele onde acontece a prova de Fórmula 1 de Montreal. Pois então, a corrida teria sido tranquila, não fosse pela chuva (e eu estar ensopada) e o vento BRUTAL. Em uma das subidas, achei que o vento fosse me derrubar.



E as estações de água? Inexistentes! Passei do primeiro, do segundo quilômetro... e nada! Comecei a cogitar olhar para cima, abrir a boca e tentar tomar água da chuva. Com toda a umidade daquele dia, estava suando horrores e precisava me hidratar, mas nada de chegarem os copinhos! Lá pelo terceiro quilômetro avistei uma mesinha, peguei um copinho e... mas que cacete! Era Gatorade (ou PowerAid, uma porra dessas). Cuspi tudo fora (não trabalho com isotônicos, só pra constar) e peguei um copinho d'água da mesa ao lado. E continuei... puf-puf... Achei que o circuito não ia acabar mais.



Mas, por fim, claro, cruzei a linha de chegada, nada satisfeita com meu tempo, aliás (só consegui diminui-lo em uns 20 segundos!), e fui pegar medalha, lanchinho e afins. E pular no metrô, para chegar em casa e tomar um banho quente, para combater mais um domingo de hipotermia.

dimanche 17 avril 2011

Qui dit argent dit dépenses

Com o excesso de viagens das últimas semanas somados aos recentes (e já planejados futuros) gastos com über-restaurantes, o Respectivo e eu, com preguiça de pegarmos o metrô para ir até o lado oeste da cidade para assistir filmes anglófonos, temos recorrido à biblioteca pública como fonte de entretenimento. Porque já tínhamos esgotado todas as temporadas de Curb Your Enthusiasm disponíveis na biblioteca da faculdade.

Aí, além de uns filminhos québécois, ainda nos comprometemos a novas séries de comédias. Começamos com A Bit of Fry & Laurie, genial, com (obviamente) Stephen Fry e Hugh Laurie (os dois novinhos, novinhos, pois a série foi iniciada no final dos anos 80). Recentemente, passamos para It's Always Sunny In Philadelphia, a série mais errada de todos os tempos. - e muito boa! Mais uma prova que esse tal humor politicamente incorreto do CQC é a coisa mais pueril da história. Só pra dar uma ideia, olhem o nome de alguns episódios: "Charlie got molested", "Charlie gets crippled", "The gang goes Jihad", "The gang exploits a miracle", "The gang finds a dumpster baby" e por aí vai. E ninguém sai por aí falando "olha, que legal, It's always sunny in Philadelphia é politicamente incorreto!" Porque, né, a gente tem mais o que fazer. A saber: ganhar dinheiro.

samedi 16 avril 2011

La bouffe, pt. 14

Fiz nada essa semana. Só mesmo reza braba, pra ver se a gripe demoníaca passava. Demorou. Meio que passou. E aí que tinha aquele dining cheque do OpenTable jogado aqui na minha mesa da sala de jantar há um tempão. Depois dos passeios gastronômicos com a mamãe e inúmeras idas ao Dovetail em NY ano passado, tinha acumulado pontos suficientes para receber um vale de vinte e seis dinheiros canadenses. Só faltava escolher o lugar, fazer a reserva e gastar o tal vale, além de todo o resto de uma fortuna para complementar o valor da refeição. Já que era para chutar o balde e comer bem (mas bem loucamente!), que valesse a pena. E não sei se o Garde Manger, do Chuck Hughes, está no OpenTable, mas dados os preços médios (cinquenta a sessenta dinheiros canadenses por prato principal), resolvi que, nesse caso, me contentaria com um second best.

As opções eram Le Hangar ou DNA. O Le Hangar é o novo lugar da moda, do Louis-François Marcotte, que é um chef quase adolescente (novinho, novinho...) prodígio de Montreal. Mas aí li umas coisas por aí (hehe) que me desencorajaram um pouco.

O DNA, por outro lado, teve resenhas e críticas ótimas por toda parte, além de estar recomendado a mim pelo OpenTable em base às minhas juras de amor eterno ao Dovetail. Resolvido.

Me armei das minhas roupinhas novas compradas na ultima viagem a NY e das minhas lindas porém não-usáveis ankle boots MaxMara. E casacos. Muito casacos, para a gripe não voltar e me matar.

Cheguei lá com os pés estropiados, mas ahasando. E precisava, porque o restaurante é muito bonito. Tem um dos designs mais interessantes que eu já vi (só ficando atrás, logicamente, do finado Pharmacy, em Londres, com aqueles toques de Damien Hirst - VAMOS, ME CONDENEM!). E ainda nos deram uma mesa ótima com namoradeira de balanço, com vista para o pôr-do-sol. Já fui gostando do serviço.

Índio não saber tirar foto

Aí, hora do rango.

A garçonete foi ótima, indo e voltando mil vezes para se certificar que os pratos que o Respectivo pediu não teriam glúten e tal. E também deram um jeitinho no amuse-bouche: trouxeram para ele uma versão gluten-free.

O DNA não tem menu online, porque é toda uma coisa orgânica (em todos os sentidos), com criações culinárias diárias, espontâneas (tá, a descrição ficou com essa vibe meio Zé Celso, mas a coisa é séria, e a comida é boa!). Comecei com um peixe-espada cozido sous vide com foie gras, salada verde e um molho delicioso. O Respectivo comeu alguma coisa com camarão e um molho de brandy, que ele (para tentar ser phyno?) descreveu como sendo umami e eu caí no conto do vigário e experimentei. Para mim, estava com o maior gosto forte de camarão (detesto). Mas pra quem gosta...

Meu prato principal foi o ravióli recheado de queijo de cabra e um tipo de presunto especial (não sou tão fina e não lembro o tipo, mas não era Karst nem Parma, obviamente), com um molhinho "simples" de manteiga, que quase me fez lamber o prato.  Meu pedido foi meio pouco criativo porque eu fiquei com medo da originalidade de alguns pratos. Por se especializar em comida québécoise (com um duplo twist carpado), o menu tem pratos como orelha de porco, linguiça de lagosta, coelho, bucho de bode etc. Deu medinho. O Respectivo também foi cauteloso e pediu o franguinho de leite, que veio com um molho fantástico (não comi o frango porque não trabalho, né...).

Sobremesa: sem dúvida, fui logo na torta de avelã com caramelo de flor de sal, servida com uma bola de sorvete de gengibre com azeite. Uma das melhores sobremesas de todos os tempos.

Olha, essa comida ficou pau a pau com a do Les Deux Singes de Montarvie, mas ainda acho que ficou na frente por um fio de cabelo. Acho que o DNA ganhou mesmo pelo banheiro: espetacular. O Respectivo ainda se divertu no masculino: me disse que o lugar para jogar a toalhinha de mão usada tem tipo usa cesta de basquete, para arremessar mesmo. Go figure.

Cheguei em casa com os pés esmigalhados, pronta para um dos melhores comas alimentares dos últimos tempos.

lundi 11 avril 2011

La bouffe, pt. 13

Depois do passeio ao ar livre de ontem: gripe do demônio. Aproveito para fazer o apanhado de comidinhas da semana, que fica limitado a mais uma rodada de bagels no St. Viateur e um jantarzinho no Marché 27, que é um bar à tartare. Eles tem vários tipos de tartar (carne de vaca, cervo, pato, atum, salmão, salmão defumado e lagosta) e uma variedade ainda maior de molhos para serem combinados com os tartar. E fui de atum com molho tailandês, e o Respectivo escolheu o especial do dia, com uma sopa de entrada (acho que era lobster bisque), e o tartar de salmão com molho especial, acho que com algum suco de fruta (laranja?) e endro, e com um ovinho de codorna cru pra pôr em cima. Algo assim - não lembro ao certo. Batatinhas para acompanhar.

A comida não foi particularmente barata, mas estava boa. E o lugar (tanto "conceitualmente" quanto o ambiente mesmo) é bem diferente. Então, valeu a pena conhecer. Porque eu não sofro desses pudores financeiro-gastronômicos que vez ou outra acomete o Respectivo. É justamente por isso que um dos nosso próximos destinos gourmet será o DNA.

Mas, até lá, vou economizando um pouquinho, porque a viagem a NY teve compras e experiências gastronômicas demais para esse bolso de eterna pós-graduanda...

dimanche 10 avril 2011

Le volume du vent

Calorzinho em Montreal é igual a friozinho em São Paulo. Só que ao contrário.

Esquentou um pouquinho e o povão foi pra rua (que nem barata, né?). Não fomos exceções. Respectivo e eu fomos encontrar os outros brasileiros gringos-felizes lá no Plateau, para subirmos o Mont-Royal, coisa que não fazia havia uns dez anos.

O passeio foi legal, tal. Mas sempre tinha visto a cidade, lá de cima do Mont-Royal, no verão. A vista nessa pseudo-primavera dá um pouco de desânimo anímico e angústia existencial:

Primavera anêmica

Pausa lá em cima para sentarmos e sujarmos os bumbuns de terra, e para AC e N. tirarem fotos dos esquilos. Pelo menos os esquilos aqui não são tão assustadores quanto os esquilos pretos do Bronx (sério, eles são pretos lá!), mas são feinhos do mesmo jeito. Queria mesmo era ter visto um guaxinim, para aumentar meu repertório de fauna de paulistana que, como bem lembrado durante o passeio, confunde galinha com gato e tâmias com filhotes de esquilos. Mas não foi dessa vez.

Emendamos um jantar no Marché 27, que é um restô cuja especialidade é o tartar. Sugestão de L. (que, agora, oficialmente, deixa de ser apenas voyeur e passa a ser personagem do blog), só para desafiar o paladar de N., que, como descobrimos hoje, só come batatinha frita. ;)

Mas, o Mont-Royal mesmo... ah, o Mont-Royal... Se eu tivesse mais recursos gráficos, utilizaria aqui um unexclamation point, que Jonathan Safran Foer descreve em "A Primer for the Punctuation of Heart Disease". Quem leu (acho que quase que todas as três pessoas que leem esse blog), sabe bem do que eu estou falando. Nada cabe melhor.

vendredi 8 avril 2011

Le plus beau du quartier

Bota dada em L. Tá, não foi tão mal assim. Só mandei um e-mail pra ele, avisando que tinha encontrado um apartamento legal, já todo mobiliado, aqui no Village, para dividir com um mocinho. Ele não respondeu. Espero que não tenha ficado chateado, mas ele também já tnha uma outra possiilidade de apartamento já meio engatilhada (com o ex-roommate da J., que foi morar com Max, que desistiu demorar comigo e com L. - história meio torta).

Mas a moral da história é que não serei uma sem-teto! E meu novo apartamento(-to-be) é lindo! :)

mardi 5 avril 2011

Viens chez moi j'habite chez une copine

E aí essa semana a vida já voltou ao normal. Meio que. Porque agora é hora de procurar apartamento novo. Pra valer.

Nesse apartamento onde eu estou morando com o Respectivo fico só até o início de maio, quando o proprietário volta de viagem, restaura posse do imóvel e dos dois fluffies que estão aqui com a gente. Os fluffies, como o nome já sugere, são fofinhos. São os gatinhos mais fofinhos do mundo. (Mas como eu não sou tia velha solteirona nem garotinha tonta, não vou ficar contando historinhas dos gatos aqui. Essas, conto a quem tiver interesse, em data e local apropriados.)

The Fluffs

Enfim, preciso de um apartamento para pelo menos um ano, começando em agosto ou setembro, quando voltar das férias no Brasil. Já tinha achado alguns legais perto da faculdade, mas todos para alugar para já. Aí também vi uns apartamentos para dividir. Um deles, bem pertinho da faculdade, era bem legalzinho. Mas era pra dividir com duas pessoas... aí não rola. Teve um outro, que praticamente dividia parede com a faculdade - e tinha uma clarabóia (que, aliás, acho que perdeu o acento na última reforma ortográfica, então, cantemos em coro: CLARABÔIA!) e uma parede com tijolos expostos. Adorei! Só que a menina com quem eu dividiria o apartamento era altamente xarope. Quase saí de lá correndo. Era dessas pessoas que vivem em fluxo de consciência, sabe? MEDO.

Aí, nos últimos dias, surgiu essa possibilidade de Max, L. e eu procurarmos um apartamento juntos. Até gostei da ideia (IDÊIA), mas o problema era chegarmos a um acordo de em que parte da cidade iríamos procurar. Eu querendo ficar no Village, Max pensando em NDG, e L. procurando na Petite-Patrie. Além disso, eles queriam um SUPER apartamento, enquanto a minha única condição sine qua non é que o lugar fosse razoavelmente próximo do metrô (para garantir que eu vá sair de casa no inverno).

No final das contas, Max resolveu procurar um apartamento com uma outra amiga nossa. L. e eu continuamos nossa busca, mas também fomos procurando coisas por conta própria.

Vi muitos apartamentos aqui perto de onde eu moro. Alguns, bem podres. Outros, muito caros. Vi um studio que parecia um quarto de hospital para doentes mentais. Corredores estreits e escuros, carpete do corredor cheirando mofo, pisos e azulejos soltando... Aí, não, né. Vi também um outro studio, esse bonitinho. Mas no apartamento de cima morava um baterista. Além disso, o prédio não tinha lavaderia, e a lavanderia mais próxima ficava a 5 quarteirões. Também risquei da lista.

Dos apartamentos maiores, achei um até legal, mas um dos quartos não tinha janela! Como diria o pessoalzinho Barrados-no-Baile do tuíter: TENSO.

Aí, essa semana fui ver também um outro apartamento, a poucos quarteirões daqui de asa. Esse, para dividir com um mocinho que mora lá. A vantagem é que já está todo mobiliado (inclusive o quarto que seria meu). Cheguei lá, conheci o mocinho, B., e... eis que eu vejo, na sala dele, a mocinha do apartamento cujo quarto não tinha janelas! Pois é! Acontece que eles são melhores amigos! Mundo pequeno (se lembram da tese das 300 pessoas? - Então: mais uma corroboração!)

Bom, o apartamento é lindo. O quarto é grande, com uma cama king size, um closet enorme, decoração de ótimo gosto. Está um pouquinho além do meu orçamento, então, vou continuar pesquisando... mas esse entrou na lista Top 5. Mas aí vou ter que da uma bota no L. O mais bizarro é que, por mais que eu não conheça L. muito bem, ele é uma versão francófona do meu amigo multi-uso de NY, AK. É toda uma coisa estranha. Anos de terapia...

dimanche 3 avril 2011

La bouffe, pt. 12

Os dias que passei em NY acrescentaram bastante à lista gastronômica da semana.

Tivemos, ainda em Montréal, só o Le Pèlerin-Magellan, que está longe de entrar na minha lista de favoritos, mas é o local oficial dos jantares da faculdade. Sopa ok, salada ok, prato principal ok. Nem vale a pena entrar em detalhes.

Já em NY...

Hane Sushi, que é um dos meus japoneses com preço razoável favoritos em NY. Foi só um almoço rápido, básico. Comprei e comi em casa.

Ann & Tony's: comida italiana boa, no Bronx. O spaghetti à carbonara que eu comi estava ok. Já comi coisas melhores por lá. Mas como esse foi o jantar de comemoração do doutorado do Respectivo, foi divertido.

O Le Train Bleu é um restaurante dentro da Bloomingdale's. Ele é montado em um vagão de trem de verdade - poderia facilmente ser cafona, mas é bem bonito! O serviço é uma tragédia: lento demais! Mas a comida (carésima, por sinal), é uma delícia. Comi só uma salada, com pêras, nozes e cogumelos. A sopa especial do dia, de maçã com nozes, também estava excelente.

O Dovetail é hors concours. Tem uma estrelinha (mais que merecida!) no Guide Michelin, e é meu restaurante preferido em NY, como eu nunca me canso de dizer. Mais uma vez, eles se superaram. O serviço, como sempre impecável. Depois do pão de milho (que eles próprios fazem) e do amuse-bouche, sempre bom e criativo, comecei com uma sopa de sunchoke (Jerusalem artichoke) com marshmallows caseiros. Meu prato principal foi o pato com crosta de pistache, beterraba, soja e um curry de pato. O halibut do Respectivo foi um dos peixes mais gostosos que eu já experimentei.

Sempre achei a sobremesa o ponto fraco do Dovetail, porque é feita por outro chef (não pelo John Fraser). Mas, dessa vez, acho que acertamos. A barrinha de gianduia com chocolate ao leite agradou até a mim (e olha que eu não gosto de sobremesas com chocolate!). Não quis nem experimentar a panna cotta de maracujá, mas, depois de muita insistência, comi um pouquinho. Essa eu passo. Não porque não estava bem feita, mas porque eu realmente não gosto de sobremesas feitas de maracujá.

Ainda nos trouxeram, de quebra, dois vinhos de sobremesa, para degustação. O melhor deles, na minha opinião, foi um esloveno - meu próximo projeto de compra, para quando eu voltar a Bled.

O Delectica é sempre um bom lugar para se tomar café da manhã embora, ao contrário da maioria das pessoas, eu não goste muito das saladas de lá. Já que estava em NY, fui com o lox on bagel (com cream cheese e endro). Sem erro.

Como não gosto de bolo, não sou muito fã de cupcakes, mas um bom red velvet me quebra. Sempre. O da Eleni's (não sei se era a fome...) estava espetacular. Melhor que o da Magnolia.

As margaritas da semana foram no El Rio Grande, que tem a 2a. melhor margarita de morango de NY (na minha opinião), perdendo (feio) apenas para o Santa Fe).

O Nirvana não tem a melhor comida indiana de NY, mas é um dos poucos restaurantes indianos que não vive sendo fechado pela vigilância sanitária nova-iorquina. O serviço é sempre bom. E a comida, em quantidades exorbitantes, é sempre muito boa. E o restaurante é bonito, tal. É que eu continuo com uma queda eterna pelos indianos mais furrecos de Curry Hill.

Não tenho muito o que falar do VBar, porque só fui para lá tomar uns drinks mesmo. E acabei ficando na Guinness. O lugar é legal, não muito cheio, não muito caótico. E Guinness em NY é tudo meio que a mesma coisa.

O Vic's Bagel Bar tem sanduíches maravilhosos de bagel. Confesso que também acho bagel um negócio muito hiperestimado (a não ser que seja do St. Viateur, em Montréal), mas as combinações de recheios daqui deixam tudo maravilhoso. Só pra dar uma ideia, o que eu comi foi um dos signature sandwiches deles: o Vermonter. Bacon, maple syrup, cream cheese e canela em um bagel integral.

Depois disso tudo, haja academia. Mas é para isso que a gente corre na vida. A viagem a NY valeu todas as calorias!

Le retour de la pépette

Mais um dia tranquilo. O Respectivo e os pais foram embora. Eu fiquei um dia a mais: férias merecidas.

A noiva do irmão do Respectivo e eu fomos primeiro até o Chelsea Market, onde estava tendo um bazar da Free People. Os preços estavam ótimos, mas não tinha tanta coisa boa. Consegui comprar um suéter e um vestido lindos. Mas só. Cupcake rapidinho na Eleni's, e uma passadinha na Anthropologie, onde ainda consegui comprar uma blusinha bem bonitinha em promoção.

Voltamos para casa, e depois fomos tomar a margarita (de morango) obrigatória no Rio. S. foi encontrar conosco. De lá, seguimos para o Nirvana, ums dos meus indianos favoritos. Lá, ainda matei as saudades de Z., R., e ainda conheci P. e K., com quem eu já trocava uma ideias filosóficas no twitter, mas ainda nos faltava uma oportunidade para discutir essas coisas pessoalmente.

Depois do jantar, P. e K. foram embora, e nós quatro pegamos um táxi até o VBar do East Village. No caminho, S. e eu ainda conseguimos armar a melhor pegadinha de 1o. de abril em cima de Z. e R. (que só revelamos ser piada à meia-noite, com direito a eu subindo em cima da mesa do bra e gritando "April Fools!"). Mas o grand finale foi só depois que J., E. (linda, que tinha acabado de chegar da Alemanha; foi coincidência estarmos em NY ao mesmo tempo!), e o irmão de S. se juntarem a nós por lá.

Fiquei quase o tempo todo ao lado de J. e sua hiperatividade frenética à la Pokemon. Cansei logo. Lá pelas 2 da manhã, fomos embora. Dividi um táxi com S. e J. Mas ainda tive que procurar uma farmácia aberta em Midtown East para comprar solução para minhas lentes de contato. Tive que andar uns bons 4 quarteirões, até a 35th e a 3a., até achar uma Duane Reade que ficava aberta 24h. Ainda quase fiquei trancada para fora de casa, porque a fechadura do apartamento do irmão do Respectivo e da noiva estava a ponto de quebrar.

Entrei e desmaiei.

Acordei hoje cedo, arrumei minhas malas, comi um brunch rapidinho, dei uma passadinha no Citibank e peguei o ônibus para o aeroporto. Hora de voltar para casa...

vendredi 1 avril 2011

Mon bistrot préféré

Ontem foi dia de aproveitar NYC. Com a mãe e a noiva do irmão do Respectivo, fui fazer um passeio dessses clássicos, mas raros em NY. Fomos à Kleinfeld (lembra o programa "Say Yes to the Dress?" - é filmado lá), uma das maiores lojas de vestidos de noiva do mundo, onde a noiva do irmão do Respectivo foi experimentar vestidos. Ela já tinha marcado horário e tudo (não é só chegar e ir entrando; a coisa é séria). Lá, fomos levadas a uma salinha (um provador vip) e atendidas por uma senhorinha que, depois de olhar fixamente para e calcular a quantidade dos quilates dos brilhantes do anel de noivado, nos levou para a sala principal e a sala anexa, para olharmos os vestidos.

Depois de alguns horrorosos e outros mais bonitos, achamos o vencedor: um vestido Jenny Lee tomara-que-caia, de tafetá de seda. Acho que custava em torno de US$4000, o que não me pareceu muito absurdo. Mas hoje foi só um dia de provas. Nada de compras.

De lá, fomos à Bloomindale's, para o Friends & Family Event. Almoçamos no Le Train Bleu, dentro da loja, e fizemos comprinhas rápidas. Ganhei, de aniversário, um jeans cinza escuro da 7 For All Mankind. Depois, demos também uma passada rápida no stand da Chanel, antes de voltarmos para casa, para um vinhozinho, seguido de jantar no Dovetail - melhor comida do mundo, sempre!

Super cansaço. E amanhã tem mais. E viva!