lundi 31 janvier 2011

La bouffe, pt. 3

Porque gente com alma obesa só fala de comida.

As aventuras gastronômicas dessa semana incluíram:

Passada rápida pra comprar uma bandejinha de sushi no Doki Doki. Comida japonesa em Montréal não é barata, mas pelo menos aqui ela é bem competente.

Também tive uma primeira (e uma segunda) experiência de bar por aqui. Ambas na l'Amère à Boire, uma cervejaria artesanal na Rue St. Denis. Na quarta-feira, tomei uma Porter, que estava bem boa. Na sexta, tomei uma Pilsener, bem competente. Mas agora preciso voltar e, como boa amante de Guinness que sou, experimentar a Stout deles. Por um lado, é bom eles não servirem apenas cervejas (já que o Respectivo não podem tomar cerveja, já que cerveja = glúten), mas as opções de vinhos não são nem muitas, nem boas. Talvez a melhor alternativa sejam os drinks. Mas não experimentamos.

Fora isso, mantenho minhas idas quase regulares à Second Cup, onde tomar um green tea matcha latte melhora o dia de qualquer um.

Aí no sábado, o Respectivo e eu fomos almoçar com amigos meus de muito tempo num pub inglês, perto da estação Lionel-Groulx, o Burgundy Lion. Apesar de não ter muitas opções de pratos sem glúten, pelo menos o ambiente é bem legal. E o fish and chips estava bom. É raro se encontrar um pub que sirva fish and chips em que a qualidade do peixe seja boa. Esse pub é uma exceção. E a salada Oxfordshire, com stilton, pêras e nozes, é espetacular! Ah, fora que eles também aceitam reservas pelo OpenTable. Ou seja: pontinhos!!

Além disso, esse pub fica bem pertinho do Marché Atwater, que é uma versão bem menor, ligeiramente mais barata, e talvez um pouco mais gostosa (porque tem mais queijos!) do Mercadão de SP.


O Respectivo e eu compramos montes de queijo de cabra, manteiga orgânica, e mais alguns temperos e afins por lá. E ainda demos uma passadinha na SAQ para reforçar nosso estoque de vinhos (estávamos em um de nossos raros dias "mão-aberta").


Não vou dar uma de expert em vinhos e descrever o que compramos, mas se tiver algum digno de nota (contrariando algumas experiências anteriores com vinhos por aqui), eu faço um PS.

lundi 24 janvier 2011

La bouffe, pt. 2

Mais aventuras gastronômicas em Montréal. Nada de excepcional na minha cozinha, então só vou falar dos restaurantes.

Fomos ao recomendadíssimo Bato Thaï, restaurante obviamente tailandês, aqui pertinho da casa. Não nos decepcionamos. No início, achamos que poderíamos ter dificuldades com a coisa do glúten, mas depois uma senhora veio e nos explicou que eles não usam farinha de trigo em nenhum dos pratos (exceto, claro, frituras imersas e massas fritas, tipo rolinho imperial). Comemos muitíssimo bem - e gastamos pouco.

Também fomos ao Tabla (que, por sinal, fica exatamente na frente do Bato Thaï). que é um restaurante indiano. Pedimos uma espécie de "combinado" que, a bem da verdade, é um banquete para duas pessoas. Comemos uma entrada espetacular (acho que eram bolinhos de cebola, mas não tenho certeza), e, como pratos principais, alguns clássicos indianos (embora o tikka masala tenha sido de carne, como eu não trabalho com frango). O naan estava delicioso. A sobremesa foi a única coisa que deixou a desejar. Foi o gulab jamun mais fraquinho que eu já comi na vida. E olha que, geralmente, gulab jamun é o doce mais gostoso do mundo! Oh, well. Fato é que gastamos trinta-e-poucos dólares para comermos MUITO, e ainda trouxemos comida para casa.

Yum!

dimanche 23 janvier 2011

Mon pays, c'est l'hiver (pt. 1)


Não vou nem mais falar nada. A imagem diz tudo. (Clique na imagem para aumentar - e entender)

vendredi 21 janvier 2011

Une année sans lumière

E aí que eu chego em casa às 21h30 ontem à noite, depois da minha aula de filosofia da linguagem, e o Respectivo me avisa que as lâmpadas da cozinha estão queimadas. Na nossa cozinha não tem janela (sei que isso é impensável para a maioria dos brasileiros, mas em NY era assim, e aqui em Montréal não é diferente), então toda a iluminação depende de lâmpadas.

Sou meio afoita com reparos domésticos, então logo já fui ver se tinha alguma lâmpada extra, para substituir. É.

Só que aí descobri que as lâmpadas da cozinha (como as da sala e as do quarto) eram lâmpadas dicróicas (aka halógenas) e não funcionam do modo intuitivo desenroscar-e-enroscar a que a maioria de nós está acostumada. Descobri que não tínhamos lâmpadas extras, mas, como não entendo lhufas de lâmpadas halógenas, decidi tirar a lâmpada queimada da luminária para poder levar à loja comigo no dia seguinte e não errar na compra.

Como não temos uma escada, mandei a clássica subida na cadeira e para alcançar a luminária. Só que... como tira a lâmpada?

Tentei puxar, enroscar, desenroscar. Nada. Aí, achei que seria uma boa idéia (nesses momentos de desespero TOC a gente acha cada boa idéia...) desmontar a luminária. Assista à cena no filminho da sua cabeça: eu, que tinha acabado de chegar da rua onde fazia um frio de -9C (ou seja, ainda com camadas infinitas de roupas à la Kenny, do South Park), do alto dos meus 1,60m, em cima de uma cadeira toda bonita da sala de jantar, com uma chave de fenda, uma chave Phillips e um alicate, tentando desmontar uma luminária vagamente similar a esta. Not pretty.

Consegui desmontar o raio da luminária - mas nada de conseguir arrancar as lâmpadas de dentro dos spots. Gênio.

Muito revoltada com o mundo, fui dormir, vergonhosamente convencida de que eu teria que chamar o concièrge na manhã seguinte, para perguntar a ele como trocar as tais lâmpadas. Ódio.

Hoje de manhã, acordei menos resignada e fui consultar meu amigo Google logo de manhã cedo. Se o Google falhasse, bom, aí eu teria que chamar o concièrge.

Depois de várias tentativas frustradas e depois de ter absorvido uma paranóia de mega-incêndios causados por lâmpadas halógenas,... tah-dah! Achei isso aqui.  Note que o truque não é bem como trocar o raio da lâmpada (tenho conhecimentos avançados de reparos domésticos!), mas foi o passo 5 do tutorial que eu linkei aí acima que estava me faltando. Eu tinha visto esse tal araminho (uma espécie de presilha) em torno da lâmpada e tentei tirá-lo a todo custo, mas não tinha conseguido. É, porque não tinha tentado pinçar a presilha (*anta!*).

Bom, depois de feito isso, eis que consegui remover o raio da lâmpada - e comprar outra para a devida substituição, que, por sua vez, levou cerca de cinco minutos.

Mas o mais importante é que eu não precisei chamar o concièrge. Nem o zelador. E viva o Google!

samedi 15 janvier 2011

À l'envers

Diz que brasileiro curte uma gambiarra. Né nada. Vai vendo.

Fatos: em NY, o Respectivo e eu tínhamos uma assinatura do Netflix e éramos felizes recebendo filmes pelo correio e baixando outros via streaming no PS3. Só que no Canadá, o Netflix só oferece filmes via streaming, e a seleção é bem menor (e bem podre) porque as permissões de direitos autorais aqui no Canadá são outras, tal. Meio que não vale a pena, porque só tem filme velho.

Aí, tem um serviço chamado Zip, que é como o Netflix nos EUA, mas sem a opção de streaming. Só que é mais caro e mais lento (porque os filmes vêm sempre da sede em Ontário, e, aparentemente, o correio canadense não é tão rápido e eficiente quanto o americano).

Já estava me contentando em me cadastrar na biblioteca pública para pegar filmes emprestados de graça, quando o Respectivo me vem com uma idéia mágica: existe um site que fornece assinaturas de redirecionadores de IP. O que isso significa é que poderíamos pagar uma assinatura mensal baratinha e ter acesso a um IP americano a partir daqui de Montréal.

Isso significa que poderíamos fazer o streaming de filmes do Netflix americano (que tem milhões de opções ótimas de filme) ao invés do Netflix canadense (podre). Para isso, bastaria reconfigurar o roteador.

Só de falar em configurar (ou reconfigurar) roteador, eu já fiquei meio com náusea. Mas aí, o Respectivo insiste. Bora lá.

Entramos no raio do site de redirecionamento de IP e seguimos as instruções da tela. Legal. Agora é só reiniciar o roteador.

...

E nada. Modem e roteador reiniciados - e nós sem internet. Ah, tudo bem. Vamos voltar às configurações iniciais, re-reiniciar e tudo bem.

Exceto que: não.

Voltamos às configurações iniciais, e nada de a internet voltar. Pânico.

Pânico porque minhas aulas estavam prestes a começar (e, tipo, eu faço pesquisas, usar bases de dados online faz parte da definição de o que eu faço da vida). E porque nós meio que não temos um telefone utilizável aqui (não até 07 de fevereiro). Ou seja, todo o meu contato com o mundo estava se dando através de e-mail e Skype. No internet = morte.

Aí, lá foi o Respectivo reiniciar tudo. Desconectar o modem, reconectar etc. Nada.

E se passam três horas. E nada. Nada de Netflix e nada de internet. Gênio.

Esse processo todo rolou do desktop que estávamos usando. Aí, tentamos tudo de novo uma vez do meu laptop. Nada. Do laptop do Respectivo. Nada. Mais vezes do laptop do Respectivo. Nada ainda.

Cinco horas.

Uma tentativa final de reinstalar tudo (usando o CD de instalação, tal) do meu laptop (já que no do Respectivo, com seu Windows Vista, não ia rolar nem f*--). Eis que, depois de 6 horas... a internet voltou!

Obviamente desistimos (i.e. eu desisti e ameacei o Respectivo de morte se ele tentasse novamente) do esquema de redirecionar IP, gambiarras com Netflix etc. E viva a biblioteca!

"Eu sou contra a gambiarra, e o Windows 7 foi minha idéia."

jeudi 13 janvier 2011

La bouffe, pt. 1 (ou: on mange du cheval)

Experiências culinárias em Montréal, por enquanto.

Restaurantes
Fomos explorar alguns restaurantes baratos aqui no bairro. No dia em que mudamos, fomos jantar em um restô vietnamita chamado Le Goût du Viet Nam. A comida não era sensacional, mas bem competente. E os preços também eram bem justos.

Outro baratinho aqui perto é o Yuki Sushi Bar, que tem rodízio de comida japonesa por CDN$ 19, que é um preço bem decente, considerando-se que rodízio de comida japonesa é coisa rara fora do Brasil. Mas a comida era bem fraquinha... Se eu voltar, só se for para o almoço, quando o rodízio custa em torno de CDN$ 12. Porque o rodízio do jantar não vale $19... Originalmente, íamos a outro japonês, que recebeu notas super boas em sites de gastronomia. Mas eles estavam fechados para férias. Aí, na hora do frio congelante e da fome, fomos nesse aqui pertinho mesmo.

Um outro restô a que fomos, e que era surpreendentemente bom (e barato!) é o Commensal. Esse, descobrimos por acaso. Vimos que era um restô por quilo que parecia decente. Só quando estávamos nos servindo é que descobrimos que era um restaurante vegetariano! Mas tinha opções ok de pratos (incluindo uns curries de tofu que estavam até bons), e os pratos quentes estavam quentes o bastante (major pet peeve meu). Refeição para duas pessoas por $20? Trabalho muito!

Na cozinha
Bom, aqui em casa ainda n'ao deu par rolar a variedade de experiências culinárias que rolava em NY. Mas já comemos algumas coisas boas, incluindo um lombinho de porco recheado de queijo camembert e geléia de cranberry. Também já andei fazendo purê de batata roxa (que, aliás, é bem melhor que batata "normal").

O desafio da semana, no entanto, foi quando o Respectivo e eu resolvemos comprar carne moída de cavalo (FYI, o Canadá é o maior exportador de carne de cavalo do mundo, e os francófonos daqui têm o hábito de comer carne de cavalo - não é algo considerado tão exótico). O único problema é que eu nunca tinha cozinhado carne de cavalo.

Na verdade, é bem parecida com carne de vaca. Só tem um pouco mais daquele gostos de carne de caça (tipo alce, bisão ou veado). Achei uma receita de hambúrgueres de cavalo no próprio site do supermercado. Aí, segui a receita mais ou menos para fazer almôndegas. Contrariando todas as expectativas, ficou bom.
A vantagem da carne de cavalo é que ela é super magra: tem pouquíssima gordura (bem menos que carne magra bovina). Não sei se vou comer habitualmente, mas até que rolou...

Mais aventuras gastronômicas em breve. Se tudo der certo, nessa mesma linha exótica.

mercredi 12 janvier 2011

Comme on a dit

Enquanto isso, na terra do frio...

Aqui neva. Meio que constantemente. Não nevasca, assim. Só uma nevinha, mas constante. Sempre que você olha para fora da janela, vê uns floquinhos caindo. Mas é bem manageable.

Conta no banco devidamente aberta, depois de um certo esforço. O processo todo demorou bem uns 40 minutos, mas saí de lá com cartão de débito em mãos, pronta para... nada! Já que não tinha colocado dinheiro algum na conta.

Ok.

De resto, tudo mais ou menos já no esquema. Taxas da faculdade pagas. Papelada da bolsa preenchida. Super telefone com andróide funcion--

Quer dizer, mais ou menos. Senta que lá vem...

Eu já tinha um número de telefone canadense (desde novembro), mas num aparelho normal. Aí, fui comprar um smartphone (desde que adquiri meu Blackberry em NY em 2008, percebi que não há vida sem smartphone - fraca, eu sei). Como queria mais do sistema operacional do meu telefone (meu BB era antigão, e não tinha nem wi-fi), resolvi comprar o HTC Legend, que é o único telefone não-Samsung com andróide oferecido pela minha operadora. Ok.

Próximo passo: ligar para a operadora e habilitar o plano de dados. Consegui um pacote de voz e dados bem legal, com um preço tranquilo. O atendimento telefônico para habilitar tudo foi relativamente rápido e simples até que...

Até que eu fui informada que a mudança de plano só será aplicada no próximo ciclo de pagamento, que só começará no dia 07 de fevereiro!! Ou seja: depois de tudo isso, me avisam que eu só vou poder usar meus minutos adicionais e meu plano de dados daqui a quase um mês. Legal!

De novo, os canadenses parecem não sacar que, se eles habilitassem o raio do plano novo a partir de agora e fizessem um pro rata do mês, eu DARIA MAIS DINHEIRO (=lucro) para a operadora telefônica. E eu não teria um telefone todo cheio de frescuras que não vou poder usar até a segunda semana de fevereiro (tudo bem que enquanto isso eu posso usá-lo no modo wi-fi, mas mesmo assim...).

Mas nããão. Eles não querem lucro. Eles querem mesmo é tornar minha vida mais difícil. Essa é a verdade.

mardi 11 janvier 2011

Oui, non, encore

Bancos. Nem precisa explicar muito. Abrir uma conta bancária em um país estrangeiro, quando você acabou de chegar e não tem a documentação básica (equivalentes de RG, CPF e afins), é sempre ainda mais complicado.*

Mas aí os canadenses encontram um jeio de dificultar ainda mais: as taxas bancárias aqui são altíssimas! Paga-se em média CDN$ 6.95 de taxa de manutenção para a conta mais de pobrinho (cof, cof, Bradesco, cof, cof), e acrescenta-se a isso uma taxa de CDN$ 0.60 a CDN$ 3,95 por transação bancária (incluindo uso do cartão de débito, saques em caixas eletrônicos etc.

Mas já tinha sacado o esquema alternativo quando abri minha conta em NY em 2007. Procurei bancos que oferecessem contas de estudante (i.e. sem taxa de manutenção ou cobrança por transação) para estudantes de qualquer nível (o truque é que a maioria dos bancos só dá essas isenções para estudantes de ensino médio e graduação - e nós, pobres doutorandos, pagamos horrores...). Achei um BMO há alguns metros daqui, que me ofereceria as tais isenções.

Como já estava escolada no lance de abertura de contas gringas, já fui lá com toda a documentação necessária (passaporte, permissão de estudo, carteira de motorista internacional, carta de aceitação na faculdade, fatura da faculdade, carteirinha da faculdade, contrato de aluguel como comprovante de residência etc.).

Entrei na agência e fui até o setor de atendimento. Expliquei pro mocinho que e queria abrir uma conta de estudante.

Ele: Ok. Mas você vai ter que voltar amanhã.
Eu: Oi?
Ele: Só amanhã.
Eu: Não... acho que você não entendeu. Eu só quero abrir uma conta...
Ele: Então, vamos ter que marcar um horário para amanhã. Hoje não tem mais horários disponíveis. Amanhã às 10h?

Quoi?


Não estou acostumada com essas coisas. Não trabalho com Banco do Brasil nem Caixa Econômica. Essa coisa de marcar horário não é comigo, não. A questão é "moço, eu quero COLOCAR dinheiro no seu banco. Isso vai GERAR LUCRO para sua empresa. Você não pode me falar pra voltar amanhã."

É. Mas ele falou. E o pior é que eu voltei.


[*Nos EUA, foi relativamente fácil, mas isso porque eu arrumei um esquema bem mestre com o Citibank]

samedi 8 janvier 2011

Sans filet

Dia de devolver o U-Haul. Só que o Respectivo e eu descobrimos que o preço da comida no mercado que tem aqui perto de casa é proibitivo. Está certo que o mercado é legal, limpinho e tem produtos de excelente qualidade (ou seja, é o extremo oposto dos mercados a que estávamos acostuamods no Bronx), mas a grana continua meio curta.

Então aproveitamos que ainda tínhamos o caminhãozinho para irmos a um mercado de descontos, que fica a uns 4Km daqui. Estocamos carne e frango para o Respectivo. Também compramos uma carne moída de cavalo para experimentar. Vamos ver no que dá...

Depois, literalmente na esquina do nosso condomínio, quando estávamos chegando para descarregar as comprad do caminhão, somos parados pela polícia. Aparentemente, o Respectivo tinha feito uma conversão à direita sem que nós tivéssemos o sinal verde para conversões à direita. O trânsito em Montreal é meio estranho. Os sinais geralmente ficam verdes primeiro só para quem vai seguir em frente; só depois é que eles ficam verdes para quem vai fazer conversões (inclusive à direita!).

O policial até que foi legal. Viu a documentação do caminhão e a carteira de motorista americana do Respectivo, nos explicou como são as regras de trânsito daqui e nos deixou ir embora. Ufa! Uns trocados economizados...

Nós estávamos tão preocupados em atravessar a fronteira e ter que lidar com os agentes de imigraçao, e acabamos sendo parados na esquina de casa, por um policial comum. Seria irônico, se a ironia não fosse uma figura de linguagem tão abusada...

vendredi 7 janvier 2011

La traversée du désert

Mudança feita. E começa a aventura do inverno eterno em Montreal.

Passar pela imigração canadense na fronteira terrestre com os EUA foi mais fácil que imaginamos, mesmo com o caminhãozinho U-Haul.

Passamos pelo guichê dos carros, e depois tivemos que estacionar e ir dentro de uma casinha para eu pegar meus papéis de permissão de estudo.  A parte da alfândega foi tranquila, apesar do caminhãozinho. Porque eu só tinha coisas de uso pessoal, e estava vindo estudar, anyway.

Como tínhamos passado a noite em Plattsburgh (NY), foram só uns 100km de lá até Montreal. Com a breve parada na imigração e uma parada para abastecer o caminhão, a viagem durou uma hora e meia.

Então, chegamos no nosso apartamento novo, no Village, e encontramos o proprietário, pegamos as chaves e fomos descarregar o caminhão.

Para carregar o caminhão em NY, tivemos ajuda de dois amigos. Mas agora, para descarregar, seríamos só nós dois.  Mas, por sorte, nosso condomínio tem um concierge (notem: um concierge!! Muito progresso em relação a NYC!) e ele nos deu um carrinho e um pallet com rodinhas, que ajudou bastante para carregar e descarregar as coisas no elevador.

Lá pelas duas da tarde, estávamos com tudo dentro do apartamento, incluindo... Machu e Picchu, os dois gatos fofitos que o proprietário do apartamento deixou para a gente tomar conta durante esses meses.

Enquanto isso, lá fora: neve. E o inverno será infinito.