lundi 28 février 2011

La bouffe, pt. 7

Essa semana teve mais riqueza gastronômica (porque teve Montréal e Ottawa, além de tudo), então, vamos à lista:

Segunda-feira, fui jantar com uns amigos (brasileiros e mexicanos) em Chinatown. Fomos ao Fung Shing, que um dos meus amigos já conhecia. É um chinês espetacular! Comemos um pato divino, além do tradicional porco agridoce, peixe no vapor com gengibre, e um prato de legumes com tofu. Pedimos esse tanto de comida, e dividimos entre nós todos (éramos 6 pessoas no total). Isso tudo, mais duas cervejas, que o pessoal tomou, deu coisa de $15 por pessoa, incluindo impostos e gorjeta. As good as it gets.

Na terça-feira, entre o "ciné-science", que termina às 17h, e minha aula, que começa às 18h, fui com dois amigos (um de Montréal, a outra de Québec) ao Sushi Net, que não é espetacular (tem aquela aura fast food), mas quebrou bem o galho - e matou minha vontade de comer sushi. Não sairia de casa especialmente para ir lá (mesmo porque nem é tão barato), mas como fica ao lado da faculdade, é um lugar rápido, prático, e razoavelmente econômico.

Na sexta-feira, já em Ottawa, depois de uma tentativa fracassada de jantar no Chez Lucien (a espera era de mais de uma hora!), fui com uma amiga ao The Black Thorn. O menu é pequeno e não é particularmente barato, mas o nhoque com ratatouille que eu comi estava fantástico. Também recomendo o cheesecake que, apesar de ser bem pequeno e *muito* caro ($9), é feito lá mesmo e é maravilhoso. De lá, fomos ao Heart and Crown, onde eu tomei uma Guinness, para não perder o hábito.

(No sábado, almocei na Universidade Dominicana lá de Ottawa, onde comi a pior comida de bandejão da minha vida!)

Sábado à noite, já de volta em Montréal, fui encontrar um grupo gigantesco de pessoas para jantar novamente em Chinatown, mas dessa vez no Jardin de Jade, que é um chinês ok, mas nada além disso. É um restaurante enorme, que funciona com sistema de bufê. Ou seja, muita comida (por um preço razoável), mas comidamais ou menos e, em geral, mais fria do que é desejável. Pode ser porque eu gosto da minha comida quente (nível saindo fumaça), e não tolero comida morna, mas enfim.

Com tanto restaurante, não é de se surpreender que não tenha rolado nada especial na minha própria cozinha...

dimanche 20 février 2011

La bouffe, pt. 6

Experiências gastronômicas da semana:

- Um chocolate quente delicioso (num frio demoníaco) no Vieux-Port, cortesia do meu banco (sim, foi "de grátis")
- Jantar ok (não tão bom, e definitivamente caro) no Méchant Boeuf. O Respectivo comeu o hambúrguer (sem o pão...), que é o carro-chefe deles. Eu comi o hambúrguer vegetariano que, diga-se de passagem, tinha o dobro do tamanho do hambúrguer tradicional (such is life!).

Foi meio que só isso, já que eu passei o final de semana com um resfriado miserável, e meio que fiquei de cama.

Aqui em casa, acho que não rolou nada de muito especial, já que eu não estava sentindo o gosto de nada mesmo. Meh.

jeudi 17 février 2011

Arrache-moi

Nesse final de semana que passou, finalmente fomos ao Parc Lafontaine (que fica a dois quarteirões do meu apartamento), para patinarmos no gelo. Ainda não comprei meus próprios patins, então aluguei lá mesmo.


Os patins que alugamos eram incrivelmente melhores que os que eu havia alugado no Rockefeller Center dois anos atrás. E a "pista" de patinação aqui não é exatamente uma pista. É um lago congelado. Ou seja, é enorme, tem uma vista fantástica, mas não tem barras laterais pro pessoal marinheiro do terceira viagem como eu ir se apoiando. Ou seja, o lance aqui é patinação selvagem e desenfreada.

O resultado foi mais agradável e menos tragicômico que eu imaginei. Patinei razoavelmente bem por mais ou menos uma hora - e só caí uma vez.

Agora vamos às qualificações: o "razoavelmente bem" do meu nível de patinação só é percebido em isolamento. Quando você compara com o pessoal pagando de Daiane dos Santos da Sibéria fazendo triplo mortal carpado no gelo, eu pareço mais uma capivara com perna mecânica. Mas enfim.

Qualificando a queda: a queda foi um processo longo. Em câmera lenta. Primeiro, eu meio que tropecei em um montinho de neve. Mas consegui manter o equilíbrio tombando o corpo mais para frente. Aí, para corrigir, mais para trás. Para frente, para trás. Com as mãozinhas girando freneticamente no ar. E fui indo assim por uns cem metros... até que me estatelei, reta, de costas no chão.

O Respectivo descreveu bem a queda: "você foi caindo num estilo muito Charlie Brown".

E assim foi. E assim também foram: minha lombar, que ficou zoada por uns 2 dias, e meu pulso esquerdo, que teve que ser mobilizado (no improviso) pelo resto da semana.

Meus planos futuros? Comprar um par de patins e praticar, até eu ter habilidade suficiente para entrar em uma liga amadora de hockey feminino no próximo inverno. Muito sério isso. Aguardem relatos das tragédias que se seguirão.

mardi 15 février 2011

Amours

Tem dois tipo de pessoas no mundo: aquelas que tem vida, e aquelas que traduzem latim no Valentine's Day.  Como já era de se esperar, eu faço parte do segundo grupo.

Como de costume, fui à faculdade ontem à noite me encontrar com o resto do pessoal do grupo de estudos de latim. Traduzimos Boécio (o comentário sobre o De Interpretatione, a quem interessar possa) por duas horas, e depois voltei para casa para assistir ao final de House.

Quando eu estava para sair de casa para ir à faculdade, à tarde, o Respectivo me perguntou se ia rolar o grupo, mesmo sendo noite de Valentine's Day. A minha resposta, lembrando o senso de obviedade da coisa, foi que traduzimos latim por hobby. Ou seja: quais as chances de termos planos fabulosos para o Valentine's Day? - Ele concordou.

Aqui em casa, nós não trabalhamos com Valentine's Day - nem com essa gama de hallmark holidays que assola o mundo - então não tínhamos planos.

Mas... quando eu cheguei em casa às 20h30, tinha uma salada me esperando e... filé francês acompanhado de aipim. E... uma lata de Guinness (na lata original, irlandesa, porque a garrafa de exportação para os EUA é podre)!

Awwwn - até que eu *quase* tenho vida.

Comi igual a uma esfomeada, e virei o pint de Guinness como se não houvesse mais pinga no mundo. Porque, né, eu traduzo latim (que é uma coisa super glamour) e sou phyna assim.

lundi 14 février 2011

La bouffe, pt. 5

As aventuras culinárias continuam poucas e boas.

Nessa semana que passou, só saímos para aventuras gastronômicas na sexta-feira. Começamos com uma passada no bar da Cinémathèque Québécoise, onde eu tomei uma boa pilsener, e o Respectivo tomou um vinho tinto que, contrário ao da Amère à Boire, estava muito bom (não lembro qual vinho era... mas era um tinto, possivelmente um syrah). A conta ficou por conta de um professor da faculdade, porque o esquema rolou após uma palestra (e depois das palestras, o pessoal vai pro bar e a faculdade paga a conta! E viva!)

De lá, fomos andando até o Plateau Mont-Royal, para jantarmos no maior clássico da cidade: Schwartz's. Por sorte, não pegamos nenhuma fila. Chegamos e logo sentamos em uma mesa apertadinha e compartilhada (o que faz parte do charme do Schwartz's, e comemos aquela viande fumée deliciosa. O Respectivo pediu a versão magra. Eu fiquei com vontade de pedir a tradicional (a gorda), mas pedi a média (porque temperança faz bem!). Como não curto esse esquema de carne de segunda (sim, fui criada a filé mignon), não curti muito a média. A versão magra, mais sequinha, sem gordura nenhum, estava ótima. Com bastante mostarda, é uma refeição dos deuses, especialmente com o complemento de picles, batatas fritas old school e um cole slaw que só se encontra no Schwartz's. Muita comida, e comida boa, para dois, por vinte e poucos dólares. As good as it gets.

Enquanto isso, na minha cozinha também rolaram (não tão) poucas (mas boas) novidades.

Fiz chips de batatas azuis (que, por sinal, ficaram ótimas!), lombo de porco recheado com chèvre long e polpa de tamarindo, sementes de abóbora versão sweet 'n' spicy torradas, e o tradicional bolo de côco sem glúten.

E isso nos alimentou por uma boa parte da semana e do fim de semana. Isso e o estoque de arroz basmati e a feijoada, que nunca faltam por aqui.

dimanche 13 février 2011

Ladrões de sacolinhas

É.

Depois que já estávamos em Montreal havia uns dois dias, o Respectivo e eu nos demos conta de uma coisa: tínhamos roubado sacolinhas plásticas no mercado. Foi sem querer, por isso é que demorou a percebermos.

O grande problema do Canadá ser essa pseudo-extensão dos EUA é que mesmo não-americanos se esquecem de que aqui as coisas são sempre um pouco diferentes, seja na burocracia extra, seja no melhor uso dos tributos excessivos.

Acrescente-se a isso o fato de que a província de Québec tem aquela vibe mais européia, tal.

Aí, na nossa primeira noite aqui, fomos fazer compras de alguns suprimentos básicos (azeite, carne, ovos, vinagre balsâmico, bolachas de arroz etc.). Chegando no caixa, pagamos, enfiamos as coisas em sacolinhas plásticas e fomos para casa.

O mocinho do caixa meio que olhou feio para nós, mas ele parecia estar de mau humor havia tempos (principalmente porque estávamos fazendo compras já tarde da noite, já que o mercado só fechava às 23h), e o povo aqui tem mais ou menos a mesma paciência dos franceses com quem não fala francês perfeitamente. Então, utilizei o processo de dedução do óbvio.

No dia seguinte, quando fomos de furgão até o outro mercado, pagamos as compras e... não tinha sacolinhas! Aí, pedi umas pra moça, que me deu quatro (regulou!), mas com jeito de quem estava me fazendo favor.

Achei tudo isso meio estranho, já que nos EUA (ah, a sociedade do consumo estúpido e desenfreado!) ninguém economiza sacolinhas. Pelo contrário, eles usam duas sacolinhas por vez, para ninguém correr o risco de a sacolinha rasgar e a pessoa voltar lá e processar a loja, tal. O que é uma coisa deveras estúpida, se você quer saber. Eu sempre tinha que implorar para que eles usassem só uma sacolinha plástica cada vez que eu ia comprar UM tubo de pasta de dente, por exemplo. E, quando eu levava minhas próprias sacolas ao mercado, os empacotadores sempre me olhavam feio e relutavam em usar as tais sacolas reutilizáveis, à exceção de mercados ecologicamente conscientes, tipo Trader Joe's e Wholefoods.

Mas, voltando a Montreal:
Foi só uns dias depois, acho que quando eu fui sozinha a um terceiro mercado, que eu me dei conta de que o sistema de sacolinhas aqui é como o sistema europeu: ou você traz suas próprias sacolas, ou compra os saquinhos de mercado por $0.05 cada (mais impostos).

Ou seja: naquelas duas ou três vezes em que fomos ao mercado, pagamo as compras e depois "pegamos" ou pedimos sacolinhas, o que eu estava fazendo, sem saber, era roubando sacolinhas plásticas! Se alguém tivesse me falado, teria ajudado bastante - e economizado constragimento - mas nããão!.

Aí bate aquela vergonha retroativa. E vêm as lembranças de quando, há mais de cinco anos, eu estava passando uma temporada em Berlim e sempre levava minhas próprias sacolas reutilizáveis, porque os mercados não nos davam sacolas. E mesmo em SP, eu geralmente uso sacolas reutilizáveis. Ou seja, eu não deveria me espantar tanto com esse hábito canadense. Mas esses tais três anos e meio em NY me estragaram...

O pior: para provar que "Deus castiga" (força de expressão, ok? Porque quem castiga é o primeiro motor, ou a teoria de cordas, enfim, hah): na tal primeira noite de compras, quando estávamos voltando para casa, uma das sacolinhas arrebentou e nosso azeite, vinagre e enlatados saíram rolando pelo meio da rua. E lá fomos nós, catando tudo (porque comida aqui vale ouro - quase literalmente)..

samedi 12 février 2011

Cracher nos souhaits

Já fiz uma boa parcela de coisas turísticas por aqui, incluindo uma passagem pela Fête des Neiges, no Parc Jean Drapeau, onde as minhas lindas idéias de patinar no gelo e tomar caribou (uma espécie de "quentão") ficaram só no plano das idéias mesmo. Por outro lado, fomos ao museu do meio-ambiente (Biosphère) que também fica no Parc Jean Drapeau, e acabamos vendo uma exposição bem interessante, "ONE: Outfits for a New Era".

E outras coisas. Depois de todas essas aventuras de inverno, era inevitável que, num dia como qualquer outro, quando eu saí da faculdade e estava voltando para casa, na hora em que fui atravessar a rua Berri na altura da Sainte-Catherine, deu aquela sensação de patinação no gelo. Minha bota deslizou na camada fina de gelo que cobria o asfalto. Deslizei, deslizei e... caí. De bunda. No *meio* da rua. E ainda deslizei um pouquinho mais.

O pior não foi eu ter caído. O pior foi eu ter caído no meio de um dos cruzamentos mais movimentados da cidade, e ter tido que levantar logo porque o sinal abriu e, se eu ficasse de bobeira, logo seria atropelada por uns 20 carros, caminhões, ambulâncias e coisas do gênero. E viva!

Sem contar que minha luvas ficaram encharcadas. O que significa que, na caminhada de 15min. de volta para casa, a água que ficou acumulada nas luvas foi congelando. Ou seja, minhas mãos estavam fadadas a um estado frigorífico. Com ou sem luvas (já que a temperatura devia estar em torno de -15C).

Dessas coisas sobre as coisas a gente não pensa. Até que...

O lado positivo da semana foi que, na exposição no museu do meio-ambiente, acidentalmente descobri uma banda de hip-hop canadense bem interessante, Radio Radio. Recomendo a música Kenny G Non-Stop.

jeudi 10 février 2011

Tu dis rien

Disclaimer: Esse post precisa ser dedicado ao Athos. Ele (e conhecidos) vai (vão) entender por que.

Daí que outro dia fui ao mercado e precisava comprar fermento. Mas os mercados de Montreal não fazem sentido. Eles tem algo em torno de quatro alas de biscoitos, por exemplo. Uma é biscoitos e produtos de limpeza. A outra é biscoitos e enlatados. Biscoitos e congelados. Enfim, é um processo absolutamente aleatório. Se há espaço na prateleira, eles preenchem. Com qualquer coisa. Porque taxonomia é para fracos.

Como boa portadora de TOC que sou, isso me aflige. Muito.

Dessa vez, apesar do meu medo de interações humanas desnecessárias, para evitar ficar rodando igual uma idiota por TODOS os corredores do mercado atrás do tal fermento em pó, resolvi perguntar para um moço que trabalhava lá, que estava repondo o estoque (provavelmente de algum tipo de biscoito). Só que depois do "excusez-moi" me veio um bloqueio completo e absoluto. Como se fala "fermento em pó" em francês?? Para minha sorte, a beleza de Montreal ser uma cidade bilìngue é essa: mudei automaticamente para o inglês.

E então, eis que o mocinho, não conseguindo muito bem me responder em inglês (outra parte da beleza de Montreal é que a cidade é bilíngue só em teoria; na prática, ninguém fala porra nenhuma de inglês, meio que), me levou até onde eu encontraria o produto que procurava.

No começo, fiquei um pouco confusa, porque ele me levou para a seção de condimentos. Mas, novamente, como os mercados aqui não fazem muito sentido, não me abalei muito. Era bem plausível que o fermento ficasse entre a pimenta do reino e o coentro. Afinal, por que não?

Olhei, olhei... e nada! Com um olhar meio exasperado, olhei pro mocinho, sem dizer nada, com aquela cara de "cadê?". Ao que ele me aponta um vidrinho de sal de bacon.

Minha cara nessa hora acho que foi de desespero absoluto. Não entendi nada do que tinha acabado de acontecer. Tipo, é sessão Monty Python mesmo, pessoal?

Para não prolongar o sofrimento, madei um "merci beaucoup" e dispensei a ajuda do mocinho, com aquela cara de "olha só, encontrei o que eu queria" e MUITO frustrada por dentro. O mocinho vira as costas e vai embora (feliz de ter ajudado uma cliente!). Ao que eu imediatamente viro para o Respectivo, com a cara mais indignada do mundo e mando:

"WHAT THE HELL DID JUST HAPPEN?"

"Don't you get it?"

"Get what? No! I want baking-fucking-powder! Not spices! Baking powder! And I don't see it? Am I fucking blind or something?"

"You asked for BAKING powder. He brought you to BACON powder. Hahaha. Don't you love it?"

"Mphrghphr..."


PS: "Poudre à pâte!" Poudre à-fucking pâte.

lundi 7 février 2011

La bouffe, pt. 4

Comidinhas da semana, com poucas novidades. Mais chás na Second Cup, e pouca inspiração culinária.

Restôs:

Sexta à noite, depois de me perder um pouco, cheguei ao Gainzbar, onde fui encontrar uns amigos (a convite de L.C.) para tomar umas. Uma, no meu caso. Mas foi uma Guinness, então valeu a pena.

Depois, como sempre bate aquela fome, N., M., M. e eu fomos ao Faste Fou, que é um fast-food chique, bonitinho. Uma coisa meio diner, meio bistrô. A coisa mais legal é que, no restaurante (e online também, meio que, mas não é tão legal), o menu tem un índice remissivo.

Por recomendação de N., pedi um club sandwich. Por recomendação de M., foi um club sandwich de viande fumée, uma especialidade de Montréal, da qual eu vou falar em mais detalhes depois que for ao Schwartz's.

Muito boa a comida. Sério. E a localização tanto do Gainzbar quando do Faste Fou valem a viagem para além do Plateau. Ficam em um pedaço bem bonitinho da Rue Saint-Hubert.

Mais cedo, no almoço, comi no Thaï Express, mais por necessidade que por gosto. Comida bem nojentona (além de cara, para fast food), e deixou bastante a desejar. Yuck.

Enquanto isso, na minha cozinha:

Um dos queijos de cabra que compramos no Marché Atwater na outra semana era uma espécie de Brie de cabra, mas com um gosto bem forte. Decidi que ia cozinhar com ele. O resultado vimos no domingo: bife à parmegiana (empanado, obviamente com farinha sem glúten) coberto com brie de cabra (em vez de mussarela). Ficou bem bom. O acompanhamento ficou por conta do arroz basmati e do Beaujolais Villages 2009. Foi uma boa refeição. Ou duas. Ou três.

mercredi 2 février 2011

L'Excessive

Pronto! Agora dá pra ir ao shopping!

Aquele passeio vespertino bàsico em Montréal. E esse é todo o processo para sair de casa (quando não está tão frio).

Vamos por partes:

Primeira camada: roupas de baixo - nível 1 (i.e. calcinha e sutiã, né?) + nível 2 (legging termal preta e undershirt de manga comprida cinza, ambas da linha HeatTech da UNIQLO) + meias argyle (também da linha HeatTech) + vestido de algodão + botas de couro (não, não são botas de chuva de plástico ou borracha, porque não trabalhamos) laranja.

Segunda camada: cardigã de lã + cachecol de lã + chapéu de lã (todos pretos).

Terceira camada: sobre-tudo de lã pura uruguaia (sim, a coisa é séria) + luvas de lã (não aparecem na foto, porque a pessoa não tem capacidade de tirar fotos usando luvas).

Sim, tudo isso para um passeiozinho vespertino rápido em um dia ensolarado. Porque quando o frio está bravo por aqui (em torno de -35C, como outro dia), das duas uma: ou eu simplesmente não saio de casa, ou tenho que vestir tantas camadas de roupas, incluindo roupas termais, que dá até preguiça de documentar...